Pendências.

4950 Words
Após contar todos os acontecimentos e descobertas a Kai, eu o observo andar de um lado para o outro com as mãos atrás da cabeça prestes a surtar. - p**a m***a, p**a m***a e p**a m***a ! - exclama e eu sorrio achando engraçado sua reação. - Para um pouco e respira fundo. - peço e ele n**a rapidamente me olhando incrédulo. - Luna, você é a primeira alfa, aquele conto é real e a mãe da Pandora é a bruxa que amaldiçoou a nossa família e sem contar que a Pandora me levantou no ar e depois me jogou como se eu fosse um pacote de salgadinho. - diz rapidamente e respira fundo. - O que ela é ? - pergunta e eu suspiro. - Eu não sei, isso tudo é novidade pra mim também e eu ainda não tive tempo de conversar com ela melhor sobre tudo. - respondo e ele passa as mãos em seus cachos e suspira. - Você desafiou mesmo o seu pai e declarou guerra ? - pergunta e eu assinto. - Sim, inclusive eu poderia estar morta agora ao invés de tá aqui falando com você se a Pandora não tivesse me salvado. - respondo e ele faz uma careta. - A mãe dela te amaldiçoou e ela mentiu pra todo mundo, então você acha que ela é mesmo confiável e que ficar aqui é seguro ? - pergunta preocupado e eu assinto. - Ela pode ter usado métodos que pra gente não era necessário usar, mas ela sabe o que faz e me salvou, na verdade ela vem cuidando de mim a meses sem que eu sequer soubesse da sua existência, então eu estou colocando tudo isso acima de qualquer dúvida que possa surgir. - respondo sincera me aproximando dele que me olha meio de canto. - Porque veio aqui ? - pergunto e ele me encara em silêncio enquanto eu seguro sua mão. - Você é minha prima, minha melhor amiga e irmã, eu não ia simplesmente obedecer o meu pai e ficar na casa da minha avó sem antes falar com você e que bom que eu procurei o James, porque agora eu vejo que não deveria ter ido a lugar nenhum. - responde e eu sorrio. - m***a, você precisou de mim e eu não estava lá, me desculpa. - pede e eu o abraço. - Não tem problema, o que importa e que você está aqui agora. - digo e ele suspira me apertando. - O que vamos fazer com o seu pai e a alcatéia ? - pergunta e eu respiro fundo. - Eu não sei, mas eu não quero que você se envolva, eu preciso de você seguro e bem. - respondo e ele se afasta negando com a cabeça. - Nem pensar, eu não vou te deixar sozinho nessa. - diz cruzando os braços. Eu sabia que ele não ia aceitar isso numa boa. Mais não quero que ele se machuque por minha causa. - Luna, se fosse o contrário você ficaria do meu lado, então porque eu te deixaria só ? - questiona sério. - Eu só tenho você é o meu pai, mas eu sei que meu pai irá se submeter ao seu e então só me resta você, na verdade sempre fomos só eu e você, somos a única família que temos. - diz e eu suspiro. - Kai, se você se machucar por minha causa eu não vou me perdoar justamente por você ser a única coisa relacionada a família que eu tenho. - digo e ele respira fundo estendendo suas mãos para mim. - Querendo ou não eu serei envolvido nisso de alguma maneira, então que seja por minha própria vontade e que seja por você, eu amo meu pai, ele sempre fez tudo o que podia por mim, mas isso não tira o fato de que ele foi cúmplice de tudo o que seu pai já fez e faz. - diz sério me olhando nos olhos. - Eu disse que seria o seu Beta lembra ? - pergunta divertido e eu sorrio assentindo. - Como eu poderia esquecer ? - questiono e ele sorrir. - Primos, irmãos, melhores amigos, parceiros de crime e as maçãs podres da família Blackwood a partir de agora, certo ? - pergunta estendendo o mindinho para mim. - Certo. - respondo juntando nossos mindinhos e em seguida ele me puxa para um abraço. Eu não queria envolver ele nisso por ama-lo e não querer que ele se machuque, mas ele tem razão, meu pai nunca o deixaria ser neutro nessa história, ele o obrigaria a fazer coisas que ele odiaria e o faria ficar contra mim, então o melhor que eu posso fazer por ele e deixar que ele decida qual caminho seguir e me preparar para o que vem a seguir. Eu sou a lenda viva que assombrou todos os alfas Blackwood por séculos, eu sou o conto proibido que ganhará fama entre todas as alcatéias espalhadas pelo mundo, eu sou aquela que nasceu para acabar com um legado passado de geração pra geração e eu não irei focar apenas nisso, porque essa não é a única guerra que eu terei que lutar. Por isso eu tenho que ser forte. Preciso ser. Não há tempo para chorar, apenas para se fortalecer. ____________________________________________ Estaciono o carro em frente a placa de " boas vindas " a cidade e espero pacientemente dentro do carro ouvindo " Highway To Hell " do ACDC e penso em como essa música combina com esse momento e lugar, afinal essa cidade está prestes a queimar e eu vou adorar jogar a gasolina por cada canto, nesse momento a estrada para Mount Holly está sendo