Any: Sim. – sorriu. – Como vai?
Pedro: Vou bem, mas posso ficar melhor. – com a mão nos bolsos. – Eu adorei sua atitude com aquela menina, ela se acha demais.
Any: Eu não quero que pense que eu gosto de fazer isso com as pessoas, mas essa menina... – fechou os olhos com força. – Eu não gosto dela.
Pedro: Imagina, eu sei da sua fama, todo mundo te adora. – tocou o rosto dela. – Você é muito linda Any Gabrielly.
Na arquibancada Joshua viu aquela cena e sentiu o maxilar travar, seus nervos estavam a flor da pele, quem aquele desgraçado pensava que era pra ficar tão próximo assim da SUA mulher?
Bailey: Eita Beauchamp, parece que já estão cuidando de furar o seu olho. – debochou. Josh o olhou com cara de poucos amigos.
Josh: Vamos ver. – saiu voado, Bailey não o segurou.
Pedro: Você consegue ser mais bonita ainda assim, de perto. – sorriu pegando nas mãos dela, que abaixou a cabeça em um sorriso envergonhado.
Quando ia responder sente alguém puxá-la fazendo seu pequeno corpo se virar em direção contrária, sentiu as pernas bambearem ao ver Joshua na sua frente.
Josh: Quero falar contigo. – disse direto.
Pedro: Ei irmão. – chamou a atenção do loiro. – Não está vendo que ela está ocupada não? – apontando para si mesmo.
Josh: Não estou falando com você. – respondeu grosseiramente. – A conversa é entre a minha garota e eu, portanto não se meta se não quiser apanhar!
Any: Eu não sou sua garota! – se soltou brava. – Não temos nada pra conversar Joshua! – bufou e ele segurou seu braço novamente. – Me largue!
Pedro: Larga ela, imprestável! – disse tentando soltar o braço dela.
Josh: Você fica na sua, eu já disse! – o empurrou e saiu com ela do ginásio, levou-a para um lugar mais tranquilo.
Any: Me largue seu canalha! – tentando se soltar, ele suspira e a solta. – Nunca mais faça isso! – disse massageando o braço.
Josh: Me perdoa. – passou a mão nos cabelos. – Eu fiquei possesso quando eu vi aquele i*****l perto de você.
Any: Não tem que ficar possesso com nada! – berrou. – Não temos mais nada e eu não te devo satisfações de quem eu converso. – fechou os olhos pacientemente. – Acabou Joshua.
Josh: Eu te amo Any! – explicou sincero. – Meu amor, com essas garotas era só sexo, coisa carnal! Eu não sentia nada por elas!
Any: Eu sei disso. – o encarou irônica. – Sei também que você só queria t*****r comigo, também era só sexo! – murmurou chateada e ele negava. – Você não tem noção de como acabou com a minha vida, Josh! Eu acho que não pode ficar pior, eu não consigo olhar para os meus pais, eu não consigo olhar para os seus pais, eu estou me sentindo uma porcaria! – o empurrou. – Graças a você e suas amantes!
Josh: Isso não é verdade! – negou com a cabeça. – Você sabe o quanto eu te amo, acha que se eu não lhe amasse estaria contigo até hoje?
Any: Isso não me interessa! – sibilou nervosa. – Você é um i****a! – apontou o dedo na cara dele.
Josh: i****a que te deixa mortinha de ciúmes... – com um sorrisinho. – Que ceninha foi aquela lá dentro hein?
Any: Aquilo não teve nada a ver com isso! – enfatizou. – Se eu não aceitei sua amante foi por que ela é uma vergonha alheia! – ele sorriu negando.
Josh: Está com ciúmes. – sorriu se aproximando dela, que recuou.
Any: É claro que não. – ela o encarou, incrédula. – Eu não sou mais i****a a ponto de sentir ciúmes de você! – mentiu. Ainda morria de ciúmes dele. – Você não vai me fazer de i****a mais do que o que já me fez Joshua. – sorriu irônica. – Desde quando me enganava? – perguntou e ele abaixou a cabeça.
Josh: Isso não importa agora Any. – agoniado. – Vamos deixar tudo isso pra lá! – ela o interrompeu.
Any: NÃO, EU QUERO SABER AGORA! – gritou o que o deixou assustado. – Responda antes que eu meta a mão na sua cara de novo! – se segurando para não agredi-lo.
Josh: Calma! – levantou as mãos. – Começou com a Diarra. – suspirou.
