Cubro o corpo dela com o meu, os tiros atingem os cantos ao nosso redor. O barulho é alto de coisas quebrando, dos disparos e dos gritos de Lavínia que se mexe assustada embaixo de mim. O atirador não está com uma boa visão, está no apartamento mas não está usado infravermelho ou já teria nos acertado, pois a escuridão não o permite enxergar – amador. — Fique quieta. — Sussurro, cobrindo a boca dela com uma mão. Nossos olhos se cruzam, comigo conseguindo enxergar até o terror dentro deles. Levanto a cabeça quando ele dá um tempo, parando de atirar na esperança de ter nos acertado. Estamos perto do sofá, e nesse momento aproveito para puxar Lavínia junto comigo até esconde-la atrás do encosto. Abaixado, eu pego a arma dela que escondi no cós da calça. Sem dizer nada, só sinalizo com a

