C.3 ELE NÃO PODE ME ENCONTRAR

1306 Words
Heather Zurique Hoje faz uma semana que estou em Zurique. Acordo cedo, o dia está gelado, estamos no alto inverno. A cidade está ganhando ainda mais turistas nessa época do ano, ganhando ainda mais vida e embelezando ainda mais este lugar magnífico. Visto a roupa mais quente que tenho no momento; preciso fazer compras. Então, aproveito e, após um café da manhã rápido, saio do hotel, deixando o meu telefone ainda desligado. Não quero ser incomodada e também quero aproveitar ao máximo a minha estadia nesta bela cidade, que me encanta com o seu centro de compras lindo e que nos convida a aproveitar as roupas de inverno, que estão me fazendo falta de certa forma, mesmo porque eu saí praticamente com as roupas do corpo de Nova York e decido abastecer a minha pequena mala. Após comprar algumas peças, me sinto estranha e cansada. Passeio um pouco mais e m*l percebo as horas passarem; já está na hora do almoço. Então, aproveito a gastronomia local, tão requintada e deliciosa, que faz meu estômago reclamar. Aproveito e entro em um dos restaurantes e, após me satisfazer com um almoço delicioso, me sinto cansada, mas ainda assim quero aproveitar um pouco mais, passeando pelas belas ruas. Aproveito para fazer um tour na fábrica da Lindt, aprender um pouco sobre o processo do chocolate e, claro, degustar um pouco do mesmo antes de voltar para o hotel, o que não demora muito, mesmo porque ando me sentindo enjoada e sonolenta. Assim que chego ao hotel com algumas sacolas de roupas, sou avisada pelo gerente de que um homem ligou buscando informações sobre mim. Sinto meu coração apertar e pergunto o nome. Meu coração pula uma batida quando sou informada de que é o assistente do Axel. Minha autopreservação me diz para fechar a conta e sair desse lugar imediatamente, e é exatamente o que faço. No entanto, o gerente me informa que não comunicou a minha presença no hotel e, na verdade, não está autorizado a dar informações sobre seus hóspedes. Mesmo assim, tratando-se de Axel, faço questão de sair daqui; não quero ser encontrada por aquele que tanta dor me causou. Deixo avisado que estarei indo fazer as malas e, assim que terminar, virei acertar a conta. Em seguida, vou para o meu quarto me preparar para sair. Penso por alguns momentos no que devo fazer, quais medidas devo tomar para que Axel não me encontre com tanta facilidade. Então, decido pedir que a minha amiga Sophie faça uma reserva em um bom hotel ou alugue algum lugar para mim em Zermatt. Acredito que ele não buscará pelo nome da minha amiga. Com essa ideia em mente, pego meu telefone. Assim que o ligo, vejo várias chamadas do Axel, do meu sogro e dos meus pais. Respiro fundo e faço a ligação que preciso, e a mesma é conectada em minutos. — Heather, minha amiga, onde você está que não consigo falar com você há uma semana? — A pergunta vem antes de qualquer palavra minha, ou nem ao menos Sophie pergunta como estou, mas, conhecendo bem a minha amiga, eu não esperava outra coisa da parte dela a não ser isso, rsrs. — Oi, Sophie, como você está? — Pergunto, tentando um jeito de entrar no assunto sem chamar muito a sua atenção. — Estou bem, amiga. Desde que tentei falar com você e não consegui, ousei ligar para a sua mãe e ela me disse que você havia viajado, amiga, mas poxa, você não me falou nada. Eu poderia ter ido viajar com você… — Fala ansiosa ao telefone e eu apenas suspiro, esperando a crise de menina mimada passar, rsrs. — Amiga, eu estou bem, ok, mas precisava sair de Nova York rápido, por isso não avisei. Agora estou precisando urgentemente de sua ajuda. — Falo rápido, sem deixar espaço para ser interrompida; sei que, falando assim, ela vai ativar o seu modo amiga protetora. — Estou aqui, Heather. O que você precisa? — Estou na Suíça. Preciso que você faça uma reserva em seu nome em algum hotel, de preferência em Zermatt, ou… — Espera, você disse Zermatt? — Sim, por quê? — Meus pais têm um chalé nesta cidade. Há uns dois anos, você pode ficar nele. Está no nome dos meus pais, ou seja, não é fácil descobrir onde você vai estar. Já sei que está tentando se esconder de alguém, se não me engano, do seu insuportável marido. Estou certa? — Amiga, você é única. E sim, eu me separei, e ele, de alguma forma, já me encontrou aqui. Por isso, preciso sair do hotel em que estou o mais rápido possível, entende? Ele não pode me encontrar… — falo com um pico de ansiedade. — Me dá uns minutos. Vou falar com meus pais, e você com certeza pode ficar o tempo que precisar no chalé, ok? Alguns minutos depois, Sophie me dá a melhor notícia que eu poderia esperar, e eu consigo respirar fundo. — Obrigada, amiga! Eu sabia que poderia contar com você! — falo realmente agradecida por esta ajuda e sou surpreendida com um sorriso bastante presunçoso e, claro, com as suas palavras. — Como sei que você está se escondendo do estorvo do Axel, irei te encontrar aí, mas esconderei meus rastros para que ele não me siga, ok? — Sophie, você não existe… — Claro que existo, Heather, e o melhor é que sou a sua amiga… Ficamos conversando mais um pouco e, finalmente, após estar com o endereço em mãos, desligo o telefone, pego minha mala, pago a conta e vou para o meu novo lar. Mesmo já estando à noite, é melhor ir agora do que correr o risco de ser encontrada por ele. Logo após a conta paga, caminho em direção ao táxi chamado pelo hotel, dou o endereço e, depois de mais um tempo nessa pequena viagem, o carro para em frente a um chalé lindo ao pé dos Alpes, coberto de flores. Ainda sentindo o gelo na ponta dos dedos, saio do carro e, com a minha pequena mala em mãos, caminho em passos lentos para o pequeno ambiente que será meu lar pelos próximos dias, meses ou, quem sabe, por quanto tempo conseguirei ficar aqui… Após o táxi ir embora, digito a senha da porta e, assim que a mesma se abre, entro em passos lentos. Deixo a mala no meio da sala e caminho até a janela. Olho por alguns minutos as luzes acesas do local, a beleza que se estende na vasta área dos chalés e, mesmo no escuro da noite, ainda consigo ver um pouco da neve e das belas geleiras que se estendem até onde o meu olhar alcança. Após alguns minutos, caminho até o quarto e, logo após deixar a minha mala ao lado do pequeno guarda-roupas, deixo tudo organizado para o momento em que decidir descansar. Caminho por dentro do chalé e vejo que vou precisar abastecer o local amanhã. Vejo a adega, pego um vinho, pego uma taça e sento-me próximo à janela. Com uma taça de vinho na mão, aprecio o aroma e provo o vinho seco que desce quente em minha garganta, enquanto o sabor permanece nos meus lábios. Aprecio a bebida sentada em uma das poltronas de frente para a grande janela de vidro, usando apenas um moletom e um par de meias, mesmo porque estou exausta, e quando finalmente sinto o sono querendo me dominar, caminho até o quarto e me entrego ao meu descanso, deixando as minhas preocupações de lado. Amanhã é outro dia, e como a minha doce amiga Sophie disse, aqui não vai ser nada fácil para o senhor Axel Miller me encontrar. Aos poucos, o efeito do álcool começa a me dominar e, finalmente, deitada em uma cama aquecida, me entrego ao sono.
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