Isabella Narrando Fiquei ali, sentada ao lado do Gustavo, sentindo meu coração bater forte no peito. Eu não sabia exatamente o que esperava dele, mas ouvir aquelas palavras mexeu comigo. Ele não era de rodeios, não ficava prometendo coisas que não podia cumprir, e de certa forma, isso era o que me assustava e me atraía ao mesmo tempo. Baixei o olhar para minhas mãos, respirando fundo. — Eu não sei jogar esse jogo, Gustavo — confessei, quase num sussurro. — Minha vida sempre foi controlada por outras pessoas. Meu pai me tratava como um objeto, como se eu não tivesse escolha. E agora… agora eu tô aqui, tentando entender o que quero de verdade. Senti ele se mexer ao meu lado, e quando levantei os olhos, encontrei o olhar intenso dele em mim. Aqueles olhos escuros me analisavam de um jeit

