Doutora: Certo papai, só peço que tenham cuidado, sua filha depende disso. – ele assentiu reflexivo. – Agora você vai ser transferida para um quarto, amanhã de manhã mesmo poderá voltar pra casa. – ela disse caminhando até a porta. – Helena, cuide dela. – disse a enfermeira que apenas assentiu.
A doutora saiu e a enfermeira a conduziu até o quarto, Any tomou um banho e logo recebeu a visita dos pais, que estavam loucos de preocupação, dos pais de Joshua, que não ficavam para trás e dos amigos, Sabina, Sina, Melissa, Noah e Bailey.
Depois de muito bajulá-la eles são praticamente obrigados a irem pra casa, prometendo voltar no dia seguinte para buscá-la. Todos saíram e deixaram os dois sozinhos.
Josh: Any? – quebrou o gelo, chamando a atenção dela, que estava olhando a TV distraída.
Any: Hm? – murmurou coçando o olho.
Ele sentou-se na ponta da cama, fazendo-a mirá-lo.
Josh: Me perdoa. – disse arrependido. – Eu fiquei tão cego de raiva que eu esqueci que você não podia passar nervoso. – ele estava bastante aflito. – Me perdoa meu amor.
Any: Tudo bem Josh. – ela o encarou abrindo um sorriso sem jeito. – Você não tem culpa de nada.
Josh: É claro que eu tenho, se eu tivesse me segurado em quebrar a cara daquele i*****l você não estaria aqui hoje.
Any: Para com isso Josh. – se sentindo incomodada. – Tudo bem que eu fiquei muito nervosa e assustada, com medo que vocês se matassem, mas você não fez por m*l, eu sei que não. – acariciou os cabelos dele. – Além do mais ele te provocou.
Josh: Se estivesse acontecido algo com você ou com a minha filha, eu o matava. – ele disse tão sério que Any se assustou.
Any: Para com isso Joshua! – deu um tapa de leve no braço dele. – Você fala como se fosse um serial killer, eu hein... – abraçando o próprio corpo.
Ele começou a rir.
Josh: Se eu sou um serial killer, você é uma ladra. – apertou o nariz dela, que o encarou desconfiada. – Uma ladrazinha danada.
Any: Por quê?
Josh: Por que você roubou meu coração e eu sinto que eu nunca mais vou recuperá-lo de você. – ele disse no ouvido dela, fazendo-a fechar os olhos e soltar um suspiro.
Any: Que cantada velha Josh. – sorrindo, toda derretida com aquela cantada ultrapassada.
Josh: Mas eu sei que você gosta. – roçando os lábios. – Hein?
Ela sorriu e os dois se beijaram. Any se sentia tão feliz quando estava com ele, se sentia completa. Ele lhe tranquilizava, o amava muito. Depois de um tempo trocando beijos e carícias, Any já demostrava sinais de cansaço e ele sugeriu que ela dormisse. Ela também concordou.
Any: Não precisa passar a noite aqui nesse sofá duro, meu amor. – disse com pena ao olhar o sofá de três lugares.
Josh: Não meu bem, eu não vou deixar você sozinha. – beijou a testa dela. – E além do mais o sofá nem é tão m*l assim, ele é bem macio. – sorriu.
Any: Tem certeza? – ele assentiu. – Então tudo bem, se eu não estivesse tão gorda, chamava você pra dormir comigo.
Josh: Não está gorda, está linda. – piscou e ela sorriu sem graça. – E quanto a sua oferta, ela é muito tentadora. – mordeu o lábio a encarando safadamente.
Any: Josh vai logo para o seu sofá, muito boa noite! – disse rápido e ele gargalhou.
Josh: Boa noite meu amor. – a beijou outra vez e depois foi para seu sofá. – Eu te amo. – ele piscou.
Any: Eu também te amo. – deitando e reprimindo um riso.
Não demorou que ela dormisse, Joshua ficou um pouco vendo TV e logo dormiu também.
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No dia seguinte Any voltou para a faculdade, se sentia bem, mas estava com sono e indisposta, recebeu alguns amigos em seu quarto e depois Sabina expulsou todos.
Josh: Bem, agora que você já está aqui eu vou indo, preciso passar na empresa e conversar com meu pai.
Any: Tudo bem bebê. – ela sorriu enquanto se enrolava no edredom. – Vai voltar pra me ver?
Josh: Claro que sim. – ele disse se abaixando e dando um selinho nela, que assentiu.
Sabina: Já chega! – berrou. – Quanto mel, p**a merda!
Os dois separaram e encararam a morena com vontade de rir.
Sabina: E você, rapa fora que minha amiga precisa descansar! – ela disse enquanto fechava as persianas.
Josh: Já vou senhora educação. – ele riu enquanto dava outro beijinho em sua cacheada. – Tchau meu amor, qualquer coisa me liga.
Sabina: Adeusinho! – disse dando tchauzinho com um sorriso falso.
Joshua saiu.
Any: Sabina, que chatice. – reclamou coçando o olho. – Eu queria ficar mais um pouquinho com ele.
