Isabella Narrando Sofia parecia meio tímida, mas eu via nos olhos dela a dor que carregava. Perder os pais daquela forma não devia ser fácil, e eu sabia que, por mais que o tempo passasse, a ausência ainda pesava. Quando a dona Lídia trouxe ela aqui, vi que a menina tava disposta a ajudar, e isso só mostrou o quanto ela queria retribuir de alguma forma. Mas eu também sabia que, além do trabalho, ela precisava se sentir parte de algo. Chamei Sofia pra conversar um pouco longe da cozinha, só pra deixar claro que ela não tava sozinha. — Olha, Sofia, qualquer coisa que você precisar, pode contar comigo, tá? Sei que nada apaga a dor de perder quem a gente ama, mas quero que saiba que você não tá sozinha. Ela me olhou surpresa, e por um momento achei que ela fosse desviar o olhar, mas não. E

