Você aceita ser nossa madrinha de casamento?

3270 Words
Passei algumas horas conversando e bebendo com Anne e Noah. Mia e Henry estavam se embebedando com os drinks (que eram ótimos) no  bar. O Luau estava muito animado. Todos presentes estavam dançando, bebendo e alguns casais abraçados ao redor das várias fogueiras no local. Me afastei um pouco de Anne e Noah enquanto os dois pareciam empolgados com o assunto que iniciaram. Eu não entendia nada sobre multiverso, então resolvi tomar um pouco de ar fresco. Mais do que já estava tomando. Caminhei alguns metros de distância e fiquei contemplando a lua, que em especial, estava belíssima naquela noite. - Pensei que não fosse te encontrar. Queria ter um momento sozinho com você. — Henry se posicionou ao meu lado. Eu continuei encarando o céu. — - O que você quer? — Olhei pra ele, que estava com alguns botões da camisa desabotoados e um leve cheiro de álcool. — - Eu queria te pedir desculpas... — Ele colocou um braço ao meu redor, recuei. — - É muito tarde pra isso. — Dei as costas pra Henry, decidida a ir de volta pro Luau. —           Mas ele foi mais rápido e segurou meu braço. Não de forma violenta, e sim como se fosse um pedido pra que eu ficasse. - Por favor, me deixe em paz. — Me virei para ele. — Eu te deixei ser feliz. Porque eu também não posso? Eu estou tentando ser feliz e você não deixa. Se você ao menos sentisse algo por mim, entenderia e respeitaria isso.         Henry não disse nenhuma palavra. Apenas se virou e caminhou até o calçadão da praia. Depois de tantos anos, percebi que ele ainda tinha dificuldade de andar na areia. Analisei aquela silhueta alta andando pela orla até Noah me abraçar por trás. - Está tudo bem? —Fiquei de frente com ele. — - Sim.  — Sorri encarando seus olhos esverdeados. — Eu só estava olhando como tudo aqui é lindo. — Ele segurou minha mão. — - Vem, vamos aprender a dançar hula-hula.             Seguimos até o Luau, Henry estava sentando com a cara emburrada. Anne estava ao seu lado tentando entender a situação, ele só dizia que estava cansado e que bebeu demais. Ela olhou para mim quando eu e Noah chegamos até eles. Ela percebeu, é claro que percebeu. - Acho que já vamos embora. — Ela levantou enquanto falava com nós dois. — Mas se quiserem, podem ficar. Mais tarde eu mando o motorista vir buscá-los. - Claro que não. — Naquele momento percebi que estava de mãos dadas com Noah, soltei. — Vamos com vocês. - É.… nós vamos! — Mia estava com a maquiagem borrada e havia perdido um dos seus sapatos. Ela só estava com o par esquerdo na mão. Estava visivelmente bêbada. — - Mia, por Deus. O que aconteceu com você? — A olhei de cima a baixo. — - Havaí, bebê! — Ela levantou o salto alto que estava nas mãos. — - Se preferem assim... — Anne voltou até Henry e sentou-se ao seu lado. De repente, ele simplesmente vomitou nos pés dela. — d***a! - Descul... — E mais uma vez. — - Ai, m***a. — Noah sussurrou ao meu lado. — Henry! Henry! Calma aí cara... — Noah foi até ele enquanto eu acompanhava Anne até a beira do mar para lavar os pés. — - Isso nunca aconteceu antes. — Ela falou enquanto caminhávamos. — - Sempre tem uma primeira vez para tudo, não é? — Dei uma risadinha, tentando aliviar a tensão da situação. — - Anna, você ainda sente alguma coisa pelo Henry? — Anne falou enquanto tirava os pés do mar. — - Como assim? — d***a, Anna. Péssima resposta. — - Você sabe... Henry me contou tudo sobre vocês quando nós dois nos conhecemos. Disse que estava muito machucado e que estava com medo de me machucar também. Eu sei de praticamente tudo sobre a história de vocês. - Anne... olha, é.