Quase três horas depois, estávamos no aeroporto de Estrasburgo, esperando. Elliott dormia com a cabecinha apoiada no meu ombro, enquanto Emmett se mantinha em silêncio, a alguns passos de distância, com as mãos escondidas nos bolsos da calça. Ele franzia a testa, mas eu percebia que estava desconfortável, e aquilo estava começando a me parecer estranho. Conhecia Emmett há anos, praticamente a vida toda, e sempre, mesmo quando era apenas uma criança de dez anos, ele era a pessoa mais confiante que eu conhecia. Sempre estava no controle de tudo ao seu redor, mas agora estava desconfiando até da própria sombra, e, apesar de tudo... não conseguia deixar de sentir pena dele. —Senhora Irina —cumprimentou Didier, o motorista da família, ao se aproximar de mim—, desculpe o atraso... tive um pro