Any: Com a Diarra? – arregalou os olhos surpresa e ele assentiu. – Oitava série Josh? – negou incrédula. – Desde a oitava série me fazia de i****a? – perguntou em um sussurro.
Ele sentiu raiva por estar lhe fazendo sofrer desse jeito. Ela tentou, mas não conseguiu segurar as lágrimas. Contudo, logo tratou de enxugá-las.
Josh: Any me perdoa. – pediu, ela negava com a cabeça insistentemente. – Por favor, meu amor, eu te amo de verdade!
Any: Eu perdoo você Joshua... – enxugou as lágrimas que caiam dos seus olhos, ele abriu um sorriso que m*l cabia no rosto.
Josh: Então isso significa que... – ela o cortou.
Any: Não. – negou com a cabeça. – Se eu estou perdoando você é pelos seus pais e também eu não quero sujar meu coração sentindo magoa de você, Josh. – sorriu irônica. – Nem da minha magoa você é digno, depois de tudo o que me fez passar! – ele a encarou incrédulo. – E repito não se aproxime de mim! – disse pausadamente e sentiu a cabeça rodar, se apoiou nele de leve e ele a segurou preocupado. – ME SOLTA!
Josh: Não faz assim meu amor. – disse com uma lágrima. – Eu te amo Any e sei que você também me ama.
Any: Sim Joshua, infelizmente eu ainda te amo. – murmurou. – Mas eu vou esquecer você, pode apostar. – deu alguns passos se afastando, mas virou-se para ele novamente. – Veja o lado bom, pode sair com quem quiser sem ter de me dar uma desculpa esfarrapada depois. – deu um sorriso morto e se virou deixando-o sozinho ali.
Ele esmurrou a parede, que droga! Aquilo seria mais difícil do que o que ele imaginava, ele tentou. Tentou fazer as pazes com ela numa boa, sem apelar, mas parece que teria que ser do pior jeito e ele definitivamente estava disposto a tudo para ter sua mulher de volta. Any não iria escapar tão fácil assim, ela era linda demais para que ele a deixasse livre para que idiotas como Sampaio a ganhassem. Não mesmo! Ela era sua e de mais ninguém! Viu ela de longe, conversando com Sabina que a abraçava provavelmente a parabenizando pelo concurso.
Bufou entediado. Não estava animado pra ficar ali, foi até o estacionamento e pegou seu carro, hoje iria passar a noite na casa dos pais.
Ao chegar lá, encontra Jaden jogando vídeo game na sala.
Jaden: Josh! – levantou indo em direção dele. – Você me salvou! – senta ao lado dele que afogava a cabeça no sofá.
Josh: E porque pirralho? – com os olhos fechados.
Jaden: Sabe, hoje eu vou sair com a galera. – Josh rolou os olhos. – Pegar umas gatas...
Josh: E eu com isso? – abriu os olhos para encara-lo.
Jaden: E você precisa me emprestar seu carro. – sorriu piedoso.
Josh: Não mesmo. – se levantou. – Por que não pega um dos carros do papai?
Jaden: Porque eles não me deixam dirigir! – com cara de pidão. – Ele manda o Jaime (motorista) esconder as chaves e não me deixa usar.
Josh: Mais do que certo, você não tem carteira! – sorriu falso. – Quando eu tinha a sua idade eu roubava as chaves, mas parece que você não herdou um terço da minha inteligência. – negou com a cabeça.
Jaden: Por favor, Josh! – implorou.
Josh: Não! Já pensou se você bate meu Jaguar? Eu morro! – o menino o encarou m*l-humorado. – Mamãe está em casa?
Jaden: Está na piscina. – disse curto e grosso e Josh deu de ombros e foi em direção à piscina.
Ao chegar lá encontrou a mãe estendida no deck, com enormes óculos de sol na cara. Sentou ao lado dela e ela parecia não tê-lo visto.
Josh: Mãe! – chamou a atenção dela que sorriu.
Úrsula: Meu amor! – se levantou e deu um abraço nele. – Que milagre você aparecer em casa. – sentando ao seu lado.
Josh: Que exagero. – sorriu de leve. – É que não estou com muita vontade de ficar na faculdade hoje. – suspirou.
Úrsula: Ainda com problemas com a Any?
Josh: Ainda. – coçou a nuca. – Mas vai ser por pouco tempo, ela está chateada comigo, mas vai passar. – disse certo. – E a pirralha, onde está? – procurando Liliane com os olhos.
