CAPÍTULO 49 Quando amar é doer no corpo, gritar no sonho e sangrar no silêncio. O apartamento estava escuro. A única luz vinha da janela parcialmente aberta. Max entrou, jogou o casaco ensanguentado no chão e andou até a cozinha em silêncio. Matheus entrou logo depois, largando as chaves na bancada. Max encostou na parede, os olhos vermelhos. — Ela estava nos braços dele, Math. — A voz saiu rouca. — Essa p0rra não sai da minha cabeça. E por um segundo... eu quis que o tiro tivesse sido em mim. Matheus engoliu o nó na garganta. Puxou uma garrafa de uísque do armário, sem responder. Max cruzou o corredor e entrou no quarto de hóspedes. Trancou a porta. Encostou na parede. Ficou ali por minutos. Depois, parou diante do espelho. O reflexo o encarava com olhos fundos, sujos, dilacerad

