CAPÍTULO 41 Ela chamou o homem. Mas quem veio foi o monstro. — Pega Max. — Matheus estendeu a arma. — Não. Minha mente é mais letal. — Max respondeu seco, olhando para frente. — Guarda você. Mas fica atrás. Desceram do carro. Dois homens estavam na entrada lateral do galpão. Conversavam de cabeça baixa, distraídos. As armas discretas nos bolsos da jaqueta. Max avançou. Olhos escuros, rosto fechado. Cada passo, um ataque invisível. Quando os dois levantaram o olhar — — “Se matem.” Duas armas puxadas ao mesmo tempo. Dois disparos simultâneos. Dois corpos caindo sem entender por quê. Matheus empalideceu. Max passou reto. Dentro do galpão, a voz dos tiros ecoou como um trovão. No fundo escuro da estrutura abandonada, uma respiração presa entre lágrimas estremeceu. Anjelina.

