POV Camila
" A noite foi feita para se entregar a desejos ocultos, em tão pouco tempo você mexeu com a minha cabeça e com os meus desejos mais secretos, é tão difícil resistir..."
Naquele carro eu só pensava no que eu estava fazendo com a minha vida, que p***a eu estava fazendo? Eu não sabia, eu só sabia que tinha vestido as roupas que o Antony tinha escolhido para mim, tinha colocado o colar como ele tinha pedido e estava com os cabelos soltos como ele queria que eu estivesse.
Já a Norma estava com um sorriso no rosto o caminho inteiro e falou que eu não devia beber, até tinha pedido pros seguranças tirarem as bebidas da nossa limusine, ela disse que era proibido beber antes das festas ou sessões, além disso estávamos sem armas também, Norma disso que era proibido em qualquer festa, isso me deixava mais confusa ainda, eles pareciam pensar em tudo.
O endereço que a Norma tinha dado para o motorista estava levando a gente praticamente para fora da cidade, quando finalmente chegamos em uma rua que tinha poucas casas chegamos em uma mansão grande com um grande portão de ferro, o motorista mostrou um convite para o segurança que deixou a gente entrar, passamos pelo jardim até chegarmos na frente da casa enorme branca.
Um dos seguranças saiu do banco do passageiro e ajudou a gente sair do carro, tinha seguranças na porta de terno também, um dos nossos seguranças era o Emmett ele sempre foi muito discreto com tudo, seus olhos eram pretos, cabelos pretos, pele clara e seus músculos se destacavam abaixo do terno.
- Devo espera como das outras vezes senhorita Rodrigues? - ele perguntou olhando pra Norma.
- Vou dormir na casa da Daiane hoje, então quando a Camila chamar podem ir - Norma disse pro Emmett que assentiu entrando na limusine novamente e saíram para estacionar, eles pareciam conhecer bem o lugar.
Olhei pra Norma que me olhava com um sorriso e depois ficou um pouco mais séria.
- Se não se sentir confortável, se quiser sair e ir embora faça isso quando bem quiser, tenha na sua cabeça que todos que estão aqui é porque querem, eu estou aqui porque quero, você está aqui porque quer - ela disse séria me olhando - Tudo que você ver aqui hoje quando passar por essa porta é com consentimento, as pessoas envolvidas querem estar nessa posição - completou ainda séria.
- Ok - falei engolindo em seco, minha prima sorriu de lado.
- Vamos nos divertir - ela disse piscando para mim e caminhou até a porta que foi aberta por um dos seguranças.
Eu senti meu coração acelerado mas segui a Norma rumo ao desconhecido, quando eu passei pela porta eu levei a principio um choque de realidade sabendo onde eu estava no mesmo momento, a sala era enorme tinha uma coloração vermelha e roxa no ambiente, a música no fundo era eletrônica mas não muito alta, no meio da sala tinha um pequeno palco onde a primeira coisa que eu vi foi uma mulher presa em duas cordas que estavam presas no teto, ela não estava nua, ela estava vestida parecida comigo e com a Norma, seu vestido era roxo bem curto, a mulher estava com uma mordaça na boca vermelha, ela era baixa, tinha cabelos loiros nos ombros.
A mulher apenas estava ali presa, tinha um homem alto, de cabelos pretos e pele clara perto dela conversando de forma natural com outra mulher, eu não sabia porque ela estava ali daquele jeito mas estava, tinha varias pessoas sentadas conversando, reparei em um rapaz moreno, vestido apenas com um short preto, descalço, suas mãos estavam amarradas com uma corda para trás, ele estava sentado no chão ao lado de uma mulher loira que estava vestida com uma roupa de couro azul escuro, ele estava com a cabeça deitada no colo dela como um cachorrinho e ela fazia carinho as vezes na cabeça dele, notei outras submissas da mesma forma.
Eu olhei tudo de forma rápida e estava me perdendo em alguns detalhes até eu me surpreender quando eu vi a Norma parar de andar e abaixar a cabeça ao meu lado, já eu levantei a cabeça para ver porque ela tinha feito aquilo, me deparei com uma mulher alta, seus cabelos loiros iam até seus ombro, sua pele era morena, ela estava olhando pra Norma com um sorriso no rosto, seus olhos castanhos estavam brilhando ao ver minha prima.