Úrsula: Está brincando na casa de uma amiguinha. – sorriu voltando a deitar-se. – Não notou que a casa está calma? – riu.
Josh: É verdade. – sorriu de leve. – Bem, eu vou dar um pulo na casa do Chad, faz tempo que não falo com ele. – se levantou. – Depois eu volto.
Ursúla: Ok querido! – mandou um beijo pra ele. – Cuidado! Volta para o jantar?
Josh: Volto sim. – disse caminhando e saindo.
Passou à tarde na casa de Chad, seu amigo de infância e adolescência, o mesmo ficou surpreso quando ficou sabendo que Josh tinha rompido com Any, já que os eles sempre saiam juntos, se davam bem, achava Any super legal.
Colocaram os assuntos em dia e quando já estava anoitecendo Joshua voltou para casa, pois tinha prometido jantar com a mãe.
O jantar transcorreu sem nada importante, apenas respondendo perguntas indiscretas de Liliane e conversando com o pai sobre a faculdade e os negócios da família. Subiu para descansar, estava exausto. Entrou no banheiro para tomar banho, fazia de tudo para tentar parar de pensar um pouco em Any, mas era totalmente em vão.
Ela não saia de sua cabeça e aquilo estava o deixando louco. Terminou seu banho e quando saiu Liliane estava pulando em sua cama, rolou os olhos, não estava com um pingo de paciência pra aguentar aquela pirralha hoje.
Josh: Vaza anã! – abriu a porta.
Liliane: Não Josh. – parou de pular e cruzou os bracinhos. – Eu vou ficar aqui, eu quero que você me empreste o seu violão! – voltou a pular.
Josh: Pirralha, eu já falei que não sou louco de dar meu violão pra você, então procura o rumo do seu quarto e me deixa dormir!
Liliane: Não saio... – dando língua. – Não saio! – continuando a pular.
Ele rolou os olhos e entrou no seu closet. Vestiu uma cueca e uma blusa, Liliane continuava lá, agora estava mexendo no seu computador.
Josh: Liliane, para de encher o saco! – coçou a nuca. – MAMÃE, MANDA A LILIANE VAZAR DAQUI! – gritou entediado. Úrsula respondeu de lá de baixo:
Úrsula: Não seja grosso querido, ela só está com saudades!
Josh: Se não vier buscar ela eu vou jogar pela janela! – olhando para a irmã que dava língua pra ele.
Úrsula chega ao quarto e Liliane começa a chorar. Josh arregalou os olhos, como ela conseguiu chorar tão rápido?
Úrsula: Joshua, o que você fez com a coitada?
Josh: Eu não fiz nada com ela. – indignado. – Leve ela daqui, ela está mentindo!
Úrsula: Deixa-a ficar mais um pouquinho, depois ela enjoa e vai embora. – piscou e saiu. Assim que a mãe saiu, ela parou de chorar e voltou a pular na cama.
Liliane: Ganhei. – fez careta pra ele.
Josh: p***a. – cruzou os braços enquanto ligava a TV.
Lili: MAMÃE! – gritou. – O JOSH TÁ FALANDO PALAVRÃO, ELE FALOU p***a!
Úrsula: Joshua, não dê mau exemplo a sua irmã. – pediu pacientemente lá debaixo.
Ele fechou os olhos com força e pegou a irmã pelos bracinhos magrelos.
Liliane: Me solta! – berrou. Joshua a colocou no corredor e fechou a porta. Que mala! – Deixa eu entrar maninho! – batendo na porta.
Maninho? Agora ele era maninho. Liliane era muito cara de pau... Ignorou os berros dela até ela cansar e ir embora, depois de um tempo pensando em Any ele adormece, por fim.
¨¨¨¨
Enquanto isso, na faculdade. Any estava debruçada no vaso vomitando absolutamente tudo o que tinha acabado de comer, Sabina segurava o seu cabelo enquanto Sina a observava com preocupação no olhar.
Sabina: Na boa Any... – a ajudando a levantar. – Você está muito m*l.
Any: Eu estou com dor de cabeça. – chorosa enquanto se lavava. Sina continuava a encarando com o olhar pensativo.
Sabina: Sina, o que foi? – encarando a amiga, que olhava para Any.
Sina: Any... – ignorou o que Sabina disse e Any se virou para olhá-la enquanto escovava os dentes. – O que você está sentindo esses dias hein?
Any pediu um tempinho e cuspiu a pasta dental, lavando a boca em seguida.