oficialmente batizada como " estrada para o inferno. " Sim. A estrada para a condenação de muitos. Ouço batidas na janela do passageiro e então destravo as portas do carro e em seguida ouço a porta ser aberta e então aquela figura toda de preto entra no meu carro sentando no banco traseiro do lado direito. - Onde está Mikhaela ? - pergunta e eu olho pelo retrovisor interno achando engraçado todo esse visual dark. - Ela mandou lembranças, pois está encarregada de outros assuntos. - respondo pausando a música. - Trouxe o que ela pediu ? - pergunto entediada. - Sim, irei colocar debaixo do banco. - responde e eu assinto olhando pela janela. - Então é você ? - pergunta e eu arqueio uma sobrancelha voltando minha atenção para o retrovisor interno lhe observando colocar a encomenda onde havia indicado. - Eu o que ? - pergunto divertida enquanto observo cada ação sua. - O famoso " demônio de Jersey " que a tríade tanto quer. - responde fazendo aspas com os dedos e eu sorrio. - E como você sabe que a tríade me quer ? - questiono lhe vendo levantar a cabeça rapidamente parecendo não esperar por essa pergunta. - Pensei que você fosse apenas um comerciante do mercado n***o, mas o fato de você saber quem sou mostra que você é bem mais que isso e isso me faz pensar que você tem algo haver com o híbrido sendo torturado no meu porão. - digo o vendo abrir a porta do carro e sair correndo me fazendo revirar os olhos. Odeio isso. Fugir de mim não é uma opção. Na verdade se parar pra pensar é até um ato i****a. Inútil. Saio do carro tranquilamente vendo o homem correr feito um louco desesperado mais a frente e sorrio negando com a cabeça, fecho a porta do carro e espero pacientemente ele ganhar uma boa distância para em seguida o surpreender surgindo na sua frente o vendo saltar para trás assustado. - Impediendum ! - exclama e eu paraliso diante de seus olhos o vendo sorrir. - O demônio de Jersey refém de uma simples magia, você não é tudo o que me contaram, estou decepcionado. - diz rindo e em seguida se prepara para me socar. Espero pelo golpe me divertindo ao ver sua expressão vitoriosa, mas nada se compara a sua expressão confusa e assustada quando agarro seu pulso vendo seu punho próximo do meu rosto e então sorrio. - Te peguei. - digo e ele arregala os olhos. - Buh ! - exclamo quebrando sua mão enquanto sorrio olhando em seus olhos escuros. - Meu Deus ! - exclama choramingando de dor e eu solto seu pulso. - Tá no céu, bom, pelo menos é o que a maioria diz. - digo vendo ele cambalear para trás. - Você é um monstro ! - exclama e eu reviro os olhos. - Demônio ! - exclama e eu sorrio. - É o que dizem por aí. - digo ajeitando a gola da sua camisa. - Demônio, monstro e blá blá blá. - continuo e então ele decidi fazer a típica atitude i****a de vítima diante de seu assassino. Respiro fundo tentando não arrancar a cabeça dele que tenta se afastar, mas eu o impeço o puxando para pela gola da camisa enquanto ele se debate. - Me socar é uma audácia que poucos vivem para contar, ainda mais quando acerta o meu belo rosto, isso me deixa furiosa e quando eu fico furioso eu tendo a ter idéias malucas, então adivinha só coleguinha... - faço uma pausa olhando em seus olhos. - Eu acabei de ter uma. - completo agarrando seu cabelo e em seguida o arrasto pelos cabelos em direção ao meu carro. Eu estava até tranquila e pretendia brincar mais um pouco com ele, porém essa atitude i****a me tirou do sério porquê hoje não é um bom dia para buscar saber até onde chega o limite da minha paciência. Ele tenta se livrar a todo custo usando métodos nojentos como me morder, arranhar meu braço, beslicar e me socar, porém nada é o suficiente, eu fui treinada para lidar com qualquer tipo de dor, então não importa o que ele faça, eu não irei solta-lo. Quando estou perto do carro o olho de canto e em seguida chuto seu rosto o fazendo desmaiar, solto o homem desacordado e em seguida abro o porta malas do carro e pego uma corda, junto seus braços acima da cabeça e depois os amarro, em seguida caminho até a traseira do carro e amarro a corda no suporte para guincho e então sigo para dentro do carro. Ligo o carro e piso fundo no acelerador, mas sem soltar a embreagem, tiro a música da pausa ouvindo um dos meus versos favoritos e então sorrio. - Takin' everythin' in my stride, don't need reason, don't need rhyme, ain't nothin' that I'd rather do. - canto olhando pelo retrovisor enquanto balanço a cabeça de um lado para o outro tamborilando os dedos no ritmo da música. - Goin' down, party time, my friends are gonna be there too. - continuo vendo o homem se remexer. ( Tomando tudo no meu passo, não precisa de razão, não precisa de rima, não é nada que eu prefiro fazer. ) ( Descendo, hora da festa, meus amigos vão estar lá também. ) - Me solta ! - pede o homem ao entender o que ta prestes a acontecer. - I'm