Saimon e Dimonique estavam na cela, ou melhor, embaixo do chuveiro frio, e queimavam de raiva. A raiva era tanta que precisaram de um banho praticamente gelado. — Se mandarmos m.atar ele, Saimon, não vamos estar lá pra olhar nos olhos dele. E temos que olhar nos olhos dele quando morrer. O guarda se chamava Vespasiano e tinha soltado o preso para machucar Alexia porque ela não quis dormir com ele. O guarda queria a mulher deles e não ia ficar assim, não ia. E ele ia pagar. Os irmãos se abraçaram debaixo do chuveiro. Usavam um ao outro para se regular. Um abraço, um aperto de mão, costumavam trazer o outro de volta pra realidade. Mas, daquela vez, não estava surtindo muito efeito. Terminaram o banho e foram se deitar. — Temos que arrumar um telefone pra falar com Alexia. Vamos ficar

