Isabela saiu da sala primeiro. O corredor parecia diferente depois do que tinha acontecido — mais estreito, mais exposto. Cada passo ecoava alto demais, como se o prédio inteiro soubesse. Ela manteve o rosto neutro. O corpo, não. Quando dobrou o corredor e alcançou o banheiro, trancou a porta e apoiou as mãos na pia. Respirou fundo. O reflexo no espelho devolveu um olhar que ela reconhecia… e outro que não. Ajustou a roupa com cuidado excessivo. Não por vergonha. Por estratégia. ⸻ Arthur permaneceu na sala. Em pé agora, de frente para a mesa, como se o móvel fosse uma testemunha silenciosa. Passou a mão pelos cabelos, fechou os olhos por um segundo. Aquilo tinha passado de qualquer limite possível. Antes que pudesse organizar os pensamentos — — Professor Arthur? A batida na po