Tirei meu olhar da loira para me deparar com um lindo homem de olhos verdes, quando meus olhos se encontraram com os dele eu senti meu coração disparar no mesmo momento, seus olhos me fintavam como se pudessem me penetrar, ele tinha uma pele branca como a neve, cabelos curtos pretos penteados com gel para trás, sua roupa era de couro preta como de todos os dominadores no lugar, seu corpo era másculo com músculos, braços fortes, sua barba era bem feita no rosto, reparei que ele tinha algumas tatuagens nos seus braços fortes, ele era realmente muito bonito.
Minha boca ficou seca na hora, o homem não parava de me olhar, seu olhar desceu pelo meu corpo e de alguma forma meu corpo foi esquentando por onde seu olhar passava deixando um rastro de fogo, quando seu olhar voltou para os meus olhos ele sorriu torto e era um sorriso lindo, eu não conseguia me mexer de jeito nenhum. Eu só sentia o frio no meu estômago e um fogo diferente, seu olhar me deixou paralisada.
- Pode falar minha submissa - disse Daiana falando com a Norma que levantou a cabeça na mesma hora com um sorriso, Daiana tinha dado permissão pra minha prima falar, aquilo ainda era muito doido pra mim.
- Senhora essa é minha prima Camila, Camila essa é minha senhora Daiana e sue primo Antony - disse Norma nos apresentando.
Para minha surpresa Daiane pegou na minha mão beijando de leve.
- É um prazer receber você na minha festa Camila - disse Daiane pra mim, eu tinha que encontrar minha voz.
- O prazer é meu - falei pra ela que sorriu de lado.
Na sequencia Antony tomou a frente da Dinah ficando na minha frente, ele sorriu de lado e pegou na minha mão com delicadeza dando um pequeno beijo e naquele momento onde sua boca tocou eu senti uma quentura diferente, foi bom.
- Boa noite Camila - Antony disse com um sorriso, sua voz era linda, potente e me atingiu de um jeito diferente - Vejo que ficou linda no vestido que escolhi, não podia ser diferente - ele disse soltando minha mão com delicadeza.
- Boa noite Antony - falei tentando não demonstrar o quanto eu estava abalada pela sua presença - O vestido é lindo, obrigada - falei pra ele que sorriu torto novamente.
Olhei para o lado para ver a Daiana colocar uma pequena corrente na coleira da Norma, na sequencia puxou ela para o seu corpo através da corrente e beijou sua boca sem ligar para ninguém ao redor, desviei o olhar aquilo era intimo demais, ao olhar para frente eu vi o Antony me olhando parecia que ele não tinha desviado o olhar de mim em nenhum segundo naquela noite, ele estendeu o braço para mim como um convite, eu não queria me meter no que quer que a Norma fosse fazer com a namorada dela que tinha acabado de acorrentar sua coleira, então eu só tinha duas escolhas: correr ou aceitar o braço do Antony.
Ele ainda me olhava esperando minha reação, vamos lá Camila se você entrou nisso descubra se é isso que faltava na sua vida, então peguei no braço do Antony que sorriu, começamos a andar entre as pessoas, algumas olhavam pra gente, outras estavam perdidas nas suas conversas, até que o Antony me levou para uma mesa reservada no fundo onde dava para ver tudo, a gente se sentou com ele ao meu lado.
Eu não sabia o que falar e ele percebeu isso, na mesa tinha uma jará de suco, ele colocou em um copo pra gente, além disso tinha algumas coisas pra comer.
- Aqui não temos bebida alcoólica - ele disse me passando o copo.
- Por quê? - perguntei, ele sorriu de lado.
- É proibido que qualquer Domme ou Dom toque nas suas submissas ou submissos com qualquer tipo de entorpecente no corpo para que acidentes não aconteçam, isso vale para os submissos também, todos precisam estar cientes do que está acontecendo, drogas e bebidas tiram a percepção e julgamento - ele disse sério.
Tomei um gole do suco minha boca tava seca, olhei novamente pra mulher que ainda estava amarrada no mesmo lugar no palco.
- Ela está daquele jeito desde o momento em que eu cheguei - falei pro Antony que seguiu meu olhar e depois deu um sorriso.
- Alice é um pouco teimosa, Troy não é muito paciente então ela está de castigo que provavelmente vai durar a noite toda, Alice está ali para que todos saibam que ela foi uma garota má e desobedeceu seu Dom, é mais psicológico, nenhuma Sub quer desobedecer - disse Antony dando de ombros e tomou um gole do seu suco.
- Como funciona, tipo os castigos? - perguntei curiosa, Antony me olhou por um tempo.
