Capitulo 58

2514 Words
A garota não estava dando nenhuma confiança pra ele nos últimos dias, sentia que ela estava fugindo dele em todo momento. Também não pretendia forçar nada, queria que ela ficasse tranquila, afinal de contas estava no final da gravidez e a última coisa que ele queria era prejudicá-la. Treinador: Presta atenção Beauchamp! – gritou fazendo mimica. Joshua despertou retomando seu lugar no jogo. O tempo ia passando e nada de gols, tanto do time deles, tanto do time adversário, aquele jogo estava mais complicado do que o esperado.  Não demorou a que Krystian marcasse um gol, para a felicidade geral da nação e alívio do treinador, mas a felicidade durou pouco, pois cinco minutos depois a equipe adversária também marcou um gol.  Droga! Agora teriam que rebolar pra marcar outro gol. Bailey capturou a bola e a arrastou em direção ao gol, mas os outros jogadores o cercaram. Josh: Passa pra mim cabeção! – berrou. Bailey chutou a bola em direção do amigo e Josh marcou outro gol. A torcida vibrou e o treinador deu um pulo de felicidade. A equipe adversária se enfezou, daquele jeito estava difícil.  A partida continuou e o placar continuava em favor deles. Josh estava no mundo da lua, tentando encontrar Any no meio da torcida, mas não conseguia enxergá-la, por fim conseguiu ver sua mãe e ao lado dela estava Priscila e ao lado de Priscila estava ela. Estava tão linda.  Ela por sua vez o encarou e mordeu o lábio, ele parou de correr e ficou apenas admirando e trocando olhares com ela. Simplesmente não conseguia para de olhá-la. Treinador: BEAUCHAMP! – gritou. Josh sentiu uma porrada forte em seu joelho e caiu. Tinha sido praticamente atacado pelo jogador do outro time. Josh: FILHO DA p**a! – xingou com a mão no joelho. – Não olha por onde anda não seu veadinho? – fechando os olhos pela dor, aquela p***a doía muito, pareciam que tinham virado sua perna ao contrário. – Veadinho é o meu p*u! – o cara o olhou com cara de poucos amigos e logo o juiz chegou lhe dando um cartão vermelho, tinha sido uma p**a falta! Úrsula: O que esses vândalos fizeram com meu filho? – se levantando com a mão no peito enquanto observava a equipe médica se aproximando. Any: Essa não, ele levou uma joelhada. – disse enquanto acompanhava a tia. – Já volto mamãe! Joshua foi levado à enfermaria, a doutora que estava ali o examinou e diagnosticou que ele tinha sofrido uma contusão. Nada muito grave, mas tinha sido uma pancada forte e precisa. Úrsula: Meu filho! – entrou na sala desesperada. – O que aconteceu meu querido? Josh: Se acalme mamãe. – ele disse com os olhos fechados enquanto a doutora colocava a atadura em seu joelho. – Não foi nada grave. Doutora: Seu filho sofreu uma contusão no joelho, mas não quebrou, nem desmentiu nada, ele vai precisar de muletas durante os próximos dois dias. Apenas pra não forçar muito a perna, caso o contrário pode piorar. Josh: Como assim? – ele arregalou os olhos. – Eu não vou poder voltar para terminar o jogo? Doutora: Infelizmente não. – ela sorriu da cara dele. – A não ser que queira piorar o seu joelho. – ele bufou e negou com a cabeça. – Bem aqui estão algumas pomadas. – anotando em sua prancheta e depois destacando e entregando a ele. – Essas pomadas são ótimas, com certeza vão ajudar muito. Agora eu vou deixar vocês à vontade, com licença. – sai. Úrsula: Ai meu filho, você não tem jeito. – com vontade de rir da cara de pamonha que ele fazia. Josh: Agora por culpa daquele punheteiro eu vou ficar no banco, que p***a! – irritado. Úrsula: Olha a boca, respeite a sua mãe. – com cara de poucos amigos, ele suspirou. – Vou lá avisar a Priscila que está tudo bem, quando voltar lhe trago algo para tomar. – ele apenas assentiu, massageando as têmporas. Úrsula saiu e ele ficou sozinho na sala, praguejando aquele i****a, aquele perna de p*u! Ouviu a porta se abrir outra vez e suspirou. Any: Josh. – ele abriu os olhos e a viu se aproximando dele, com o olhar preocupado. Ficou tão feliz ao vê-la ali que até esqueceu-se se sua raiva. – Está tudo bem? – passou a mão na testa dele. Josh: Melhor agora. – sorriu e ela negou com a cabeça, dando um risinho de canto. Any: O que aconteceu com seu joelho? Josh: Levei uma joelhada, mas não foi nada. – deu de ombros. – Já não está doendo tanto, doutora falou que eu vou precisar usar muletas nos próximos dois dias. – rolou os olhos. – Eu odeio muletas. – resmungou e Any riu. Any: Pelo menos não foi nada mais grave. – suspirou. Josh: Mas eu não vou mais poder jogar hoje, eu hein... O