12. Sara Huston

1067 Words
Peguei um livro na biblioteca, sentei no sofá e comecei a ler. Kaio passou por mim, apenas de cueca box, mostrando seu tanquinho perfeito. Desviei o olhar dele, voltando a dar atenção ao meu livro. Alguns segundos haviam se passado. Soraia veio ao meu encontro, anunciando que o almoço já estava pronto. — Obrigada, Soraia. — agradeci. — A senhora, pode chamar o patrão? — Soraia pergunta, bem que eu queria dizer que não. Mas eu não tive para onde correr. A coitada estava cheia de coisas para terminar de fazer. — Tudo bem, Soraia, vou chamar Kaio, e já vamos. — ela saiu, e eu fui ao encontro de Kaio que estava na piscina. Observei ele de longe, nadando perfeitamente. Parecia bem concentrado. Caminhei até ele, e sem olhá-lo, falei que o almoço já estava pronto. Kaio parou, nadou até a borda, e me pediu para eu pegar a toalha, e eu fiz. Fui pega de surpresa quando ele me puxou para dentro da piscina, com roupa e tudo, e para piorar, eu estava sem sutiã, vestida em uma roupa que, se molhada, transparecia tudo. — Kaio. — reclamei nadando até a borda. Porém Kaio me prendeu entre seus braços, me impedindo de sair de dentro da piscina. Seus lábios estavam entreabertos, próximos aos meus lábios. Perto demais, eu diria. Aqueles olhos tão cheios de desejo e luxúria deram atenção ao meu vestido, que marcava perfeitamente o bico rígido dos meus s***s. Corei no mesmo instante. — Sara, minha sara. — disse tocando meus lábios com os seus em um beijo quente e sutil. — Kaio, vamos logo, o almoço vai esfriar. — limpei a garganta. — Claro. — mostrou-me um sorriso calmo. Kaio afastou-se de mim, e por breves segundos achei estranho, meu corpo sentiu falta do dele. Ele saiu da piscina, e me ajudou a sair também. — Vamos. — convidou-me entregando uma toalha. Entramos para dentro de casa, subimos as escadas até o quarto. Ele foi para o dele, e eu para o meu. Tomei um banho rápido, e depois desci para almoçar, Kaio chegou logo depois vestido em uma calça moletom e uma camiseta simples. Seus músculos perfeitos estavam à mostra. — Gosta de admirar meu corpo? — Kaio perguntou prestando atenção no prato à sua frente. — Não estou admirando nada, não se ache tanto. — falei vendo Soraia nos servir. — A propósito Soraia, amanhã você terá ajuda em casa. A agência de empregos contratou uma moça bem alegre e cheia de vida para ajudar você. — disse Kaio a Soraia. — Uma moça nova? — perguntei. — Sim! — Kaio confirmou, olhando-me de relance. — Soraia, você pode dividir todas as tarefas com a nova serviçal. Como, por exemplo, o meu quarto? Ela pode arrumar. Senti uma ponta de ciúmes ao ouvir aquilo. Como assim, arrumar o quarto dele? Uma serviçal particular? Não creio. Terminei toda minha comida, e cada pedaço que eu engolia parecia estar rasgando minha garganta. O silêncio se instalou naquele ambiente. Eu terminei e levei a louça até a pia, em seguida prossegui para meu quarto, deixei Kaio para trás. Passei o dia todo em um tédio imenso, e além de tudo, fiquei pensando na nova serviçal que viria para trabalhar. Ninguém nunca havia chamado a atenção de Kaio, e essa empregada chamou? Me levantei da cama, coloquei um biquíni e fui nadar um pouco. Aproveitei que Kaio não estava à vista. Entrei na piscina, e fiquei ali dentro da água, para refrescar um pouco. Terminando, retornei para o quarto. Naquele mesmo dia, jantamos, na companhia um do outro. — Se divertiu hoje à tarde? — Kaio puxou assunto. — Não muito, eu apenas tomei um banho na piscina. — Sim... — disse Kaio me analisando. — Quando vou poder sair daqui, Kaio? Quero voltar a trabalhar, não pode simplesmente me obrigar a deixar minha vida que eu tinha. — Não estou obrigando você a sair de sua vida, só quero que veja que nós dois nos amamos muito, Sara. — olha, dependendo do seu progresso comigo, eu vou tirar você dessa casa e te levar para conhecer vários lugares, minha vida. Mas enquanto não me amar, você não sai daqui, nem para ir ali no portão. — Está me mantendo como prisioneira, Kaio. Como quer que eu ame você, me forçando a isso? — Não estou obrigando você a nada, já te disse, Sara. Não encha minha paciência. Eu sofro por amar você, e você nem aí pra mim, só lembrando do maldito falecido que eu despachei pro inferno. — O que? — perguntei com o coração batendo forte no peito. Não poderia estar ouvindo isso. — Desculpas, Sara, eu não deveria ter dito isso. — Kaio levantou-se de seu lugar, e tentou passar por mim, mas eu o impedi. — Foi isso que eu ouvi, Kaio? Foi você que matou Vinícius? Não acredito no que eu ouvi. — falei, ele apenas me escutava com tristeza no olhar. — Sabe quantas vezes eu sofri? Por ter perdido aquele homem que eu amei, que acordava todos os dias ao meu lado. O homem que eu tanto sonhei em ter ao meu lado? — soquei o peitoral forte dele, as lágrimas vinham com tudo. — E eu, Sara? Só o seu sofrimento que conta aqui? Você é humana e eu sou uma máquina? Eu também sofri muito por você, não tem ideia do quanto. Não poderia ficar aqui de braços cruzados, enquanto você casava com aquele... — faz pausa. — Não o xingue na minha frente! Eu te proíbo. — falei. — O que mais me dói, é saber que você, Kaio, foi o culpado de toda a minha dor, e de ter causado o aborto do meu filho. — chorei. Kaio passou as mãos em meu rosto, seus olhos se encheram de lágrimas quando mencionei o meu filho que perdi. — Sinto muito, eu jamais queria ter te causado essa grande dor. — falou querendo me abraçar, e eu me afastei. — Eu te odeio, Kaio, se você queria que eu te amasse, então aí está meu amor por você. Sai dali, e subi para o meu quarto, me joguei sobre a cama e chorei tudo que tinha pra chorar. Nunca imaginei que Kaio, aquele garoto com quem convivi, que tinha o meu respeito, pudesse ser o assassino do meu Vinícius e do meu filho.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD