O COMEÇO DE TUDO

1717 Words
Lizzy Antes do incêndio. Eu estava me sentindo inquieta hoje, mas talvez fosse porque eu estava secando o meu vizinho excessivamente bonito e fui pega em flagrante. Eu estava apreciando o belo espécime masculino da janela do meu quarto quando acabei me perdendo em sonhos onde ele se declarava para mim e prometia amor eterno. Claro que isso era quase pedir em alto e bom som para ser descoberta espiando meu vizinho gostoso se trocando. Eu tive a sorte de ter o meu quarto bem em frente ao dele. Acho que ele era um pouco mais velho ou algo assim e cursava medicina, mas eu não sei bem se é isso mesmo que ele faz, eu nunca cheguei a perguntar, já que eu não o conheço de maneira alguma, ele se mudou a apenas algumas semanas e não tive a oportunidade de me aproximar e me apresentar ainda. Eu estava quase babando em meu próprio braço e tinha o desejo incontrolável de descer as escadas, atravessar o gramado e bater em sua porta só para ter a chance de que ele talvez atenda de toalha. Eu poderia dizer que precisava de um pouco de açúcar. Oh, como seria maravilhoso, se eu tivesse coragem de fazer isso. Infelizmente eu sou uma covarde que fica apenas espreitando nas janelas enquanto o vizinho se troca. Nos meus excessivos devaneios, não percebi que ele agora estava na janela e ainda com a camisa na mão, segurava no parapeito e me observava atentamente com um pequeno sorriso enfeitando seus lábios. Acho que do ponto de vista dele, eu parecia uma maníaca tarada ou coisa assim, talvez ligeiramente débil também, já que eu tenho certeza que há baba escorrendo pelo meu queixo. Assim que percebi que estava eu agora sendo atentamente observada, dei um gritinho e corri para longe da janela, me jogando na cama e caindo do outro lado no processo. Ouvi sua risada ao longe e até isso me fez sentir coisas. O homem tinha um apelo s****l insano. Nem me atrevi a me mexer da posição que eu estava atrás da minha própria cama, no chão do meu quarto, morta de humilhação, obrigado. Fiquei ali com as mãos no rosto me recriminando mentalmente por fazer esse tipo de coisa e pela minha tendência ridícula de ficar divagando quando eu preciso manter a atenção. Metade do meu corpo queimava de vergonha e minha barriga estava estranha, talvez fosse o sentimento de humilhação fazendo isso comigo. Me estico no tapete e fico lembrando a primeira vez que eu o vi, foi assim que ele chegou aqui, era hallowen e eu tinha saído com minha irmã Lara e seu odioso noivo, Jason e algumas amigas para um bar perto de casa, estávamos quase bêbadas e eu estava procurando atentamente um cara para fazer a minha jogada, era terrível ver suas amigas e irmã com caras e você sozinha. Já era hora de encontrar alguém. Eu estava bem o suficiente aquela noite, caprichei na fantasia de rainha de copas. Meu espesso cabelo castanho caindo em cascata pelos meus ombros e a maquiagem a caráter, dois corações, o batom, eu quis preto, para não pesar demais no vermelho. Corpete vermelho e preto bem apertado com laços em lugares estratégicos, saia volumosa e curta, meias sete oitavos pretas e cinta liga e por último sapatos de salto agulha pretos. Eu parecia bem e sabia disso pelos olhares que recebi quando cheguei, mesmo que ninguém tenha se aproximado, o que me deixou de certa forma, chateada. Escaneei o lugar e vi um cara lindo. Parecia um pouco mais velho que eu, estava no bar e parecia estar sozinho bebendo tequila enquanto olhava ao redor do lugar. Seus olhos de um castanho profundo, que na luz do lugar pareciam pretos de tão profundos, a barba por fazer crescendo e o cabelo despenteado como se ele tivesse acabado de sair de um quente momento com alguém. Eu queria ter um momento quente com ele. Decidi que aquele seria o cara e que eu estava indo buscá-lo, antes que alguma outra garota chegasse na minha frente, um espécime como aquele não ia ter que esperar muito por companhia. Larguei minha bebida na mesa e ignorei os olhares das minhas amigas e da minha irmã e fui em direção ao homem em questão. Ele viu minha aproximação e levantou uma sobrancelha em desafio, como se esperasse que eu desviasse do meu caminho até ele. Infelizmente, eu estava mais bêbada do que julgava e acabei tropeçando nos saltos que eu mesma usava, o lugar estava cheio e eu não consegui me equilibrar e acabei caindo de cara no chão. Assim que o meu corpo bateu no chão, o lugar inteiro ficou em silêncio e todos pareciam focar sua atenção em mim, felizmente ou não, não é a primeira vez que isso me acontece, então eu já sabia que todos me olhariam com as mais variadas expressões. Sabendo disso, assim que eu fui caindo, me preparei para o impacto e já fui simulando que