A casa nova ainda carregava o perfume da madeira polida e das flores recém-plantadas no jardim. O céu da Nova Zelândia estava limpo naquele fim de tarde, tingido por tons dourados e azul-claros que pareciam anunciar paz eterna. Helena observava pela janela enquanto segurava Luian nos braços. Três meses de vida. Três meses de uma realidade que ela jamais acreditou merecer. Ele dormia tranquilo, o pequeno peito subindo e descendo num ritmo humano, sereno. Não havia nada de monstruoso nele. Nada de sombrio. Nenhum traço da maldição vampírica que um dia Helena acreditou que jamais poderia ser apagada de seu destino. Mas havia algo. Algo que ela sentia. Luian não era comum. Não apenas por ser filho de uma vampira e de um humano. Mas porque carregava uma presença. Uma energia que não g

