( Christian )
Quando Ana e eu conseguimos encerrar nosso beijo a encarei, ela estava com o mesmo olhar que o meu, o olhar de medo e de perda, apavorada.
- Christian eu ...
- Ana não fala nada, me diz que vai ficar aqui e que não vai me deixar.
- Nunca vou deixar você.
Ela sorriu fraco e a abracei mais forte que eu conseguia. Eu me sentia um merda, um babaca, por não lembrar da única pessoa que mudou a minha vida e me amou como eu sou.
Acordei naquela noite com o pior pesadelo da minha vida, olhei pro lado e elá estava ela. Dormindo profundamente e tranquila, encarei o relógio da cabeceira da cama e vi que não passava das três da manha.
Preciso dormir.
Levantei e e saí do quarto para ir a cozinha e beber alguma coisa. Quando estava quase chegando na escada encarei nossas fotos em um aparador e peguei em uma que estava Ana e eu sorrindo, reconheço o lugar. Aspen. Encarei a foto de novo e vi como Ana sorria, estava feliz, nós estávamos felizes. Será que tudo que eu vou ter na vida são essas fotos para relembrar de como era a minha vida?
Balancei a cabeça e coloquei o porta retrato no lugar.
Desci e encontrei meu filho na cozinha, em cima de uma cadeira tentando pegar o pote de biscoito. Balancei a cabeça e aproximei dele.
- Aqui meu filho. - ele olhou pra cima e sorriu.
- Papai gado.
- Por nada, não consegui dormir também? - ele afirmou e sentei de índio no chão perto dele, Ted abriu o pote de biscoito me oferecendo e peguei um. - Sabe cara, as vezes tenho medo de não me lembrar de vocês, de como eramos juntos. Sei que estou fazendo todo mundo sofrer, estou magoando todo mundo, mais sabe, não é por que, quero.
- Papai ti amu.
Ele levantou beijando a minha bochecha e sentou no meu colo.
- Eu também Ted, eu também te amo.
Beijei o topo de sua cabeça.
Eu também filho.
- Mais? - ele ergueu o bracinho me oferecendo mais biscoito e comi.
- Já matou quem estava te matando?
- Não. - ele riu baixinho.
- Não?
- Não.
- Nossa você não tem fundo? - ele riu alto e depois fez silencio. - Sim, Senhor.
Ficamos ali sentados, dividindo um pote de biscoito e conversando sobre banalidades. O que Ted fazia mesmo, era escutar minhas lamentações e parecia me entender tão bem.
- Hora de dormir. - peguei o pote de suas mãozinhas o colocando no lugar .
- Cole.
- Colo? - ele afirmou esfregando os olhinhos. - Então vem, meu anjo.
Peguei ele e fiz uma careta.
- Você comeu biscoitos ou chumbos?
- Sono papai. - ele fungou enterrando seu rosto no meu pescoço. Subimos em silencio e o deitei na cama, beijei seu rosto e o cobri e saí de seu quarto.
Voltei pro quarto e Ana ainda dormia tranquilamente do mesmo jeito que eu a tinha visto.
- Boa noite baby. - beijei seus cabelos e abracei de conchinha, enterrei meu rosto em seu cabelo macio e dormir com seu cheirinho de pomar de maçãs.
( Ana )
Acordei com calor e meio sufocada, senti braços em volta da minha cintura e quando olhei de lado, Christian dormia como um anjo.
- Bom dia meu amor. - virei na cama com cuidado e beijei a ponta de seu nariz, ele fez uma careta e esfregou seu nariz.
Saí de seus braços e coloquei um travesseiro entre seus braços e levantei indo ao banheiro fazer minha higiene pessoal.
Depois de pronta, desci e encontrei Ted com sua babá e Gail na cozinha.
- Bom dia pessoinhas.
- Mamãe. - ele bateu as mãozinhas feliz e fui até ele onde depositei vários beijos e vários beijos nele.
- Bom dia meu pontinho mais lindo.
- Ti amu.
- Eu também ti amu. - o imitei ele riu.
Minutos depois ouvimos passos e Christian aparecia lindo, com aquela carinha de sono e um sorriso torto nos lábios.
- Bom dia família. - ele se espreguiçou caminhando até onde eu estava e me deu um beijo , fui até a Ted , brincando com ele e o beijou. Cumprimentou a babá com um aperto de mão e me surpreendeu ao dar um beijo na bochecha de Gail.
Gente quem é você e o que fez com meu cinquenta tons? Christian Grey fez isso?
- Bom dia Sr Grey, percebi que acordou de bom humor.
- Bom dia Sra Grey, acordei vivo. - ele brincou e rir.
- Ovos e bacon Sr Grey?
- Perfeito. - Gail o serviu - Ana, posso te pedir uma coisa?
- Claro, o que é?
- Vamos dar um passeio? Bom, você, Ted e eu, quero ficar um tempo com a minha família.
- O que quiser Sr Grey. - ele pegou em minha mão esquerda e a beijou como um verdadeiro cavalheiro.
Ted comia tranquilamente sua torrada, enquanto brincava com a babá. Christian sorriu bagunçando o cabelo do nosso pontinho, como é bom ver ele assim, tão entrosado com a gente, conversando, brincando e não ficando em seu mundo.
Como ele pediu saímos para um piquenique, um parque próximo a nossa casa foi o escolhido por Christian. Chegamos e ajeitamos a toalha debaixo de um imenso carvalho e sentamos, ele deitou colocando a cabeça sobre meu colo.
- Já teve um momento na vida, em que você pensou. O que a vida fez comigo? Ou. O que eu fiz com a minha vida ?
- Já.
- Como foi? - ele perguntou e respirei fundo.
- Foi quando eu quase perdi você. - parei por um momento. - Eu pensei, porque a vida estava me castigando assim? Me tirando você.
- Eu pensei a mesma coisa, quando aquele carro bateu no meu.
- Esta consciente ainda?
- Sim. Agora eu lembro que tudo que pensei foi . Eu não posso morrer, não aqui e não agora. Prometi pra Ana que eu voltaria pra casa e então apaguei.
Ele ficou em silencio, eu também. O que falar depois disso? Christian tinha lembrado de algo e isso encheu meu coração do mais lindo sentimento.
- Mas você voltou pra casa.
- Eu voltei. - ele sorriu fraco.
Christian sentou de frente pra mim pegando em minhas mãos e me olhando profundamente.
- Ana eu te amo.
Lágrimas escorreram pela minha face.
- Christian .. .
- Shh ... - ele colocou seu indicador nos meus lábios.
- Eu te amo desde aquela entrevista catastrófica na minha sala, pra Kate.
- Você lembrou.
- Lembrei que eu amo você e se eu não lembrar das outras coisas, não me importo, porque o mais importante eu já sei. Eu amo você Anastasia Rose Steele Grey, vou amar você até que eu pare de respirar.
- Christian eu também te amo.
- Te amo mais.
Sorrimos como dois adolescentes e me joguei encima do meu cinquenta tons e o beijei profundamente . Ted pulou encima de nós e gargalhamos, estávamos nós três juntos, como uma verdadeira família. E o que importava é que Christian sabia e sentia que nos amávamos e o resto? O resto a gente deixou nas mãos de Deus.
Amores aí esta mais um capítulo quentinho e fofinho,chorei muito escrevendo e me perdoem por erros gramáticos, escrever correndo e pelo celular dá nisso. Comentem aí o que acharam, a opinião de vocês fazem a história ficar melhor a cada dia.
Obrigado pelo carinho e mil beijos da Flor.