CAPÍTULO 14 Porque há mentes que nascem abertas... e nem sabem disso. Delegacia de Crimes Contra a Mulher – 23h41 Anjelina apoiava a cabeça na mesa. Os olhos vermelhos de tanto café e nenhum sono. As imagens do caso Luzia continuavam abertas no monitor. Então o celular vibrou. — Detetive. Saiu o resultado da análise de DNA das amostras sob as unhas da vítima. — Me manda agora. Abriu o relatório. Os nomes apareceram como estocadas na tela. — Perfil genético compatível com dois indivíduos diferentes. 1. Marcos Eduardo Fabri, 41 anos. 2. Tainara Luz Gomes, 29 anos. Anjelina leu em silêncio. As palavras ecoando como tiros em câmara lenta. — Um homem. Uma mulher... Ela se endireitou na cadeira, o olhar aguçado. — Então não era um agressor. E nem um ato isolado. — Era uma dupla.

