Isabella Narrando Quando o Gustavo voltou da boca, dava pra ver no olhar dele que alguma coisa tinha azedado. Ele tentou disfarçar, mas eu conheço cada detalhe daquele homem. O jeito que ele passou a mão na nuca, o olhar mais carregado, a respiração mais curta… algo tinha dado r**m. Perguntei o que tinha rolado, e ele contou do papo com o delegado. Meu sangue ferveu. Esses cara acham que podem chegar aqui como se fossem donos de tudo, sem saber a luta que a gente trava todos os dias. Achei que ia conseguir manter a calma, mas falei firme mesmo. Não era só ele no meio disso, era nós. Quando ele me abraçou, senti o coração dele acelerado. E mesmo com toda a força que ele carrega nas costas, ali no meu colo, ele parecia um menino. Um menino cansado de lutar, mas que não sabia parar. E eu