desmaiei. Quando as pessoas não viram nenhum movimento meu sequer e o corpo jogado no chão inerte, pensaram que eu tinha realmente desmaiado e começaram a me mover para outro lugar. Eu não contava que o gostosão misterioso ajudaria também. E mais uma vez eu teria que usar as minhas habilidades para me livrar de mais essa vergonha. Me senti sendo depositada em cima de alguma superfície fria. O balanço de quando fui carregada até ali estava cobrando o seu preço, somado à vergonha monumental que me deixava já levemente enjoada, eu estava seriamente nauseada agora e se eu não fizesse algo logo, acabaria vomitando. – Afastem-se. Eu sou médico e posso checar a moça. – diz uma voz. Eu não sei quem é esse cara, mas a voz é sexy. Continuei de olhos fechados, sustentando a farsa mais um pouco, mas meu estômago estava embrulhando tanto que não aguentei e me sentei rapidamente enquanto uma quantidade de vômito que eu julguei absurda saia de mim. Como eu bebi tudo isso e não percebi? Nem percebi que tinha alguém perto de mim até o momento em que eu levantei a cabeça e dei de cara com o gostosão na minha frente, coberto com o meu vômito, me observando como se quisesse me sacudir. Oh, m***a. Ele é o médico. Alguém me mate agora, p***a. Abri minha boca e fechei sem saber o que dizer. Qual a chance de ele querer qualquer coisa comigo agora que está coberto com o meu vômito? Nenhuma. Eu nem sei o nome dele, não tem como termos esse nível de i********e ainda, ou qualquer nível de qualquer coisa. – Me desculpe. – digo um pouco rouca. – Certo. Vá para casa, você precisa de um banho, e eu também. – diz. – Tudo bem. Vamos tomar um banho, eu e você. – digo com um sorrisinho. Ouço a risada da minha irmã em algum lugar por perto e percebo o que eu acabei de dizer, eu basicamente convidei o cara para tomar um banho comigo depois de atingi-lo com toda a bebida que eu ingeri ao longo da noite. Maravilhoso, Lizzy. O cara me observa cuidadosamente e parece ponderar algo. – Vamos deixar isso para outro momento, quem sabe quando estivermos sujos de outros fluidos. – diz tranquilamente. Outra vez o sorrisinho sacana aparece no meu rosto. – Oh, eu vou cobrar isso. – aviso. Ele ri. – Ela está bem, provavelmente foi só uma queda de pressão momentânea. De qualquer forma, leve-a para casa e cuide dela. – diz para Lara. – Porque você não me leva para casa? – faço biquinho. Ele apenas ri e vai embora sem dizer mais nada. – Meu Deus, você é desavergonhada até em uma situação dessas. Você nem sabe quem ele é e faz isso. Ele pode ser nosso vizinho e você pode se encontrar com ele amanhã. Onde você enfiaria a sua cara se isso acontecesse? – questiona enquanto se aproxima. – Ele não é nosso vizinho. É só um cara gostoso que eu vou pegar se o vir outra vez. – descarto seu comentário com um movimento de mão. Ela apenas balança a cabeça e me ajuda a sair dali, mas não sem antes comentar sobre o cheiro nada atraente que eu exalo agora. O que posso fazer? Quase tenho uma briga com Jason, o odioso. Eu não gosto desse cara e embora a minha irmã insista em dizer que ele é um cara legal e que se eu me dispusesse e tentasse conhecê-lo ia achar isso também, eu simplesmente não consigo. Eu não o suporto e acho todas as ações dele forçadas demais. Ele diz que gosta da minha irmã, mas não é isso que parece. Às vezes, eu penso que ele só está com ela para passar o tempo e provavelmente tem outras garotas sem que Lara saiba. Na minha opinião, ele não vale nada e minha irmã já deveria ter chutado a b***a ridícula dele. Lara me deixa em casa e depois de tomar um banho, me jogo na cama e adormeço quase imediatamente. O dia seguinte chegou cedo demais, mas eu só levanto quando já está perto das três da tarde me sentindo h******l. Tomo outro banho e engulo um comprimido com um copo de suco, mesmo que minha alma grite por café. Meus pais não estão em casa, estão viajando a negócios e eu estou sozinha já que a minha irmã se mudou recentemente para um apartamento com o noivo. Estava saboreando o meu suco em pequenos goles, quando abri a cortina do meu quarto e saindo da casa ao lado, eu vejo o homem que eu descaradamente flertei ontem depois de vomitar em cima dele, o suco voou da minha boca em um jato de pura surpresa e por muito pouco não engasguei, larguei o copo de suco em cima da minha mesa e voltei para a janela e espreitei lá fora de forma mais discreta agora e de fato, era o homem da noite passada e eu não sabia como sairia dessa casa sem que ele descobrisse que a desavergonhada bêbada era eu, sentei na cama quase em estado de choque. Lara e sua maldita boca. O homem é de fato o meu novo vizinho. Puta m***a.
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