treinador vai arrancar meu couro. Any: Claro que não, a culpa não foi sua. Aliás acho muito difícil aquele povo ganhar. Josh: Tive um pouco de culpa. – disse com um sorriso de canto. – Em todos os meus jogos eu era acostumado ter você pertinho, estava sempre ali torcendo e dessa vez eu não te encontrava. – ela engoliu o seco. – Eu senti que não estava certo e quando eu enfim te encontrei, eu me esqueci de tudo, esqueci-me do jogo, do relógio, do treinador... Nada me importava, só você. Ela sorriu de leve e suspirou. Any: Hm... – sem jeito. – Melhor eu ir embora... – ele a interrompeu, segurando sua mão. Josh: Por que está fugindo de mim toda hora? – ela sentiu a boca secar, não sabia o que dizer. Any: Não estou fugindo de você. – ela disse entreabrindo os lábios. – De onde tirou isso? – abrindo um sorriso amarelo. Josh: Eu sei quando uma pessoa foge de mim, acha que eu não percebo? Quando você me vê desvia o caminho, quando eu me aproximo você foge. Por que isso? Any: Não sei. – brincando com os dedos. – Acho que é uma maneira de me defender. – sussurrou e ele teve que se esforçar pra ouvir. Josh: Entendo. – disse se sentando na cama. – E esqueceu sua defesa hoje, para vir me ver? – ele prendeu o riso. Ela corou. Any: É que eu fiquei preocupada com você. – começou a roer a unha, maldito nervosismo! – Não quero que a minha filha fique órfã antes mesmo de nascer. – indagou.  Ele riu, deixando-a ainda mais nervosa. Josh: Sei. – disse relaxado. – Você não precisa fugir de mim Any. – ele deu de ombros. – Eu não vou fazer nada que você não queira. – pegando a mão dela e fazendo-a se aproximar mais. Ele espalmou a mão na barriga saliente da ex. – Como ela está? Any: Está bem. – abriu um sorriso olhando a barriga. Josh: Acho que já está passando da hora de você ir pra casa Any. – ele coçou a nuca. – Não quero que você entre em trabalho de parto aqui. Any: Eu não vou entrar em trabalho de parto agora Josh, a doutora falou que a bebê está muito bem. – ela murmurou. – Aliás, eu tenho uma peça para apresentar depois de amanhã e um trabalho na semana que vem. Josh: Que trabalho? – confuso. Any: O professor de canto passou, estou fazendo com a Sina e já está tudo pronto. Josh: Músicas? – ela assentiu. – Quantas? Any: Três, uma eu canto, outra ela canta e outra nós duas cantamos juntas. Josh: Ah, eu sei qual é... – riu. – Eu fiz no ano passado.  Ela sorriu e Úrsula entrou acompanhada de Priscila e as crianças. Liliane: Maninho! – tentando subir em cima da maca. – Você quebrou a perna? – com os olhinhos arregalados. Josh: Não anã. – riu, ajudando a pequena a subir. – Só machuquei o joelho. – apontando a atadura. – Ei cunhadinho! – bagunçando os cabelos dele. João: Eu vi o gol que você fez! – o pequeno dizia afobado. – Depois me ensina? Josh: Claro que eu ensino. – piscou. Any: Bem, eu vou falar com a Sabina, depois nos vemos.  Ele assentiu enquanto a puxava para um beijo na trave. Josh: Obrigado pela preocupação. – piscou e ela sorriu. Any: De nada! – cumprimentou a mãe, a tia e as crianças e saiu.  Para ela aquele jogo já tinha dado, estava exausta e só queria tomar um banho e em seguida deitar em sua cama. Quando ia subir as escadas, sente uma mão puxando seu braço levemente. Viu quem era e rolou os olhos. Any: Ah, é você. – suspirou. – O que você quer Pedro? Pedro: Quero conversar contigo. – ele acariciou o maxilar. – Vim aqui um tempo atrás e Sabina me explicou que estava na casa dos seus pais e só iria voltar dentro de duas semanas, tentei vir, mas como eu tive que viajar, eu não pude. Any sorriu, Sabina era louca, nunca iria parar de agradecê-la. Será que ao invés de duas semanas ela não podia falar que ela demoraria dois anos? Pensou chorosa. Any: Não temos nada o que conversar Pedro, pra mim já ficou tudo muito esclarecido. – assentiu com a cabeça. Pedro: Por favor, Any. – murmurou. – Me deixa te explicar, as coisas não foram daquele jeito, tudo isso tem uma explicação.  Any o encarou desconfiada, parecia que ele estava falando sério. Any: Certo Pedro, eu te dou cinco minutos. Pedro: Obrigado! – ele sorriu. – Olha Any, eu sei que eu vacilei com você, eu não devia ter mentido a respeito da casa de campo, mas eu queria muito que você fosse à trilha. – ele disse com a voz penosa. – Era uma trilha beneficente e era muito importante pra mim. Any: Você não deveria ter mentido Pedro, porque queria tanto que eu fosse? Eu não me sentiria confortável em uma barraca com você do lado. Eu iria ficar nervosa. Pedro: Eu sei, mas essa história da barraca foi um m*l entendido, eu não teria coragem de obrigar você a dormir comigo Any. – ele murmurou nervoso. Any: Mas é verdade que você disse isso? – o encarou.  