O relógio dentro do presídio marcava 22 horas. Era uma noite de sábado e o presídio estava barulhento, porque um dos internos cantava no pátio, enquanto os irmãos desenhavam para passar o tempo. Não gostavam dos outros presos. Não gostavam dos guardas. E não gostavam de companhia. Mas o doutor Pass parou na porta da cela deles — Eu não sei por quê, mas vocês têm companhia. O preso chegou e vai ficar com vocês. Saimon deu um sorriso. — Ah, meu Deus do céu. Vocês estão tramando alguma coisa, não estão? Precisam parar. Vai chegar o momento em que vão ter a pena aumentada. — Não vamos , não vamos, estamos quase indo para casa, precisamos ir para casa.. — Saimon respondeu. O médico suspirou. — Eu não devia estar aqui. Sou médico, mas vim entregar o prisioneiro que eu estava costurando