- Depende de cada Domme ou Dom, os castigos variam do que cada um acha grave ou menos grave, isso envolve varias coisas, chicotadas, açoites, amarras, parte psicológica e outras coisas mas você não deve se atentar a isso agora, deve se atentar que tudo isso leva para um único lugar que é o prazer - falou me encarrando.
- Pensei que o principio de tudo fosse as chicotadas, dor e essas coisas - falei o que fez o Antony rir.
- Não minha inocente Camila, o objetivo de tudo isso é o prazer de todos os envolvidos. Os castigos são uma consequência da desobediência mas esse não é o objetivo das sessões, é claro que existem aqueles que gostam de sentir dor e buscam ser castigados, como eu disse vai de cada um, do que cada um sente e gosta - ele disse me olhando.
Fiquei em silêncio por um tempo, observei a Norma sentada no colo da Daiane que conversava com uma mulher que estava sorrindo, seus cabelos eram longos pretos, pele clara e olhos castanhos, ao lado dela sentada no chão estava uma menina de cabelos castanhos claros, pele clara, ela tinha uma mordaça na boca em formato de bola e a corrente do seu pescoço estava ligada a corrente nas suas mãos que estavam algemadas, ela estava com a cabeça deitada no colo da mulher que fazia carinho nela.
- Veronica e Luciana, elas trabalham pra minha família - disse Antony seguindo meu olhar - Elas tem uma conexão muito grande, elas são D/s, Domme e Submissa - ele disse.
Antony se aproximou mais de mim e para minha surpresa apontou pra outro casal, uma mulher estava de joelhos, com as mãos pata trás, ao lado de um homem alto, forte, de cabelos castanhos um pouco grandes, barba por fazer, olhos castanhos, ele estava vestido com uma roupa de couro preta, a mulher tinha cabelos castanhos bem claros quase loiros, olhos verdes, corpo magro, estava com um chicote na boca, ela tinha uma orelhinha de gatinho e um rabinho que eu tinha certeza que era um plug anal.
- Christian e Lexa, meu irmão e sua noiva, eles são S/m, ela é masoquista e ele sadista, Lexa sente prazer na dor e Christian sente prazer em dar essa dor pra ela, mas tudo dentro do limite da Lexa - Antony disse.
- E você é o que? - perguntei pra ele que sorriu e lado.
- Eu sou um Dom Camila, meus relacionamentos são D/s - ele disse sério agora.
Seus olhos pareciam ver através da minha alma, ele realmente era dominador, abaixei o olhar e tomei um gole longo do suco.
- b**m significa bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo. Tudo isso é uma pratica que exige respeito e consentimento de quem está envolvido nela e que requer conhecimento dela como um todo, é um mundo que pode confundir algumas pessoas que ficam vendo filmes pornôs lixos, ou filmes que não agregam em nada, muitos acham perversão mas estão perdendo uma parte maravilhosa da vida - disse Antony quebrando o silêncio que tinha entre a gente.
Olhei pra ele que sorriu de lado e ficou em pé estendendo seu braço como da outra vez para mim, de alguma forma eu não pensei duas vezes e peguei no seu braço me levantando, o que fez Antony da um suspiro de satisfação ao me ver fazer aquilo sem pensar como eu tinha feito na outra vez, aquilo demonstrava que eu já estava confiando mais nele mesmo que de forma inconsciente, e obedecer ele de uma forma tão rápida fez ele ficar satisfeito pelo seu suspiro.
Eu não perguntei pra onde ele estava me levando quando começamos a subir a escada até porque eu queria subir a escada, depois de tudo que eu estava vendo eu me sentia mais confortável sabendo que poderia correr daquele lugar quando eu quisesse, nada iria acontecer se eu não permitir, isso já estava claro para mim.
Seguimos por um corredor em silêncio, tinha algumas portas com nome, até eu ver uma que tinha o nome do Antony, então ele abriu entrando na frente e eu um pouco atrás, meu queixo caiu quando eu vi aquele lugar, ele era inteiramente vermelho, tinha uma enorme cama perto da parede, no teto algumas cordas, em uma mesa no canto uma variedade de brinquedos eróticos diferentes, óleos e na parede uma variedade de chicotes pendurados, além disso tinha um x enorme de madeira próximo a cama com algumas amarras, aquilo era pra prender alguém em pé com os braços para cima e pernas abertas.
Antony soltou meu braço e fechou a porta, eu sentia minhas pernas moles ao entrar naquele lugar, uma parte minha queria sair correndo mas a outra queria saber mais e mais sobre aquele mundo.