Any: Como assim Sina? – a encarando pelo espelho. – Eu acho que comi alguma coisa que não devia e... – Sina a interrompeu.
Sina: Amiga. – se aproximou dela e cruzou os braços. – É o seguinte... – respirou fundo e Any mordeu o lábio. – Esses sintomas que você está tendo... – encarou Sabina. – Não se assusta, mas eu acho que isso é gravidez Any. – ela completou.
Any ficou branca e sentiu o ar lhe faltar, sentou na privada que estava fechada e encarou as amigas. Grávida de Josh? Não mesmo!
Any: Não Sina. – sorriu negando com a cabeça. – Eu não estou grávida.
Sina: E como pode ter tanta certeza? – cruzou os braços. – Você não é mais virgem Any e pra gerar um filho é o bastante! – Any estava começando a suar frio.
Any: Mas as poucas vezes que eu transei com Josh, usamos proteção! – encarou Sina. – Ele usava camisinha!
Sabina: Xii amiga e aquela vez que você não viu quando ele meteu o trenzinho no túnel? Você não sabe se ele estava ou não com camisinha.
Sina: Mesmo assim Sabina. – interrompeu. – Às vezes a camisinha estoura e é mesmo que não tenha usado.
Any: NÃO! – berrou alarmada. – Pare de falar isso, eu não estou grávida!
Sina: Não senhora! – advertiu-a. – Amanhã mesmo vamos procurar saber disso Any, um bebê é uma coisa muito séria. Não podemos simplesmente ignorar e ponto. – Any suspirou e pousou a cabeça nas mãos.
Any: Não Sina. – chorosa. – Você não entende! Eu não posso estar, isso vai destruir minha vida, eu tenho sonhos, eu tenho um objetivo e um bebê agora estragaria tudo!
Sina: Eu sei amiga. – se agachou. – Mas não se precipita você pode estar, mas também pode não estar. Tudo depende do resultado! – sorriu e Any a abraçou. – Estamos aqui, ao seu lado.
Sabina: Ela disse tudo! – piscou e Any sorriu de leve. – Agora vamos deitar, amanhã pelo visto será um longo dia.
Any e Sina assentiram e foram deitar. As três estavam apreensivas com a suspeita de gravidez, Any principalmente. Estava com medo e tinha um nó na garganta. Aquela noite ela não dormiu em paz, estava tendo sonhos, alguns em que estava com a barriga grande, outros que estava parindo um filho arrodeada e enfermeiras e médicos.
Acordava assustada e ficava pensando nisso, depois dormia novamente e tudo voltava, quando deu por si eram seis da manhã, já havia algumas poucas rajadas de sol que entravam pela persiana, olhou para os lados e as amigas ainda dormiam, resolveu levantar logo. Tomou um banho de quinze minutos e fez suas higienes, depois saiu enrolada em uma toalha e entrou em seu closet.
Vestiu-se com uma calça jeans e uma blusinha rosa de alças fininhas, pôs uma jaqueta jeans por cima já que estava com frio e foi calçar os tênis, estava se sentindo muito m*l, sentia a vista embaçar e às vezes achava que ia desmaiar, coisa que aconteceu muito na semana anterior.
Sina: Bom dia. – bocejando. Any sorriu de leve. – Nossa que horas são? – coçando o olho.
Any: São seis e meia. – levantando da cama e procurando os brincos.
Sina: Nossa. – se levanta. – E por que acordou tão cedo?
Any: Na verdade eu nem dormi. – suspirou cansada.
Sina: Relaxa amiga. – sorriu. – Vai dar tudo certo ok? – Any assentiu. – Hoje mesmo vamos tirar essa dúvida. Agora me deixa tomar meu banho, acorda a Sabina. – apontou Sabina que roncava e babava no travesseiro.
Any: Sabina! – se aproximando e sacudindo a amiga. – Sabina acorde! – Sabina não ouvia, Any começou a fazer cocegas nela e ela dá um pulo começando a rir em seguida. – Até que enfim! – parou de fazer cocegas e sentou ao lado da amiga.
Sabina: Estragou meu sonho com o Axl Rose... – suspirando e sentando. – Bem na hora que ele me dava o comando do Guns N' Roses. – Any rolou os olhos sorrindo. – Que horas são?
Any: Vai dar sete. – suspirou.
Sabina: Ainda está pensando na nossa conversa de ontem? – Any a encarou e assentiu com a cabeça mordendo o lábio.