… eu não sinto nada por ele. Isso foi a dois anos atrás. Não faz sentido isso, eu tenho o Noah também. — Ela me encarou. — - É que se você ainda gostasse dele, eu não teria chance nenhuma. — Ela sorriu. — Você é linda, Anna. E é bem legal também. - Você é o dobro do que eu sou, pode ter certeza. — Sorri para a mesma. — Vamos? - Vamos.           Pegamos o carro e Anne teve que insistir muito para que Henry não bebesse na limusine. Mia também estava em um estado deplorável, mas não a ponto de vomitar como ele. - Mia... sua calcinha Mia... abaixa o vestido. — Noah falou, mas foi em vão. Ela havia dormido com a cabeça para trás no banco. — - Os únicos sóbrios somos nós três. — Anne sorriu, meio sem jeito. — Eu sinto muito por esse papelão. Eu nunca vi o Henry ficar nesse estado. - Não se preocupe. Eu peço desculpas pela Mia também. Ela exagera na bebida as vezes. — Olhei para ela, que ainda estava dormindo, dessa vez, de boca aberta. —              Assim que chegamos na mansão, Noah ajudou Anne a levar Henry para o quarto deles e em seguida levou Mia para o dela. Dei um banho frio na mesma e a joguei na cama. Rezando para que ela não engasgasse no próprio vômito e morresse. - Então... hora de dormir... — Noah olhou para mim e para a cama de casal no nosso quarto. — - É... — Ele me interrompeu. — - Tudo bem... eu posso dormir no sofá ali no cantinho. — Ele apontou para o minúsculo sofá no quarto. — - Não vou deixar você dormir nele. — Sorri. — Podemos dormir na mesma cama, mas só se você não roncar. - Péssimas notícias, meu apelido no acampamento de verão era escavadeira. — Gargalhamos. — - Se você estiver falando sério, eu vou dormir com a Mia. - Não estou, eu não ronco... eu acho. - Vamos tirar essa noite como experiência. — Sorri. — - Você que manda.         Pegamos cobertas separadas e deitamos na cama. Um de costas para o outro. - Boa noite, Noah. - Boa noite, Anna.          Mas eu obviamente não consegui pregar o olho. No meio da noite me virei e fiquei encarando o teto com as mãos cruzadas na barriga. - Você tem um tique nos pés? — Noah falou, ainda de costas. Tomei um susto. — - Pensei que estivesse dormindo. — Falei. — - Eu não consigo dormir com você esfregando os pés nas cobertas o tempo todo. - Oh... eu só consigo dormir assim. — Ele se virou para mim, fiz o mesmo. — - Então vai ser uma longa noite. — Sorrimos um para o outro. — - Você tem medo de escuro? — Indaguei. — - Não... e você? - Também não, mas não me sinto confortável nele. - Se você quiser eu posso ligar o abajur. — Ele tentou se virar, mas eu o interrompi. — - Tudo bem. Me sinto segura com você.         Passamos o resto da noite conversando, até chegar um momento em que percebi que Noah já estava dormindo (ele não respondia as minhas perguntas.) Me virei para o outro lado e peguei no sono.     Como é incômodo estar perto de uma pessoa que se trocou sentimentos intensos e só dizer no máximo um "bom dia" ou "oi, dormiu bem?" Era assim que eu me sentia ao redor de Henry aquele tempo todo. A semana havia se passado rápido. Procurávamos não comentar sobre a famigerada noite em que Henry ficou bêbado e resolveu dar trabalho para sua noiva. Mia continuava fingindo que não estava vendo todo o meu desconforto naquela situação. - Pensando na vida? — Noah me entregou uma toalha. — - Obrigada. — Agradeci. — Pensando um pouco sobre tudo, na verdade. - Oh... Anna, faz uns dias que eu queria te perguntar uma coisa, mas não tenho coragem. - Fala.  — Me inclinei para ele. — - O que aconteceu com você e Henry aquela noite no luau? — Indagou. Fiquei alguns segundos sem conseguir dar uma resposta. — - Noah... — Tirei os enormes óculos de sol do rosto, exibindo minha bochecha rosada. — Henry veio até mim, queria conversar. Mas ele estava bêbado e eu o ignorei. Simples. - Eu queria ouvir com suas palavras. Anna, eu vi tudo. Eu vi quando ele te puxou pelo braço, vi você recuando... — Ele segurou uma das minhas mãos. — - Não foi dessa forma que você está pensando. Ele não me segurou com força, nem nada. — Puxei minha mão de volta. — - Você ainda gosta dele, não é? - Não. — Falei friamente. — Você não precisa saber disso, afinal, só está aqui para cumprir o seu papel. - Me desculpe. Eu só queria entender. — Noah recuou, levantou e se afastou de mim. Talvez eu tenha sido um pouco fria com ele, mas aquele não era um assunto que o interessava. —     No fim da tarde, todos foram até um mercado próximo fazer algumas compras. Fiquei sozinha na casa, me dirigi até à praia paradisíaca no "quintal" da casa de Anne. Enquanto eu descia as escadas, avistei a silhueta de Henry, tentei recuar, mas ele já havia me notado. - Eu vi você, não precisa ter medo de mim. — Ele falou ainda de costas, encarando o belíssimo pôr do sol. — - Eu achei que estivesse sozinha. — Falei enquanto caminhava até ele, que agora me olhava com um sorriso amigável. — - Eu também pensei. Geralmente venho aqui para ver o nascer e o pôr do sol. Não sabia que se interessava por essas atividades. — Ele sorriu. — - Na verdade, você nunca perguntou. — Me juntei a ele. Estávamos sentados na areia da praia, enquanto o céu era tomado por tons de laranja. —  . É o pôr do sol mais lindo que já vi. - Aqui é o meu lugar favorito no Havaí. - Claro que é, vai ser a sua futura casa. — Sorri meio sem jeito. Ele voltou a me encarar. — Não era para ser, né? Não comigo.                Henry encarou o chão. - Às vezes, pessoas se amam, mas não podem ficar juntas. - Nós fizemos uma bagunça. Provavelmente é melhor desse jeito. - Você acha? — Ele pegou uma concha e jogou no mar. — - Eu acho que sim. — Sorri sem mostrar os dentes. Ele fez o mesmo. Passamos alguns minutos encarando o pôr do sol. — - É.… então? Sente falta da vida antes da fama? — Henry quebrou o silêncio, me fazendo questionar sobre. — - Na verdade, sinto falta da pessoa que eu era antes dela. — Olhei para o mesmo. — Sinto falta de mim. — Falei. Ele balançou a cabeça positivamente, afirmando que entendeu. — - Eu também. - Sente falta de si? — Voltei a olhá-lo. — - Não, de você. E dói.      Meu corpo inteiro estremeceu. Pude perceber que Henry não pensou antes de falar. Ele se virou para a escada, Anne estava correndo em nossa direção. - Oi meu amor! Achei que estivesse com dor de cabeça. Você está melhor, benzinho? — Ela colocou a mão na testa de Henry. — - Estou sim. Anna veio comigo ver o pôr do sol. — Ela olhou para mim. — - Que bom. Vamos para dentro. Compramos algumas coisas legais. — Ela literalmente puxou Henry. Fazendo-o levantar. — Você vem também, Anna? - Ah... já, já. Vou esperar o sol se pôr. - Como quiser. — Ela seguiu arrastando Henry até a escadaria até sumirem. Voltei meu olhar para o sol. — No meio da noite, resolvi descer até a cozinha. Meus pensamentos e sentimentos estavam confusos após o que Henry havia dito. Enquanto me dirigia até o cômodo, um pouco de luz emanava do mesmo. A geladeira estava aberta, Henry estava encostado no balcão tomando sorvete diretamente do pote.  