POV — Isabela Quando a porta se fechou atrás de mim, o corredor pareceu mais longo do que antes. Caminhei alguns passos sem pressa, como se o meu corpo ainda estivesse preso lá dentro. Não doendo — querendo. E isso me irritou mais do que eu gostaria de admitir. Eu sabia. Sabia que meu corpo ainda o queria. Mas querer não era uma opção. Respirei fundo, ajustando a alça da mochila no ombro, como se aquele gesto simples pudesse me ancorar em algo concreto. Eu tinha prometido à minha mãe. Não em palavras bonitas, mas naquele tom firme que ela usava quando queria ter certeza de que eu estava ouvindo. Você vai se formar. E eu ia. Arthur Valente não fazia parte desse plano. Não do jeito que meu corpo parecia insistir. Ele era um professor renomado. Respeitado. Estável. E eu… eu era só a