Sabina: Que nada, você precisa descansar. – deu de ombros.
Any: Droga, eu perdi os ensaios da peça, começaram hoje. – pensativa.
Sabina: Não se preocupe, eu expliquei para o professor e ele entendeu.
Any: Tem certeza?
Sabina: Claro que sim, talvez você terá que repor os ensaios de hoje, mas não foi muito puxado, você tira de letra. – piscou.
Any: Obrigada Sabina. – ela sorriu. – Você é uma ótima amiga.
Sabina: Diz uma novidade. – as duas riram. – Bem agora eu vou deixar você descansar, vou ensaiar meu trabalho com a Virgínia.
Any: Tudo bem, eu vou dormir um pouquinho depois vou descer pra tomar um ar.
Sabina: Certo, daqui a pouco Sina volta do ensaio das animadoras e fica aqui cuidando de você.
Any negou com a cabeça, as amigas achavam mesmo que ela era criança.
Sabina: Durma bem e sonhe com os anjinhos... – deu o dedo do meio pra ela e saiu rindo.
Any riu e fechou os olhos, seu sono era tanto que não demorou nem dois minutos para que dormisse.
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Sabina: Filho da p**a, não olha por onde anda não? – disse massageando o braço após levar uma tombada e olhando a cara do ser sem cérebro que tinha lhe esbarrado. – Ah, só podia ser mesmo uma cachorra velha, pra estar no meu caminho. – dando uma gargalhada debochada para Joalin.
Joalin: Você que não olha por onde anda, parece que está fugindo da polícia. – disse baixinho, meio espantada, vai que Sabina quisesse agredi-la outra vez?
Sabina: A cachorrinha sabe latir olha só. – disse fingindo espanto. – Mas está latindo pra pessoa errada.
Joalin: Por que você é tão ignorante? Eu te fiz alguma coisa por acaso?
Sabina: Fez sim... – assentiu. – Você nasceu! – deu um empurrão forte nela e se virou pra sair. – Ah, sua oração é muito poderosa, gostei de ver, Any está novinha em folha e a criança está perfeitamente bem. – Joalin bufou com irritação, maldita Any! – Você poderia aproveitar que sua reza é poderosa e pedir pro o papai do céu te dar vergonha na cara, o que acha?
Joalin já estava de saco cheio daquela gótica i****a implicando com ela.
Joalin: E você, porque não pede a Deus um homem que cale a sua boca?
Sabina: Por que eu não sou como você. – a olhando com desprezo. – Uma v***a imunda que só sossega quando tem uma p**a entre as pernas! – disse alto e várias pessoas pararam para ver.
Joalin: Fala baixo, garota. – disse de olhos arregalados.
Sabina: Eu não falo p***a nenhuma, você não acha que está muito confiada discutindo comigo não? – indo pra cima de Joalin que quando viu que o negócio iria feder correu em disparada. – v***a COVARDE! – gritou. – Eu vou te pegar sua p**a, deixa só eu te ver outra vez. – disse decidida, ela não conseguiria fugir pra sempre, foi até o quarto de Virgínia que só estava a esperando pra começarem.
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Josh: Oi Neide. – ele cumprimentou a secretaria do pai, assim que chegou à empresa.
Neide: Oi meu filho! – disse alegre por vê-lo, fazia tanto tempo que ele não aparecia lá. – Que milagre é esse você por aqui?
Josh: Vim falar com o meu pai, ele está aí? – ele disse coçando a nuca.
Neide: Sim, está conversando com um dos diretores, mas daqui a pouquinho terminam, senta aí, fica à vontade.
Josh: Valeu. – sentou-se no estofado que ficava ali.
Neide: Não aceita um café ou um chá?
Josh: Não, não se preocupe. – disse brincando com as chaves do seu carro. – Seu marido melhorou?
Neide: Melhorou sim graças a Deus. – ela sorriu aliviada. – Agora está apenas de repouso.
Josh apenas sorriu de volta, o marido de Neide tinha sofrido um acidente de carro recentemente, tinha ficado em uma situação bem delicada, mas parecia que já tinha melhorado.
Neide: Fiquei sabendo que vai ser papai! – disse grampeando uns papéis e em seguida lançando um sorriso pra ele.
Josh: Pois é... – disse passando a mão no cabelo. – Any me pegou de surpresa.
Neide: Que lindos, a Any é uma fofa! – disse lembrando-se de Any. – A última vez que a vi foi no aniversário da emissora, é uma menina não é?
Josh: Sim, uma princesinha.
Neide: Meus parabéns querido.
Josh sorriu, quando ia responder a porta se abriu e por ela saiu Ron acompanhado de outro homem, meio gordinho, os dois se despediram e outro homem entrou no elevador.
Ron: Filho! – sorriu ao vê-lo ali. – Que surpresa boa.
Josh: Oi pai. – se levantou. – Será que podíamos conversar?
O pai o encarou confuso.
Ron: Claro filho. – assentiu. – Entra!
Joshua entrou e sentou-se na cadeira defronte para a mesa do pai.
