Capítulo quatro: Não

822 Words
- Olha eu vou falar com ele amanhã e a Amanda vai vir ficar com vocês duas- Falo e vejo uma Gabriela querendo reclamar- Não quer saber ou é ela ou é ninguém, bom no seu caso, porque Minha filha vai ficar com a Amanda... E aí? - Pergunto, ela me olha com cara de poucos amigos encaro ela também debochada, se dando por vencida suspira - Tudo bem eu aceito isso- Sorrio abertamente com sua resposta. Fico no ambiente mais um pouco e vejo que pegou no sono, sorrio fraco e da sala saio, pego meu celular e disco o número de Amanda que no segundo toque atende - Oi Amanda falando, quem fala? - pergunta, rolos os olhos com essa sua mania - É Jesus. Sério você tem que olhar quem te liga antes de atender, isso ainda vai te causar sérios problemas- Digo divertida - Vai caçar quem te quer Ana Júlia. Mas fala aí pra que você me ligou? -Direta como um míssil - A Lena e a Gabi sofreram um acidente, e eu tenho que conversar com o Leandro preciso que você vem ficar com elas por alguns minutos. Você pode fazer isso por mim? - Pergunto me encostando na parede - Sim eu posso, mas quem é Leandro? E as meninas estão bem? Em qual hospital estão? Como foi o acidente? - Pergunta euforicamente, dou risada e começo a responder suas perguntas voltando para o quarto de Helena. Entro no quarto de Helena, que foi transferida para a pediatria. Vou até ela, me sento na poltrona e fico observando-a até criar coragem e ligar para Leandro. - Oi- Digo assim que atende o telefone - Oi- Responde normalmente. - Tudo bem? - Pergunto tentando prolongar o assunto - Sim e você? – Responde. - bem também, aonde está? - perguntei novamente enrolando... Como sempre. - Estou na sala de espera do hospital, esperando você- Por um momento, o sangue foge de todo o meu corpo - Quê? - Não consigo formular nada, não consigo pensar em nada - É! Eu estou esperando você sair dos quartos para gente conversar, e quanto mais você demorar mais tempo eu irei ficar, e olha essa cadeira é horrível- Termina de falar, dou uma última olhada em Helena e saio do quarto- E antes que você pergunte, o Dr até tentou me colocar para fora como você pediu, mas consegui convencer ele- To com a boca no chão. Vejo ele com o celular na mão e sem me despedir desligo. Ele olha pro celular e dá uma risadinha, vou para perto dele e o cutuco fazendo ele me olhar - o que tá fazendo aqui? - Pergunto me sentando ao seu lado e olhando em seus olhos - Estou te esperando- Diz olhando em meus olhos também- O que aconteceu? - Pergunta depois de um tempo me olhando - Eu ia te falar amanhã, por isso lhe liguei- Digo- Vem comigo- Nos levantamos e fomos para o quarto de Gabi. - Quem é ela? - pergunta me olhando - Minha irmã- Digo sorrindo para ela- Ela e mais uma pessoa sofreram um acidente, mas estão bem-Digo ainda olhando ela- Vem! - Digo e saímos do quarto Entramos no quarto de Helena, ele me olha sem entender. - Mamãe? - Diz Helena acordando. Leandro me olha confuso- Quem é ele? - pergunta sonolenta - Ele é um amigo meu amor... Como está se sentindo? - Pergunto passando a mão em seu cabelo - Bem... - Diz e tosse, dou um sorriso fraco - Venha aqui- Digo para Leandro que até então estava apenas olhando- Querida esse é Leandro um amigo, Leandro essa é minha filha Helena Medrado- Apresento eles, Leandro me olha e desfere um tapa em minha cara, caio no chão e coloco minha mão em meu rosto - O que? Porquê? - Grito incrédula - Simples! Você é uma v***a!  Você tem uma filha e um marido e simplesmente está saindo comigo. Você, e nem essa merda de criança valem nada! - Chega isso já foi longe demais. Me levanto e vou até ele aponto o dedo em sua cara - Você lave essa p***a que você chama de boca pra falar de Minha filha você não sabe merda nenhuma do que é Minha vida então querido vai para a merda e antes de julgar alguém procure saber o que está acontecendo antes- Não termino de falar e recebo um soco na face, caio no chão, sinto chutes em diversas partes de meu corpo. Quando se dá por cansado cospe em mim e vai em direção a Helena, me desespero tento me mexer, mas meu corpo não consegue, estou muito machucada. Escuto as cintadas em Helena e a mesma me chamar, tento por diversas vezes me mexer, mas não consigo lágrimas descem por meus olhos e grito para ele parar ele para, mas logo volta. -NÃO! - Grito...
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