Enquanto prende o híbrido no porão após o momento de descontrole e a volta silenciosa para casa ao lado da bruxa, Pandora pergunta a si mesma o que foi aquilo, ela não era uma vampira e muito menos loba, mas agiu como um deles ou uma mistura, uma híbrida e ela ainda pode sentir o gosto do sangue do híbrido na boca e a vontade de provar mais e mais, porém ela não o faria, ela sabe que não pode desviar de seu objetivo atual, ela tem trabalho para fazer e uma loba para cuidar, então tentar se manter no controle de suas vontades é essencial nesse momento.
- Quer falar sobre aquilo ? - pergunta a bruxa de maneira gentil após a loira prender bem o híbrido com as correntes e feitiços.
- Eu não preciso de terapeuta. - responde e a mulher suspira.
- Eu acho que seu terapeuta imaginário não gostou de ouvir isso, ele deve tá bem triste agora. - diz em tom de diversão e a loira a olha por cima do ombro.
- Ele supera com o tempo, afinal não há m*l nenhum que o tempo não amenize ou te obrigue a conviver com isso. - diz e a bruxa faz uma careta.
- Claro, o tempo cura quase tudo, ou ao menos te faz achar que está curada, certo ? - questiona e a loira assente.
- Certo. - responde e em seguida se vira ficando de frente para a bruxa e sorrir de maneira sarcástica. - Aceita uma bebida ? - pergunta em tom de diversão e a mulher sorrir.
- Claro, mas você vai ter que beber por mim. - responde tranquila e a garota assente.
- Vou beber uma garrafa inteira por você. - diz Pandora tranquila e em seguida caminha em direção as escadas olhando as horas no relógio de parede notando que perdeu um bom tempo para chegar até o híbrido e que teria que apressar seu próximo passo.
Com isso ela pega seu celular e manda uma mensagem para Mikhaela que permanecia na biblioteca de Blackwood com Calvin e James, esse segundo agora estava acordado e lendo sem parar após ser enfeitiçado pela mulher. O que nos leva até a biblioteca onde o trio está pesquisando os ancestrais de todos da cidade, incluindo os de Mikhaela e Luna, sim, após um dia inteiro de pesquisas eles finalmente descobriram algo.
- Com isso chegamos a conclusão de que o seu clã residiu primeiro em Blackwood antes de ser dividido após uma briga de irmãs bruxas. - diz Calvin e Mikhaela suspira se jogando para trás cansada.
- Brigas familiares, esse era o ponto forte da minha mãe. - diz em tom de diversão respirando fundo em seguida. - Segundo nossas pesquisas há uma possibilidade enorme de que meu clã tenha algo haver com aquela história contada por Kimora. - completa tranquila e o loiro assente.
- Quem é Kimora ? - pergunta James chamando a atenção dos dois.
- Volte a ler meu amor, tudo isso é só um sonho bizarro. - responde Mikhaela olhando para ele usando o controle mental.
- Sonho bizarro. - diz James voltando a focar no livro e Calvin suspira.
- É um pouco chato ter que fazer isso com ele, mas eu entendo a preocupação por ele ser humano, porém eu acho que ele deveria ter uma escolha. - diz o loiro olhando para o amigo sentando em uma mesa um pouco afastada lendo o livro indicado pela bruxa.
- Por mim ele teria, mas acho que a minha caixinha de esperança não concordaria. - diz e o garoto faz uma careta e em seguida sorrir.
- Eu sei alguém que pode fazê-la mudar de idéia. - diz de maneira sugestiva e a mulher rir.
- Eu acho que no momento ela tem muitas pendências para resolver e essa sobre o garoto ter ou não escolha pode esperar mais um pouco. - diz e o loiro assente concordando.
