P.O.V MANUELA:
O dia da festa chegou e eu e Bea falamos para minha mãe que iríamos dormir na casa de outra amiga nossa.
Coloquei um vestido preto colado de alcinha, um tênis branco e argolas médias na minha orelha, por fim fiz uma maquiagem simples. Arrumei o meu cabelo da melhor forma e passei perfume.
Mandei a localização pro celular do Ranzinza, quer dizer Henrique, ele viria me buscar e passaríamos na Bea.
Graças a Deus minha mãe está de plantão.
Ele chegou e eu saí trancando a casa.
- obrigada por vir_dei um sorriso e ele deu um sorriso rápido
- não me meta em confusão_ele pede e eu dou risada
Fui indicando o endereço e Bea já estava esperando na calçada. Ela entrou e nós duas fomos conversando até a festa.
(...)
Assim que chegamos o Henrique desceu do carro também e só então notei que ele estava arrumado.
- vai ficar na festa também?_perguntei
- combinei com Fábio aqui!
- entendi!
Entregamos o bilhete e entramos rindo do tropeço da Bea, avistamos Fábio e eu acenei de longe. No bar eu pedi uma smirnoff e fomos dançar. Um garoto chegou dançando já connosco e eu sorri achando graça.
- qual o nome de vocês?_ele perguntou gritando
- Manuela_eu disse no mesmo tom e ouvi Bea respondê-lo também
Depois de um tempo ele me chamou para ir ao Bar enquanto Bea conversava com um cara já.
Eu posso até ser maluca, mas a s****a é a Bea.
O garoto foi se aproximando, mas eu realmente não estava no clima para beijá-lo
- hã... O que quer beber?_eu desviei antes que ele me beijasse
- nada. Eu quero te beijar gata_ele disse e eu senti uma repulsa
- amor eu quero que conheça o..?_eu disse abraçando Henrique que apareceu do lado na tentativa de fugir do garoto
Eu não sei o nome do menino
- você namora?_ele perguntou meio frustrado e Henrique me encarava não entendendo nada
- sim. né amor?_perguntei dando uma cutucada no Henrique com cara de desespero
As vezes fingir que namora um cara é mais prático do que dizer "não"para um cara, porque muitos não respeitam a resposta. É extremamente cansativo ter que mentir para ter um pouco de paz.
- sim_ele disse e passa o braço pela minha cintura
Sinto um choque no meu corpo e dou um sorriso para Henrique.
- então ta bom_o garoto saiu e eu fiquei a agradecer o Henrique
(...)
Estava quase indo embora quando eu passei pelo corredor do banheiro e o garoto do início da festa me puxou para ele e começou a me agarrar.
Tentei sair, mas não conseguia, consegui soltar um grito, mas ainda sim, não seria suficiente. Fábio chegou socando o garoto, eu até tentei puxá-lo, mas ele não parava e acabei levando uma cotovelada tão grande na boca que a mesma sangrou e eu afastei-me.
Henrique e várias outras pessoas aproximaram-se e tentaram separar a briga. Mas somente o segurança conseguiu e saiu levando os dois para fora, Henrique me viu no cantinho cuspindo sangue.
A verdade é que não aguento ver sangue, eu fico tonta, pálida e até mesmo desmaio. E era exatamente isto que eu estava a sentir no momento. Uma tonteira e nenhuma força para pedir ajuda. Ele me pegou antes que eu apagasse.