Assim que ele me viu, me encarou. - Quer sorvete? —  Ele deu um sorrisinho.  Caminhei em direção ao mesmo, que se inclinou para a frente quando viu que eu estava indo até sua direção. Ele só vestia um calção fino e estava descalço. Quando me aproximei dele, fechei a porta da geladeira e o agarrei. Henry foi recíproco e me levantou, deixando-me sentada no balcão.  —     Nosso beijo foi quente e cheio de desejo. O meu corpo ansiava qualquer toque dele.  A mão gelada de Henry que segurava o pote, agora percorria pelas minhas pernas e subia até o meu ponto mais sensível. - Henry... Não podemos... você sabe que não...         Falei enquanto ele beijava cada extremidade entre meu pescoço e meus s***s. Meu desejo por Henry era tão grande, que meu corpo apenas obedecia a qualquer estímulo dele. Em questão de segundos eu estava deitada no balcão da cozinha, o rosto de Henry estava entre as minhas pernas, fazendo-me arfar baixo para que ninguém nos encontrasse. - Anna? Anna? ANNA! — Acordei em um pulo, Mia estava ao meu lado me olhando com uma cara esquisita. — - d***a! O que você quer? —Me sentei na cama. — - Com quem você estava sonhando? Estava bom, hein? Você estava gemendo baixinho. Foi esquisito. — Ela deu uma gargalhada enquanto eu a acertava com um travesseiro. —  . Não me diz que foi...                    Me encolhi na cama. - HAHAHAHAHA EU NÃO ACREDITO! — Ela colocou a mão nos lábios. — Ai meu Deus! O Noah estava aqui com você minutos atrás! Será que ele ouviu? Caramba, Anna.     Coloquei as mãos no rosto. Se Noah estivesse na cama enquanto eu estava sonhando com Henry, eu não teria a mínima coragem de encará-lo. - Claro que não.  — Levantei da cama e corri para o banheiro. — - Vai terminar o sonho? Te espero na piscina, vamos tomar café da manhã lá! — Mia gritou em meio a gargalhadas altas e saiu do quarto. Entrei no chuveiro e tomei um banho demorado. Assim que cheguei na piscina, todos estavam me esperando com seus enormes óculos de sol e roupas de verão. — - Bom dia.  — Havia uma cadeira ao lado de Noah, me sentei. — Desculpem, perdi a hora. - Qual teria sido o motivo, hein? — Mia falou em um tom sarcástico.  Henry me encarou descaradamente. — - Mia... não fale sobre a i********e da Anna e do Noah aqui. — Anne sorriu sem mostrar os dentes. A quantidade excessiva de gloss labial na boca dela reluzia com o mínimo de luz solar que batesse. — - Errrr... vamos comer? — Henry a interrompeu enquanto pegava uma fatia de mamão da mesa. — Estou faminto. - Claro. Mas antes temos uma coisa para dizer.  — Anne bateu com uma colher de sobremesa em sua taça de suco de laranja. — - Ah, é claro. — Henry largou o mamão. — - Bom... eu e Henry decidimos que vamos nos casar após a gravação da parte dois de "A queda de um anjo" — Noah bateu palmas, enquanto eu e Mia estávamos boquiabertas. — - Errrr... parabéns? Henry e Anna... digo, Anne. — Mia sorriu, evitando contato visual com os dois. — - Parabéns... Henry... fico feliz por você. Você finalmente encontrou alguém para construir uma família. Isso é incrível. — Sorri enquanto olhava para o mesmo. — - Anna, Mia.... Obrigado. — Ele sorriu balançando a cabeça positivamente.  — - Parabéns, cara! Isso é incrível.  — Henry apenas sorriu sem mostrar os dentes pra Noah. — - Parece que o único que não está feliz é o próprio Henry. — Mia sussurrou baixinho ao meu lado. — - E como estão os preparativos? Afinal, as gravações começam mês que vem. — Mia sorriu. — - Quase tudo pronto. — Anne sorriu. — Anna... Eu adoraria que você fosse nossa madrinha de casamento.    Quase engasguei com o suco. Mia me encarou com os olhos arregalados. - Errr... você não tem amigas? — Coloquei a taça com suco de volta na mesa. — Digo... amigas mais próximas... você entendeu. - Ah, sim. Mas você combina muito bem com a cor do vestido que escolhi. - Bom...  Ser madrinha de um casamento é um compromisso e tanto... é algo para se pensar. - Ainda mais quando se é o casamento do seu ex...  – Mia falou quase inaudível. - Aceita logo, Anna. — Noah deu um t**a no meu ombro. — - É, Anna. Aceita. Um pedido nosso. — Henry me olhava com cautela. — - Com essa pressão toda, acho que é uma obrigação aceitar! — Dei de ombros enquanto sorria. — Eu aceito ser madrinha de vocês dois.         Sorri. Mas era possível sentir meu coração despedaçando por dentro. Era como se qualquer chance que eu achasse que tinha com Henry, não existisse mais. Assim que terminei o café, subi para o meu quarto. Peguei o notebook e resolvi assistir alguns filmes. Ouvi a porta do quarto abrir, mas não dei muita importância. - Ei, quer conversar? — Mia sentou ao meu lado. — - Sobre? — Fechei o notebook e me virei para ela. — - Sobre o que aconteceu no café da manhã. — Ela passou as mãos no meu cabelo. — Você sabe que pode conversar comigo.  Eu só queria não estar presente, sabe? — Falei. — - Ele não teve o mínimo de empatia por você, não é? — Mia apoiou uma das mãos no meu ombro. — Se você quiser, podemos ir embora e eu, como sua agente, invento qualquer coisa para que você não esteja presente no casamento. - Não. Acho que fugir do Henry não vai me ajudar a esquecê-lo. - Vê-lo com outra também não. — Mia levantou. — As filmagens começam daqui a duas semanas. - Eu sei. - Você quer ir embora amanhã? Nós podemos inventar alguma coisa sobre decorar falas ou algo do tipo, ou até que sua mãe precisa de você. - Mia... eu estou bem. Não cem por cento, mas vou ficar. Relaxa. — Sorri levemente, Mia me olhou com cautela e saiu pela porta. Alguns segundos depois, Noah entrou pela mesma, de maneira desajeitada. Ele estava tirando o calção molhado preso ao seu corpo. - EI! — Coloquei a mão nos olhos assim que ele tirou qualquer pedaço de pano que estava em seu corpo, ficando totalmente exposto. — - Oh.... Eu não sabia que você estava aqui. — Noah colocou rapidamente seu calção. — - Dividimos o quarto, Noah. Não podemos entrar nele já tirando a roupa. - Não é a primeira vez que faço isso... na verdade, é a primeira vez que te vejo sentada aqui invés de estar pegando sol. — Ele deu de ombros. — - Queria estar aqui nas outras vezes. — Brinquei. — Só queria descansar um pouco. - Ei, eu conheço um lugar incrível aqui no Havaí. Se você quiser... - QUERO! — Interrompi Noah. — Não aguento mais ficar trancafiada nessa casa. - Eu não me importaria de ficar preso aqui. Você já foi nos outros andares? Tem um cinema! Cara, não é toda casa que tem um cinema.                              Dei de ombros. - Quando você quer me levar? — Me interessei pela proposta. — - Se você quiser ir, eu só tomo um banho e vamos até lá. - Aceito. — Noah foi em direção ao banheiro. — Ei, pega sua roupa e se troca no banho. - Claro. — Ele revirou os olhos e deu meia volta. —
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD