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555 Words
P.O.V MANUELA: O dia da festa chegou e eu e Bea falamos para minha mãe que iríamos dormir na casa de outra amiga nossa. Coloquei um vestido preto colado de alcinha, um tênis branco e argolas médias na minha orelha, por fim fiz uma maquiagem simples. Arrumei o meu cabelo da melhor forma e passei perfume. Mandei a localização pro celular do Ranzinza, quer dizer Henrique, ele viria me buscar e passaríamos na Bea. Graças a Deus minha mãe está de plantão. Ele chegou e eu saí trancando a casa. - obrigada por vir_dei um sorriso e ele deu um sorriso rápido - não me meta em confusão_ele pede e eu dou risada Fui indicando o endereço e Bea já estava esperando na calçada. Ela entrou e nós duas fomos conversando até a festa. (...) Assim que chegamos o Henrique desceu do carro também e só então notei que ele estava arrumado. - vai ficar na festa também?_perguntei - combinei com Fábio aqui! - entendi! Entregamos o bilhete e entramos rindo do tropeço da Bea, avistamos Fábio e eu acenei de longe. No bar eu pedi uma smirnoff e fomos dançar. Um garoto chegou dançando já connosco e eu sorri achando graça. - qual o nome de vocês?_ele perguntou gritando - Manuela_eu disse no mesmo tom e ouvi Bea respondê-lo também Depois de um tempo ele me chamou para ir ao Bar enquanto Bea conversava com um cara já. Eu posso até ser maluca, mas a s****a é a Bea. O garoto foi se aproximando, mas eu realmente não estava no clima para beijá-lo - hã... O que quer beber?_eu desviei antes que ele me beijasse - nada. Eu quero te beijar gata_ele disse e eu senti uma repulsa - amor eu quero que conheça o..?_eu disse abraçando Henrique que apareceu do lado na tentativa de fugir do garoto Eu não sei o nome do menino - você namora?_ele perguntou meio frustrado e Henrique me encarava não entendendo nada - sim. né amor?_perguntei dando uma cutucada no Henrique com cara de desespero As vezes fingir que namora um cara é mais prático do que dizer "não"para um cara, porque muitos não respeitam a resposta. É extremamente cansativo ter que mentir para ter um pouco de paz. - sim_ele disse e passa o braço pela minha cintura Sinto um choque no meu corpo e dou um sorriso para Henrique. - então ta bom_o garoto saiu e eu fiquei a agradecer o Henrique (...) Estava quase indo embora quando eu passei pelo corredor do banheiro e o garoto do início da festa me puxou para ele e começou a me agarrar. Tentei sair, mas não conseguia, consegui soltar um grito, mas ainda sim, não seria suficiente. Fábio chegou socando o garoto, eu até tentei puxá-lo, mas ele não parava e acabei levando uma cotovelada tão grande na boca que a mesma sangrou e eu afastei-me. Henrique e várias outras pessoas aproximaram-se e tentaram separar a briga. Mas somente o segurança conseguiu e saiu levando os dois para fora, Henrique me viu no cantinho cuspindo sangue. A verdade é que não aguento ver sangue, eu fico tonta, pálida e até mesmo desmaio. E era exatamente isto que eu estava a sentir no momento. Uma tonteira e nenhuma força para pedir ajuda. Ele me pegou antes que eu apagasse.
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