Ele sabe que a mulher tem razão, pois ele ouviu toda a história e vou todas as situações para serem resolvidas urgentemente, o que nos leva até a nossa protagonista andando de um lado para o outro após esperar anoitecer para sair do banheiro público do park, ela não queria voltar pra casa e nem ao menos sabia o que fazer, então decidiu apenas permanecer aonde estava, confusa demais para tomar qualquer atitude e sufocada demais com tantas possibilidades para ir para casa. Mais em algum lugar de sua mente ela se viu indo até a casa de Pandora em busca de conforto, mas ela não queria incomodar a garota, não após ela ter viajado para Chicago em busca de algo para ela, então ela deixaria a garota descansar em paz e longe de problemas. No entanto ela não imaginava que em sua casa a loira também andava de um lado para o outro preocupada com ela enquanto tentava colocar os pensamentos em ordem para seguir adiante e fazer o que precisava ser feito mesmo que isso não seja de sua mais pura vontade.
- Você tá agitada, isso é um m*l sinal ? - pergunta Kimora preocupada da garota surtar do nada.
- Isso significa que estou pensando demais e que eu odeio pensar demais quando deveria estar agindo. - responde tranquila.
- Está pensando demais na garota ou no que fazer com o híbrido ? - questiona curiosa e tentando entender a garota.
- Esse híbrido não é um problema para mim no momento, então com toda certeza ele não está em meus pensamentos. - responde tranquila se sentando no sofá e revira os olhos ao ouvir seu celular tocar.
Ela pega o aparelho no bolso da calça e franze o cenho ao ver o nome de Kai na tela piscando, ela desbloqueia o aparelho e em seguida olha as mensagens enviadas pelo garoto revirando os olhos ao ver que se tratava da falta de noção dele do que para ela está óbvio, ela respira fundo se levantando irritada por mais uma questão a ser resolvida e em seguida olha para a bruxa.
- Vou sair, não deixe o híbrido fugir. - diz e a mulher revira os olhos assentindo.
- Pode deixar, sou mais controlada que você. - diz debochada e a loira a encara séria.
- Ainda posso te m***r a qualquer momento, sabe disso né ? - questiona e a bruxa rir assentindo.
- Claro, não dá pra confiar em um demônio. - responde divertida e a loira sorrir.
Com isso ela segue para fora discando o número de Kai, o garoto lhe mandar mensagens não soa como um bom sinal levando em conta que ele deve ter pegado o seu número com James, afinal ela não havia trocado contato com o lobo, então ela se prepara para agir se for necessário.
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Caminho pelo local em busca da garota seguindo meus instintos e permitindo que nossa ligação me guie corretamente até onde ela está, então quando a vejo parada próximo ao lago encarando o reflexo da lua na água, eu sorrio me perguntando se em algum momento da minha vida tive uma visão tão bela quanto essa, engulo seco olhando em volta tendo a noção de que somos as únicas aqui e que sua intenção era ficar sozinha em um lugar em que se sente confortável, eu poderia ter lhe dado esse momento sozinha tranquilamente se ao ouvir a voz preocupada de Kai meu coração não tivesse batido tão rápido e todos aqueles malditos pensamentos confusos e aquela sensação r**m que só senti uma vez na minha vida não tivesse me atingido em cheio me fazendo agir sem pensar, mas isso não importa mais, afinal eu estou aqui.
Não posso voltar atrás agora.
Eu vim por ela e vou ficar por ela mesmo que ela me mande embora.
- Uma lobinha quase uivando para a lua, isso é o tipo de visão que eu gosto de ter. - digo chamando sua atenção e então ela se vira rapidamente com os olhos arregalados.
- Porque está aqui ? - pergunta assustada olhando em volta com seus olhos marejados e eu sorrio me aproximando dela enquanto sinto um incômodo em meu peito ao vê-la assim.
- Você chamou por mim. - respondo divertida apesar de saber que de certa forma isso é verdade.
- Eu não te chamei. - diz confusa e eu paro ao seu lado e a olho de canto sorrindo.
- Então deveria. - digo e ela respira fundo totalmente perdida e isso faz eu me sentir de uma maneira que eu não gosto. - Quando precisar de mim, quando se sentir sozinha ou as coisas ficarem difíceis demais, grite por mim. - digo olhando em seus olhos agarrando as laterais de seu rosto com as palmas das minhas mãos não dando a mínima se com isso ela entenderá que eu estava em seu quarto aquela madrugada, eu não me importo se isso a fizer ter noção do elo entre nós, eu só quero que ela saiba que não está sozinha.
Porque ela não está.
