Capítulo cinco: Boa minha filha. Boa...

965 Words
Acordo sobressaltada e percebo que não passou de um sonho, sonho não, pesadelo. Percebo estar no quarto da Helena e a mesma está dormindo tranquila, olho as horas no celular e vejo que são 4:35 da manhã, passo as mãos sobre o rosto e me levanto, depois deste "sonho" não quero deixá-la sozinha, mas preciso de um café forte. Saio do quarto, vou para o refeitório peço um café. Caminho para a recepção me sentando em uns dos bancos olho para a TV no canto fixada na parede. - Madrugada difícil? - Me assunto com a pergunta do Dr - Um pouco e a sua como está? -Pergunto sem olhar para ele - Normal, o movimento está tranquilo... Ou estava- Quando termina de falar várias pessoas entram com um homem na maca, ele estava cheio de sangue, uma de suas pernas estava pro lado e um monte de faixas na cabeça que estava toda ensanguentada. Murmuro um "Jesus", ele sorri- Não se preocupe, Vamos ajuda-lo, ele vai ficar bem, pense para o lado bom, não tá tão r**m assim- Diz e sai me deixando horrorizada com seu humor. Volto para o quarto, me sento novamente e apago Acordo no outro dia com batidas na porta, murmuro um entre e a porta se abre mostrando uma Amanda eufórica  - Olha gata, cheguei para melhorar seu dia! Agora a agradeça-me - Dou risada do seu jeito espantoso. - É eu vi... Obrigada. Eu já estou indo, qualquer coisa me ligue. Tchau- Vou até Helena e lhe dou um beijo, caminho até Amanda e lhe abraço apertado. Saio do Hospital e peço um táxi, enquanto aguardo o táxi, uma rajada de vento passa sobre mim, fazendo meus cabelos voaram me arrepiando, sinto-me sendo observada e essa sensação me faz virar a procura do autor desta sensação. Sou tirada dessa pequena procura pela buzina do taxista. Sorrio forçada e entro dentro do carro e passo meu endereço Chego em casa e percebo que está muito cedo, então tomo um banho e vou me deitar. Mais tarde, não tão mais tarde assim acordo e vou direto para a cozinha preparar algo para comer, o que não demora muito, pois assim que termino de comer me sento na sala e pego meu celular discando uma mensagem para Leandro. Noção 0 XS Coragem 1 - Leandro? Oi! Tem como a gente se encontrar em meu apartamento? Temos assuntos para tratar- Dígito e fico aguardando sua resposta, que não demora para chegar - Olá Ana Júlia. Temos sim. Passo sim, me de seu endereço- Pede - Claro... - Mando o endereço e vou me arrumar pois em meia hora ele chega. (...) - Então... O que queria falar comigo? - Diz assim que abro a porta - Eu queria deixar claro algumas coisas sobre mim- Digo me sentando a sua frente - Estou ouvindo- Diz cruzando os braços - Eu tenho uma filha- Digo sem enrolar - E é ela que está no hospital? - Pergunta - Sim, junto com Minha irmã. Elas sofreram um acidente, mas passam bem agora- Digo - Quando elas saem? - Pergunta normalmente. - Daqui a pouco vou ir assinar a alta da Helena- Digo saindo do sofá e caminhando até a cozinha. - Eu irei junto com você- Diz me pegando de surpresa. - O quê? Por que? - Digo assustada - Quero ver se ela representa risco aos meus planos com você- Fico em choque com sua confissão. - Ela é uma criança, precisa da mãe- Digo exaltada - E eu sei, nunca iria te separar dela, porém não quero ninguém ao meu caminho- Diz e caminha até a porta. Vai pela sombra meu filho. - i****a- Murmuro e saio também. Chegamos ao hospital quinze minutos mais cedo do que tinha pensado "É lógico querida, com um carro daqueles impossível não chegar cedo, além disso agradeça ele, pois se não você estaria até este momento esperando o ônibus" Faz questão de avisar meu consciente. Vou até ao balcão e digo o nome de minha filha para a atendente que faz o seu trabalho muito bem feito, para não dizer outra coisa. - O Dr já está esperando vocês, sala 51- Diz e me dá um sorriso, que não demora muito a ser retribuído por mim. Caminho calmamente em direção a sala, até que sinto uma pessoa atrás de mim incomodada -Está bem? - Pergunto sem parar de andar -Estou porquê? - Responde ignorante -Você está exalando tensão... Não gosta de hospitais? - Pergunto inocentemente. Pelo menos tentando. - Não é da sua conta, e anda um pouco mais rápido, estou com pressa- Diz grosso - Se quiser ir embora, conhece o caminho, não pedi para que viesse- Digo como como quem não quer nada. Ele nada diz até chegarmos ao quarto de Helena que se encontra vendo um vídeo no youtube- Seja educado com ela, guarde sua ignorância e infantilidade para tratar outras pessoas- Digo a ele. Não esperando sua resposta entro no quarto. Fico observando-as, até que Helena percebe minha presença - Mamãe! - Diz e pulando da cama correndo até mim. - Oi amor! Se divertiu com a Tia Amanda? - Pergunto pegando-a no colo - Muito mamãe. Mamãe eu quero ir embola- Diz chorosa, dou-lhe um beijinho no rosto antes de respondê-la. - Eu vim buscar a senhorita para ir para casa, junto com a titia Amanda e a Titia Gabi- Digo e vejo seu rostinho se iluminar e uma gargalha fininha sair de sua boquinha fazendo todos rirem, menos Leandro e isso não foi passado despercebido por Helena -Mamãe quem é esse moço? Ele é meu papai? - Pergunta Helena olhando para ele e para mim. Olho para Leandro que também me olhava sem saber o que fazer...   Boa minha filha. Boa...  
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