Alexia tinha decidido resistir. Mas, às oito da manhã, um carro parou diante da casa dela. Senva e o capo desceram do carro e, mesmo que nunca tivesse visto nenhum dos dois antes, ainda assim saberia quem eram. O modo como andavam. O porte. A postura. Pareciam pessoas da realeza. E, por um momento, Alexia pensou que os Mavros talvez fossem parentes deles, porque tinham a mesma aura perigosa, pesada, a mesma sensação de que podiam destruir qualquer pessoa ao redor sem precisar levantar a voz. Ela pensou em ficar dentro de casa e fingir que não tinha escutado a campainha. Mas não podia fugir. Então saiu. — Vamos, Alexia? — Senva perguntou. — Eu não vou. Fico aqui. Porque não quero ir para o lugar onde vocês moram. O capo riu baixo. — Explique para ela, Senva. Explique que isso n