Eu estou aqui, eu estou aqui a meses a observando e cuidando dela em silêncio.
E eu acho que estive aqui o tempo todo de maneira inconsciente.
- Grite por mim e eu virei até você, lembre-se sempre disso, não importa o momento ou situação, eu estarei aqui para você, quando você gritar por mim, eu gritarei de volta para você de onde eu estiver e se eu estiver longe, feche os olhos e me veja voltando para você, porque eu sempre estarei voltando para você. - digo acariciando sua bochecha com meu polegar.
- Você não é real. - sussurra com uma expressão confusa enquanto eu enxugo uma lágrima teimosa que desliza pelo canto de seu olho e sorrio para ela.
- Quer que eu te belisque pra você ver que sou real ? - pergunto divertida e ela n**a me olhando nos olhos. - Eu estou aqui Luna, estou aqui por você e somente por você. - digo sentindo minhas mãos suadas enquanto meu coração bate apressado.
- Das outras vezes você também não era real. - diz me olhando. - Eu te vejo nos meus sonhos e acordo querendo que você esteja lá, mas você não está. - continua com uma expressão de dor e confusão e eu sinto como se tivesse levado uma estaca de prata em meu peito, sentindo meu coração prestes a ficar em pedaços. - Então porque estaria agora ? - questiona colocando suas mãos por cima das minhas e em seguida as afasta de seu rosto enquanto eu a encaro incapaz de dizer algo.
Ela desfaz o contato entre nossas mãos e em seguida volta a olhar para o reflexo da lua enquanto eu tento entender o que essa sensação r**m martelando em meu peito, me sufocando e paralisando de maneira ridícula como se de repente eu tivesse me tornado inútil, sorrio irritada com isso e então agarro seu braço e a puxo para perto de mim serrando a mandíbula para conter meus impulsos ruins enquanto olho em seus olhos verdes.
- O que tá fazendo ? - pergunta confusa e eu respiro fundo.
- Você acha que eu não sou real, então eu vou te provar que eu sou real. - respondo com um tom de voz um pouco agressivo e isso a faz engolir seco. - Eu largo tudo e venho aqui atrás de você por me sentir inútil ao pensar que alguma coisa r**m possa ter acontecido e te falo isso tudo e você me vem com essa m***a de que eu sou só mais um delírio seu. - digo rindo sarcástica. - Não fode Luna. - completo um pouco alto e então passo a mão em meus cabelos tentando conter a vontade insana dentro de mim de soca-la.
Respiro fundo várias vezes andando de um lado para o outro tentando conter meu temperamento assassino sob o olhar atento e confuso dela.
- Se quer que eu esteja lá quando você acordar, então estarei. - digo olhando para ela. - Se precisa de uma prova para entender que eu tô aqui de verdade e que não vou embora sem você, então olha isso. - digo pegando meu canivete no bolso da jaqueta e em seguida mostro minha mão para ela.
Levo a ponta da lâmina afiada até minha mão e em seguida a corto enquanto olho em seus olhos a vendo ficar incrédula e então mostro o sangue e o corte para ela.
- Você é maluca ? - pergunta se aproximando agarrando minha mão olhando o corte assustada enquanto eu pego um lenço em meu bolso e ela o toma de minha mão o amarrando o mais forte que consegue envolta do corte enquanto eu sorrio achando graça de toda essa preocupação em vão.
- Isso sou eu te provando que sou real e se ainda não acreditar eu posso fazer pior. - digo divertida e ela soca meu ombro me fazendo rir.
- Isso não foi legal e nem pense em fazer algo assim novamente. - diz e eu reviro os olhos.
- Você não me deixou escolha. - digo de maneira óbvia e ela revira os olhos irritada. - Você fica linda toda bravinha. - completo divertida sentindo toda a minha irritação sumir aos poucos ao vê-la me olhar com uma sobrancelha arqueada torcendo para que ela me responda daquela maneira que eu acho sexy.
- E você parece uma psicopata recém fugida de um hospício doida para m***r. - diz debochada e eu sorrio triunfante por ela agir exatamente da maneira que eu esperei enquanto me aproximo mais dela.
- Eu acho que você quis dizer sexy. - digo divertida olhando em seus olhos ao ficar cara a cara com ela.
