Maria Narrando Eu já tava perdendo a paciência. Não vim até esse lugar pra brincar, muito menos pra ser desacatada por um moleque tatuado que acha que manda no mundo. Fiquei ali dentro do carro, olhando pra cara do Gustavo e do outro, o Tatu, que se achava o espertinho. — Vocês acham que vão segurar minha filha aqui pra sempre? Acham mesmo que ela vai ficar presa nesse morro, cercada de arma e perigo? A verdade é que só de imaginar a Isabella vivendo essa vida me dava um aperto no peito. Ela não foi criada pra isso. Eu me esforcei demais pra dar o melhor pra ela, pra ver minha filha se jogar nesse buraco por causa de homem. Mas eles acham que me assustam. Eu posso parecer só uma senhora bem-vestida, fina, de fala calma… mas ninguém conhece a minha história. Já enfrentei coisa pior que