- 1 sempre dizer a verdade e ser sincera com tudo que você esta sentindo, pensando, isso vale para os subs e Doms, a verdade e confiança é a base de tudo, seja sempre clara com seus desejos e vontades - ele disse.
Antony foi até um dos chicotes pegando ele na mão e sorriu para mim, eu ainda estava parada no lugar sem conseguir me mexer.
- 2 palavras de segurança são muito importantes, essas palavras sãos escolhidas entre os envolvidos para garantir a segurança da sessão, as palavras são ditas pelo Subs ou Doms se alguma coisa não está agradando, se algo estiver desconfortável demais, se o castigo for mais do que o Sub consegue aguentar ou se o Dom estiver tão desconfortável com a situação que não consegue seguir com o castigo ou sessão, vale para os dois lados, as palavras devem ser respeitadas acima de qualquer coisa - Antony disse sério.
Engoli em seco.
- Mas qual palavra? - perguntei.
- Não usamos palavras como "não" "pare por favor" "não consigo" "não aguento mais" "você tá me machucando para" ou coisa do tipo, isso pode estimular ainda mais quem está dominando - ele disse sério me fazendo engolir em seco.
Saber que dizer aquelas palavras poderia incentivar mais ainda quem estava no domínio era um pouco assustador, normalmente ao dizer aquelas palavras as pessoas entendem que é pra parar, aqui é um incentivo. Por isso era um jogo perigoso para quem não sabe jogar, agora entendedo porque não tem bebida por aqui e essas coisas, tudo poderia sair do controle muito rápido e virar um grande desastre.
- Costumamos usar cores é mais simples, não tem como confundir isso com prazer. Eu costumo usar verde pra continuar, amarelo pra diminuir o ritmo ou mudar o que está acontecendo naquele momento, vermelho pra parar de uma vez a sessão se não estiver mais em condições de continuar e preto para acabar a relação D/s - ele disse ainda sério.
Ficamos em silêncio por um tempo, Antony ficou de costas colocando o chicote no lugar e voltou a me olhar.
- 3 confiança, para praticar o b**m é indispensável a confiança na outra pessoa, é preciso escolher alguém que você possa confiar e que você se sinta á vontade de forma completa - ele disse me encarrando.
Eu ainda estava parada no lugar como uma i****a.
- Faça as perguntas que quiser - ele disse me encarrando.
Eu tinha várias mas até agora ele estava falando de uma forma geral, eram regras que parecia que todos tinham que seguir, eu queria saber quis eram as regras dele.
- E quais são suas regras Antony? - perguntei.
Antony pareceu surpreso com a minha pergunta mas sorriu no final, ele se aproximou de mim devagar, parecia que ele queria me testar mas eu não me movi nenhum centímetro, ele ficou cara a cara comigo, ele era mais alto e seu tamanho praticamente me cobria inteira, ele realmente era forte e intimidador.
- Quer saber minhas regras por quê? - me perguntou.
Acabei revirando os olhos pra ele que fechou a cara no mesmo momento para mim, de relance eu vi suas mãos se fecharem em punho, aquilo fez meu coração acelerar.
- Se fosse minha submissa depois dessa virada de olhos eu iria te colocar de quatro, encher sua b***a de tapas até ela ficar vermelha e você me pedir desculpas - ele disse entre dentes, Antony realmente parecia irritado.
Eu acabei estremecendo na mesma hora e para minha surpresa eu imaginei isso também, meu corpo ficou quente, Antony pareceu perceber isso porque seu sorriso logo apareceu no seu rosto.
- Gostou não foi? - perguntou engoli em seco sentindo meu rosto ficar vermelho.
Ele sorriu de lado constatando que meu corpo tinha reagido bem as suas palavras.
- Eu sabia que iria ser uma perfeita submissa assim que vi sua foto, eu não sabia porque tinha me chamado tanto atenção mas nessa noite eu estou vendo o motivo - ele disse.
Antony devagar tocou meu rosto fazendo um carinho doce, quase não tocando na minha pele, o que me fez fechar os olhos, sua mão era tão quente apesar de grande e máscula tinha alguma macies ali, meu corpo era um traidor.
- Diga, quer saber minhas regras por quê? - ele me perguntou sério, abri meus olhos para encontrar os verdes dele que me olhavam com intensidade eles estavam ficando mais escuros.
- Quero conhecer mais o Dom que está me mostrando esse mundo - falei baixo, ele sorriu de lado.
- Tem interesse nele? - perguntou novamente.