- Isso é seu ego falando, não eu. - diz no mesmo tom e eu toco seu rosto vendo ela fechar os olhos e suspirar quando eu acaricio sua bochecha.
- Meu ego pode até ser grande, mas não é tão grande quanto a sua curiosidade. - digo e ela ri me permitindo apreciar esse som maravilhoso enquanto analiso cada centímetro de seu rosto memorizando ainda mais cada traço seu.
A observo em silêncio sentindo como se tivesse um ímã entre nos tentando me puxar para ainda mais perto dela me fazendo desviar minha atenção de seu rosto para seus lábios e então sou atingida em cheio por uma ânsia tão intensa me instigando a me render a atração que sinto por ela e beija-la.
- Tá tudo bem ? - pergunta me fazendo olhar em seus olhos novamente e então n**o.
- Não, não está. - respondo umedecendo meus lábios com a ponta da língua e essa ação chama sua atenção para minha boca.
Volto a acariciar seu rosto com as costas da mão enquanto sua atenção permanece em minha boca, então toco seu queixo a fazendo olhar em meus olhos e ela engole seco passando a ponta da língua sobre os lábios me fazendo respirar fundo incapaz de conseguir me conter.
- Eu tô aqui por você e eu não quero mais que duvide disso. - digo e ela assente lentamente.
- Não duvido mais. - diz baixo e eu encosto minha testa na sua e suspiro.
- Eu não posso mais me conter por vontade própria. - digo e então me afasto mínimamente para olhar em seus olhos. - Então se não quiser, me mande parar e eu pararei. - completo levando minha mão até sua nuca e então puxo seu rosto da maneira mais suave que consigo para perto do meu, aproximo minha boca lentamente da sua ainda alternando meu olhar entre seus olhos e boca para que ela entenda que irei a beijar e decida se quer seguir adiante ou não.
- Pandora, eu não... - diz e eu paro a centímetros de grudar nossos lábios soltando sua nuca dando um passo para trás recuando incapaz de ir contra a sua vontade.
Não que eu já tenha feito algo contra a vontade das mulheres com quem fiquei, mas eu não costumo desistir facilmente, eu apenas recuo e depois provoco até a pessoa não conseguir mais resistir.
Se o charme não for o suficiente, a provocação é
Mais não com ela, se ela não me quer, então aceito isso.
Ela tem um efeito sobre mim que não consigo explicar ou evitar.
Suspiro dando mais um passo para trás enquanto ela me olha com uma expressão estranha, parece está apavorada e isso me faz sorrir mesmo me sentindo afetada por ela recuar.
- Ei, relaxa lobinha, não vou te beijar contra a sua vontade, se não quer me beijar tá tudo bem, apenas vamos embora, eu te deixo em casa. - digo pronta para me virar, mas paro ao senti-la agarrar meu braço, então a olho com uma sobrancelha arqueada.
- Não é que eu não queira, eu só... - faz uma pausa e eu sorrio pronta para tranquiliza-la, mas então ela torna a falar. - Eu nunca beijei ninguém. - completa e eu faço uma careta.
- Você nunca beijou ninguém ? - pergunto e ela assente envergonhada e eu dou um passo a frente e agarro sua mão. - Não fique envergonhada, você não ter beijado ninguém deve ser motivo de orgulho, afinal dizem por aí que tem que ser com alguém especial, então continue se guardando lobinha. - digo a última parte sorrindo para ela. - Agora vem, vou te levar para casa. - completo entrelaçando nossos dedos para mostrar que está realmente tudo bem enquanto penso que por um momento fui irracional demais, eu deveria ter pensado nessa possibilidade.
- Não. - diz e eu a olho curiosa.
- Tá legal, podemos ir para outro lugar, sinta-se a vontade para escolher lobinha. - digo beijando sua mão e ela me olha.
- Eu não quero ir para casa ou para outro lugar. - diz um pouco baixo e agora eu fico confusa. - Eu quero que meu primeiro beijo seja com você, porque você é especial. - completa com um tom de voz firme e eu fico surpresa.
Primeiro diz que sente coisas por mim e agora diz que sou especial.