Pedro suspirou e a olhou com nervosismo, depois assentiu envergonhado. Pedro: É verdade sim. – colocou a mão no bolso. – Mas escuta, eu só disse pra zoar com o Beauchamp, ele estava se achando demais.  Any o encarou negando com a cabeça, Pedro era mesmo um i*****l. Any: Você não tinha nada que ficar falando isso a meu respeito, mesmo que seja pra irritar o Josh ou quem quer que seja. – ela disse chateada. – Fiquei muito decepcionada com você, não esperava que fosse capaz de fazer isso. Mentira é uma coisa que eu abomino! Pedro: Me perdoa Any! – ele disse se ajoelhando na frente dela e capturando a pequena e delicada mão da garota, enchendo-a de beijos. – Eu sei que fui um desgraçado mentindo pra você! Mas eu sou humano e errar faz parte. Any: Pedro, por favor, levante. – puxando sua mão de volta. – Por favor! – suspirou e o observou se levantar. – Você foi muito infeliz com essa mentira, não sabe como me magoou. Pedro: Eu sei, eu sei, mas por favor, me dá uma segunda chance pra demostrar que eu estou arrependido por isso. Por favor, Any. Any o encarou e viu que ele carregava um olhar entristecido, sim ele tinha errado. Mas todos mereciam uma segunda chance e com Pedro não era diferente. Até Josh, que foi um verdadeiro canalha, ela desculpou, por que não poderia desculpar Sampaio também? Pedro: E então? – ele disse nervoso. – Vai me desculpar, sim ou não? Any: Olha Pedro, eu vou lhe desculpar. – ela cruzou os braços e ele abriu um sorriso estonteante. – Mas se você voltar a mentir pra mim, não vai mais ter volta. Pedro: Eu juro que não meu amor. – ele disse a abraçando com força. – Nunca mais eu vou fazer algo que te chateie, eu juro! Any: Será mesmo? – murmurou soltando-se do abraço. Pedro: É claro que sim! – ele disse tentando beijá-la. Any: Não Pedro. – se afastando. – Eu não vou ficar com você. Pedro: Mas, eu pensei que... – ela o interrompeu. Any: Você pensou errado. – suspirou. – Eu vou subir, estou muito cansada. Pedro: Deixa eu te acompanhar. – ele disse prontamente. Any: Não, eu prefiro ir sozinha. – forçou um sorriso. – Até depois Pedro! – deu um beijo no rosto dele e saiu às carreiras. Ele apenas ficou observando-a. Precisava ficar com ela, agora era uma questão de honra. ¨¨¨¨ Noah: Que p***a é essa Josh? – disse rindo enquanto adentrava a enfermaria. – Assim você me envergonha. – riu. Josh: Ah e você nunca levou uma joelhada não é? Seu filho da p**a! – ironizou irritado. Noah: Xii, eu estou vendo que está atacadinho. – passou a mão nos cabelos. – Posso saber ao menos o motivo? Josh: Acha pouco? – o olhou como se fosse obvio. – Além de estar com o joelho fodido, eu não pude terminar o jogo! – passando a mão no joelho. Noah: Mas nós ganhamos seu veado! – ele rolou os olhos. – E é isso que importa. Josh: Que seja, eu não pude levantar a p***a da taça! Noah: Mas eu levantei e levantei mais alto... – se achou. – Sabe não é? Minha b***a não pesa tanto para carregarem. Josh: Porque não vai comer a v***a da Sofya e me deixa em paz p***a?! – disse muito puto. Noah adorava tirar uma com sua cara quando ele estava irritado. – Vai ver se eu estou na esquina! – se levantando com a ajuda das muletas. – Eu vou subir. Noah: Boa ideia! – ele sorriu, malicioso. – A v***a está só esperando por mim. – piscou. – Cuidado garanhão. – zoou ao vê-lo se arrastando com as malditas muletas. Josh: Vai se f***r! – saiu, deixando Noah morrendo de rir. O loiro voltou até o campo onde ainda tinha muita gente. Tinha decidido dar um créu em Sofya, já que vinha notando que a loira era bastante atiradinha pra cima dele. Avistou-a conversando com Heyoon e assim que a loira o viu, correu até ele escandalosamente, fazendo Noah rolar os olhos disfarçadamente. Sofya: Enfim! – ela disse se aproximando. – Pensei que tinha esquecido nosso encontro. – riu. Noah: Imagina gatinha. – ele sorriu, sedutor. – Estou aqui, ao seu dispor. – piscou. Sofya: Não sabe como me excita ouvir tais palavras. – ela gargalhou e capturou os lábios do loiro. De longe Sina via a cena com o coração em frangalhos. Então era mesmo verdade, Sofya estava realmente namorando Noah. Sina: Ótimo! – murmurou pra si mesma. – Que se fodam os dois! – tentando ignorar a lágrima solitária que rolava pelo seu rosto.  Saiu dali antes que alguém a visse chorar, precisava de suas amigas.
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