CAPÍTULO 28 Não se prende o que não se entende A delegacia parecia em guerra. Policiais correndo, portas batendo, vozes altas cruzando os corredores. O corpo de Marcos Eduardo ainda estava sendo removido quando Anjelina empurrou a porta do corredor com um soco. Davi e Ronaldo vinham logo atrás, olhos arregalados. — Não faz sentido, p***a! — gritou Ronaldo. — Não tem corte. Não tem intervalo na gravação. — A caneta aparece do nada! — completou Davi. — Como, caralh0? Como? Anjelina não respondeu. Pegou a chave do carro com as mãos trêmulas e saiu sem olhar para trás. O rosto estava travado. E o nome dele não saía da boca, mas queimava nos olhos. Max. Ela chegou à clínica batendo a porta com força. Ele a esperava. Sentado no sofá da sala, camisa preta, olhar calmo. Mas, ao vê-la, Ma