Essa garota quer me tornar em uma confusão ambulante.
É o pior e que eu acho que gosto disso, gosto de como ela faz eu me sentir, mas não gosto de ser uma bagunça ambulante.
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A vejo sorrir e em seguida colocar algumas mexas de seu cabelo para trás na tentativa de arrumar os fios, mas acaba os deixando mais desalinhados, porém não de uma maneira r**m, mas sim de uma maneira sexy, sim, eu finalmente estou entendendo literalmente o significado disso.
Ela é linda, sexy, atenciosa da maneira dela.
Também me pareceu um pouco surtada minutos atrás, mas quem não é de vez em quando ?
Suspiro começando a me sentir i****a por ter confessado que nunca beijei ninguém, deveria só ter deixado que ela seguisse adiante e depois contaria isso, mas a possibilidade da minha inexperiência provavelmente tornar o beijo r**m me fez entrar em pânico, porquê eu quero que seja bom para ela, quero ela queira me beijar outra vez, porque eu sei que um beijo não será o suficiente para mim.
Eu quero mais.
Eu quero que ela me queira da maneira que estou a querendo.
- Sabe, eu não sei se sou a melhor pessoa para fazer parte de um momento da sua vida tão importante e que você nunca vai esquecer. - diz chamando minha atenção e eu engulo seco sabendo que esse provavelmente é o momento em que ela vai falar coisas fofas e depois dizer que não pode seguir adiante. - Eu geralmente não me importo com isso, quando eu quero algo, eu simplesmente vou lá e pego pra mim, mas com você eu não sou assim, eu não consigo ser egoísta ou r**m com você. - continua e apesar de gostar de saber que ela não consegue ser egoísta ou r**m comigo e achar fofo, eu não sei se quero ouvir o resto porquê de repente tudo ficou tenso e estranho.
- Pandora, eu já entendi tudo, não precisa continuar só vamos embora antes que isso fique mais estranho. - digo e ela ri negando com a cabeça dando um passo a frente acabando com a distância entre nós.
- Nossa como você deduziu tudo errado tão rápido. - diz agarrando minha nuca de maneira suave e em seguida sinto seus dedos adentrando lentamente meus cabelos. - Eu literalmente mataria qualquer pessoa para ser seu primeiro beijo. - diz me olhando nos olhos de uma maneira intensa e seu tom de voz saiu tão firme que a sua sinceridade me faz soltar todo o ar que eu nem notei que estava prendendo. - Eu não posso ser egoísta com você e as vezes você me faz pensar em coisas que eu não costumo pensar, faz eu me sentir errada também, mas eu sou o que sou e mesmo que eu não possa ser egoísta com você, não significa que eu deixaria qualquer pessoa ter esse privilégio fácilmente, não mesmo. - faz uma pausa sorrindo enquanto seus dedos puxando levemente os pelos da minha nuca causa um arrepio tão forte que parece que seu toque um pouco mais firme enviou vibrações para cada parte do meu corpo. - As vezes eu acho que você me quebra em pedaços e depois tenta juntar tudo a sua maneira como se eu fosse um simples quebra cabeças para você e o pior é que eu sei que não faz por querer. - encosta sua testa na minha abaixando o olhar para fitar meus olhos aproveitando claramente o fato de ser um pouco mais alta que eu e em seguida beija a ponta do meu nariz me fazendo fechar os olhos aproveitando a sensação enquanto meu coração bate tão forte que eu consigo o imaginar rasgando meu peito e dizendo que não aguenta mais passar por isso toda vez que ela se aproxima, fala, me toca, abraça, sorrir de canto enquanto me olha da mesma maneira, algo que particularmente me atraí de uma maneira que as vezes eu sinto vontade de pular encima dela e beija-la.
Sim, eu quero beija-la.
Agora mais que tudo.
Sua mão livre tocando a lateral do meu rosto com as pontas dos dedos gelados causando um calafrio ao encostar a pele quente do meu pescoço, sinto seu nariz roçar no meu e seu hálito quente contra meu rosto ao ouvi-la suspirar. Abro os olhos a vendo encarar meus lábios, engulo seco ao vê-la passar a ponta da língua entre os lábios.
