CAPÍTULO 31 MAJU NARRANDO A primeira coisa que pensei quando abri os olhos foi que aquela cama era boa demais para pertencer ao homem que estava destruindo a minha vida. Eu tinha dormido de um jeito que nem lembrava a última vez que tinha conseguido dormir assim, sem acordar com barulho de gente passando na rua, sem precisar me preocupar com a meu pai chegando bêbado ou com alguma coisa acontecendo dentro de casa. O problema era que eu estava na casa do Terror, e isso por si só já era suficiente para acabar com qualquer sensação de tranquilidade. Peguei o celular que estava jogado na mesinha e arregalei os olhos quando vi a hora. Nove da manhã. — Merda... Sentei na cama rapidamente, lembrando que eu precisava levar Luiza para a creche. Saí do quarto praticamente correndo e fui diret