Ron: E então, a que devo a honra da sua visita?
Josh: Bem pai... – suspirou e fechou os olhos, meio aperreado, seus amigos iriam matá-lo, mas ele precisava começar. – Quero um emprego. – disse por fim, vendo sua vida de filhinho de papai indo pelo ralo.
Ron: O que? – estático. – Eu ouvi bem ou você está me pedindo um emprego?
Josh: Ouviu muito bem. – engolindo o seco. – E então?
Ron: Bem meu filho, você sabe que isso não é problema, mas você não precisa trabalhar, dedique-se apenas aos seus estudos que... – ele interrompeu o pai.
Josh: Não papai. – ele suspirou. – Não entende? Eu vou ter uma filha daqui a pouquinho e eu não quero que vocês cuidem da minha filha, é uma responsabilidade minha. – franziu a testa. – E agora que eu vim me dar conta que eu não sou mais criança, eu tenho que tomar responsabilidades daqui pra frente.
Ron apenas o encarava com um sorriso no rosto, era bom saber que seu filho estava mudando, e isso era bom.
Josh: Sabe pai... – ele mordeu o lábio. – Ontem enquanto eu acompanhava a Any no hospital, eu me dei conta de uma coisa.
Ron: Do que filho? – ele incentivou que ele continuasse.
Josh: A Any abriu mão do grande sonho dela, que é a dança. O ballet e as animadoras de torcida, eram a vida dela, ela abriu mão, abriu mão da vida dela, sofre pra caramba com preconceito na faculdade, fora a gravidez que é cheia de problemas. E eu? Eu não fiz p***a nenhuma. – passou a mão no maxilar. – Eu não posso ficar desse jeito. – negando com a cabeça. – Eu quero que a minha filha tenha orgulho de mim, como com certeza vai ter da mãe dela.
Ron se levantou e deu dois murinhos nas costas dele de leve, ele estava enfim entendendo o real significado da paternidade e isso o deixava bastante orgulhoso.
Ron: Tem certeza que quer um emprego?
Josh: Tenho.
Ron: Tudo bem. – voltou a sentar-se. – Mas nada de largar os estudos viu?
Josh: Valeu pai. – se levantou. – Valeu mesmo.
Ron: Estou muito orgulhoso de você meu filho! Eu sabia que você se daria conta em algum momento. – ele sorriu de canto. – Você entende de design e web, não é?
Joshua assentiu mexendo nas estátuas
Josh: Entendo desde sempre. – se achou.
Ron: Muito bem, você começa amanhã, na parte de computação gráfica. E não é pra fazer cagada nas vinhetas não viu? Ou então a equipe fica de cabelo em pé. – riu.
Josh: Que é isso pai? – ele rolou os olhos. – Assim o senhor me ofende.
Ron: Brincadeira meu filho. – disse enquanto caminhavam até a porta.
Josh: Valeu mesmo pai. – abrindo a porta. – Eu vou ganhar mais do que os outros não é? – com um sorrisinho.
Ron: Não sei, se você fizer por merecer, talvez ganhe um dólar a mais.
Josh: Ah, que gracinha. – disse irônico. – Vou ficar podre de rico se depender do senhor, até mais... Tchau Neide! – se despediu da secretária e saiu.
Ron: Esse meu filho. – sorriu pra secretária.
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Depois, na faculdade. Any acordou, e se espreguiçou como uma gata, ela tinha dormido tão bem, se sentia disposta outra vez, sentiu a barriga roncar e sorriu.
Any: Está com fome meu amor? – sorriu acariciando a barriga. – A mamãe também. – olhou no relógio e viu que já eram duas da tarde. – Nossa mamãe. – imitando bebê. – Já é hora de almoçar e você nem se lembrou de mim? – sorriu se levantando e indo em direção ao banheiro.
Tomou um banho relaxante, lavou seus cabelos, depois de algum tempo saiu do banho, passou alguns cremes em seu corpo e depois se vestiu, optou por um shortinho e uma blusinha folgada, calçou uns chinelinhos e depois desceu, estava com muita fome.
Any: Oi Hina! – sorriu ao ver a garçonete se aproximando.
Hina: Oi Any. – disse colocando o cardápio em cima da mesa. – Fiquei sabendo que você passou m*l ontem, se sente melhor?
Any: Sim, eu passei um pouco m*l, mas felizmente foi apenas um susto. – sorriu enquanto olhava o cardápio. – Ainda está saindo tacos de frango?
Hina: Sim e hoje estão deliciosos. – deu uma piscadinha.
Any: Então trás pra mim com um suco de uva.
Hina: Pode deixar. – anotando o pedido.
Any: Hina? – a garota a encarou. – Leva para a beira da piscina? Vou sentar lá.
Hina: Claro. – deu de ombros. – Já eu levo. – saiu.
Any levantou e caminhou até a piscina onde tinham várias mesas vazias, algumas ocupadas e algumas pessoas mergulhando. Sentou-se em uma mesa vazia e sentiu a barriga roncar outra vez.