- Isso, mantenha seus olhos nos meus, eu quero que me olhe e guarde esse momento na sua memória. - diz olhando em meus olhos enquanto aproxima sua boca da minha. - Quero que aprecie a sua prévia do mar de Tenerife enquanto sente o meu toque e o meu gosto na sua boca. - sussurra e em seguida acaba com a distância entre nossos lábios.
Seus lábios pressionando levemente os meus causam uma sensação gostosa, parece que meus lábios estão pedindo por mais de maneira silenciosa enquanto ela apenas mantém seus lábios parados fazendo meu estômago literalmente revirar com a ânsia de que ela siga adiante, pois eu quero mais, meu corpo e todos os meus instintos pedem por mais.
Ansiando por mais contato, fico confusa quando ela se afasta e me olha de uma maneira que não consigo definir o que significa, sinto falta de seu toque, mas não sou capaz de questiona-la e então para minha total surpresa após alguns segundos nessa troca de olhares, sua mão agarrando de maneira firme minha cintura me puxando contra ela enquanto a outra mão agarra os cabelos da minha nuca para enfim seus lábios grudarem nos meus outra vez inicialmente em um mover suave e calmo ditando o ritmo do beijo para mim enquanto sinto as famosas borboletas no estômago querendo sair para voar. Talvez não tenha sido a melhor definição, mas eu não tô conseguindo pensar direito com ela apertando minha cintura de uma maneira um pouco rude enquanto seus dedos adentrando o meu cabelo lentamente enquanto nossos lábios se movem de maneira sincronizada parecendo terem sido feitos um para o outro.
Sim, parecem.
Eu posso jurar que se encaixam de uma maneira única.
O beijo calmo e suave aos poucos vai se tornando urgente quando ela morde meu lábio inferior lentamente e em seguida o acaricia com a língua me fazendo entender o que ela quer, então eu simplesmente lhe dou. Suspiro sentindo um arrepio percorrer por todo o meu corpo quando nossas línguas entrelaçaram de maneira urgente, quentes, molhadas, causando sensações que me fazem pensar que apenas um beijo é pouco pra saciar esse desejo que eu nem ao menos havia notado estar sentindo. Eu não deveria estar tão surpresa, eu a queria, na verdade eu a quero e já tinha admitido para mim mesma, mas eu não imaginava que fosse algo tão mais além disso, não esperava que fosse tão intenso. Ela intensificou ainda mais o beijo , mudando de ângulo , contornando com a língua o interior da minha boca de maneira sutil causando uma sensação tão gostosa que me faz arfar entre o beijo.
Desejo !
Sim, desejo.
Sua mão apertando minha cintura enquanto puxa meu corpo contra o seu, um pouco desconcertada coloco minhas mãos em suas costas apertando e provavelmente minhas unhas vão machuca-la, mas eu não ligo, eu só quero toca-la e sentir que isso é mais real do que qualquer coisa que eu já tenha imaginado secretamente. Ela interrompe o beijo com o ar se fazendo necessário, enquanto recuperamos o oxigênio perdido, ela deposita vários beijinhos em meu maxilar, mordiscando enquanto desce lentamente para meu pescoço me deixando literalmente fraca e sentindo minha calcinha mais molhada que qualquer banhista após entrar no lago Blackwood.
- Agora você tem certeza de que sou real e caso ainda não tenha, posso fazer tudo de novo. - diz encostando sua testa na minha sorrindo de maneira contida e eu retribuo o sorriso.
- Não, agora eu sei que você é real. - digo e ela suspira beijando a ponta do meu nariz. - Mais você pode fazer tudo de novo quantas vezes você quiser que eu não vou me importar. - completo sincera, mas em tom de diversão e a maneira que ela ri jogando a cabeça para trás me deixa encantada.
- Eu farei lobinha, eu farei quantas vezes você quiser. - diz sorrindo e então agarro sua nuca incapaz de conter a vontade de grudar nossos lábios outra vez.
Em minha defesa... Eu não tenho culpa dela ser tão linda e charmosa.
E seria um crime não aproveitar o momento de tranquilidade para beija-la outra vez.
Depois eu pensarei nos problemas e consequências.
________________ Continua _________________