- Talvez - falei baixo, ele balançou a cabeça e lembrei na hora sobre as regras de ser sempre clara - Tenho muito interesse - falei na sequencia a verdade, não dava pra negar.
Observei um sorriso de aprovação surgir nos lábios do Antony.
- Você aprende rápido - ele disse, suspirando tocando meu rosto de leve novamente.
Eu podia sentir seu hálito de menta no meu rosto e era tão gostoso, meu coração estava disparado.
- Minhas regras: primeiro seus limites, é essencial que me diga até onde posso ir, ou você pode mostrar para mim, sempre sendo clara sobre tudo, se eu tiver te proibido de falar diga as palavras de segurança, não tenho a intenção de te machucar, essas informações sobre você vão me ajudar saber quando devo parar ou continuar - ele disse encarrando meus olhos.
Antony estava falando de mim, ele não estava usando outro termo, era como se estivesse falando para sua submissa e eu não era.
- As sessões iram acontecer quando eu quiser, minha submissa deve sempre estar pronta para mim, se não puder comparecer que seja apenas se for algo urgente que não possa ser adiado. Meu gosto é por alguém que me obedece acima de tudo, menos acima do seu limite é claro. Tudo que é dito em uma sessão não reflete para vida real. No momento que eu te castigar vai ser porque merece - ele disse.
O final me fez estremecer o que fez o Antony dar um pequeno sorriso.
- Seu limite é soberano até nos castigos, assim como seu consentimento. Vou testar você nas primeiras vezes, eu preciso saber até onde posso ir e o quanto você aguenta, essa é uma parte complicada de toda a relação, isso implica a parte física e psicológica. E como eu disse, nada do que for dito em uma cena, sessão ou castigo reflete a vida real - ele disse.
Cada palavra que saia sobre castigo me fazia prender a respiração, eu não tinha controle sobre minha língua e ainda agora eu vi que nem revirar os olhos eu poderia fazer mas é claro, tudo isso apenas se eu fosse a submissa do Antony, coisa que eu não era, eu tinha que por isso na minha cabeça.
- Em público jamais deve me chamar como me chama durante as cenas e sessões, há não ser que seja em uma das nossas festas, mas não me chamar como me deve em público não diminui o respeito que deve se dirigir a mim, isso pode acarretar em castigos - ele disse sorrindo de lado.
Novamente engoli em seco, ele tocou meu rosto ficando próximo aos meus lábios, eu sentia borboletas no meu estomago, seus olhos estavam fixos na minha boca e eu não conseguia me mover.
- E por último por enquanto mas não menos importante, você só pode gozar com a minha permissão - ele disse pertinho dos meus lábios.
Aquelas palavras me fizeram gemer de forma involuntária e um fogo se espalhar pelo meu corpo, Antony percebeu isso, ele lia meu corpo como nunca ninguém tinha feito, ele só me conhecia tem poucas horas.
- O que quer Camila?- perguntou segurando minha cintura e para minha surpresa grudou nossos corpos, ele era forte, eu estava mole nas suas mãos grandes que seguravam minha cintura com possessividade - Seja clara e diga a verdade, sempre a verdade - ele disse encarrando meus olhos.
Eu não podia mentir, eu queria ele.
- Eu quero você - falei baixo, ele sorriu mas balançou a cabeça em um não, olhei pra ele confusa.
- O que você quer Camila? - perguntou novamente de forma firme me apertando mais no seu corpo musculoso e quente.
Eu não queria o Antony, eu queria a senhor Antony, eu queria o Dom e ele sabia disso tanto que segurou de forma firme meus cabelos pela minha nuca encarrando minha boca, naquele momento eu fui pra merda, eu já tinha entrado naquilo e iria me deixar levar pelo jogo.
- E-eu quero o senhor - falei baixinho.
Antony suspirou novamente e na sequencia senti seus lábios nos meus, no começo de leve para logo depois ele aprofundar o beijo enfiando a língua na minha boca em um beijo lento e maravilhoso, segurei seus cabelos bagunçando eles que estavam penteados perfeitamente e gemi quando sua língua tocou a minha, seu aperto no meu corpo era tão gostoso, eu sentia meu coração disparado como nunca senti antes, parecia que todas as borboletas estavam no meu estomago naquele momento, naquela noite eu sabia que não tinha mais volta e nada do que fosse comum iria me atrair depois de descobrir aquele novo mundo.
A noite foi feita para se entregar a desejos ocultos, em tão pouco tempo você mexeu com a minha cabeça e com os meus desejos mais secretos, é tão difícil resistir...