on the highway to hell. - canto ignorando seu pedido. ( Eu estou na estrada para o inferno. ) - Por favor, eu faço o que você quiser. - diz e eu solto a embreagem devagar ouvindo ele gritar ao ser arrastado. - On the highway to hell. - cantarolo saindo com o carro cantando pneu. ( Na estrada para o inferno. ) Sorrio ouvindo seus gritos desesperados enquanto troco de marcha e acelero ainda mais, respiro fundo sentindo o vento frio contra o meu rosto enquanto penso no quanto estou me divertindo agora, meu humor está melhorando. Acabar com um traidor era tudo o que eu precisava para levantar meu astral, durante a minha sessão tortura com o híbrido eu me perguntei como ele havia conseguido me encontrar e encontrar meus amigos, eu cogitei até que o vampiro de mil anos que eu matei pudesse ter dado informações a tríade, mas ele me pareceu maluco demais pra isso e quando ele disse que outros viriam eu não senti que ele estava se referindo a tríade, mas sim a outro grupo, talvez um grupo desconhecido. Então após meu momento com Luna onde eu tentei dormir e não consegui descansar fácilmente mesmo em sua presença agradável, eu me perguntei o que eu havia deixado passar e então nosso caro fornecedor me veio a mente, ele me pareceu um ótimo candidato a ter idéias autodestrutivas e apesar da falha de Mikhaela em não checar o histórico desse verme, minha querida mãe foi ágil em marcar um encontro quando eu a acordei para comunicar que seu fornecedor partiria dessa pra pior. E foi assim que perguntas surgiram na minha mente. Diversas perguntas sobre toda essa loucura que é a minha vida. Tem tanta coisa que não faz sentido. As vezes eu me pergunto aonde eu devo ir para encontrar as respostas, o que eu posso fazer para juntar todas as peças desse quebra cabeça quando tudo parece ficar ainda mais bagunçado, está tudo fora do lugar e toda vez que descobrimos algo novo tudo fica ainda pior. Se bem que eu até tenho algumas teorias, teorias que provavelmente estão erradas, mas como nada na minha vida faz muito sentido eu não vou descartar nenhuma possibilidade, então nesse momento tentarei focar nas questões pendentes, principalmente as que envolvem uma certa lobinha e depois buscarei respostas, as respostas que eu preciso para entender quem eu sou. ____________________________________________ Olho o relógio na parede e respiro fundo ao ver que já são sete horas da noite e Pandora ainda não chegou, olho em volta vendo que todos estão conversando tranquilamente, até mesmo Mikhaela parece tranquila enquanto eu estou uma pilha de nervos por dentro e tentando parecer tranquila por fora. - Algum problema ? - pergunta James se sentando ao meu lado. - Nenhum. - respondo o olhando e ele sorrir. - Então porque está balançando a perna sem parar o dia todo ? - pergunta com uma expressão de diversão. - Está preocupada com algo ? - pergunta e eu suspiro. - Ou mais especificamente com alguém e quando eu digo alguém, eu estou me referindo a minha melhor amiga Pandorinha que sumiu o dia todo. - completa me oferecendo salgadinho e eu n**o. - Não, obrigada. - digo e então ele pega um pouco do salgadinho e leva até a boca. - Eu tô mesmo preocupada com ela. - admito e ele sorrir de canto. - Ela saiu ainda de manhã e já anoiteceu, então já deveria ter voltado. - completo e ele assente. - Concordo, mas é a Pandora né. - diz como se fosse óbvio. - Ela tende a sumir as vezes, mas sempre aparece depois. - completa e eu suspiro. - Nossa, isso foi muito reconfortante. - digo rindo e ele ri também. - Eu só queria saber se ela tá bem e que horas vai chegar, mas acho que estou querendo demais né ? - pergunto e ele n**a com a cabeça. - Não, é compreensível que você queira saber, você está preocupada com ela porque gosta dela e ela é importante pra você, então não acho que você esteja querendo demais. - responde me olhando de canto e eu sorrio. - Inclusive eu também adoraria saber onde ela está, como está e quando volta. - completa divertido. - Mais é a Pandora né. - digo divertida e ele ri assentindo. - Ela não é fácil, mas acho que é isso que mais gostamos nela. - diz e eu sorrio o olhando. - Principalmente você. - completa e eu franzo o cenho confusa. - Do que tá falando ? - pergunto e ele ri. - Eu tô falando do que tá bem óbvio. - responde e eu arqueio uma sobrancelha e ele n**a com a cabeça sorrindo. - Você gosta dela. - diz como se fosse óbvio e eu não consigo dizer nada. - E pela troca de olhares mais cedo o sentimento é mútuo e acho que posso até dizer que estão apaixonadas. - completa me olhando de uma maneira que eu não consigo decifrar. - Ela apaixonada por mim ? - questiono e ele assente sorrindo de maneira contida. - O que te faz pensar isso além do que você já mencionou ? - pergunto e ele suspira. - Você não negou sobre estar apaixonada por ela, então a gente já começa por aí. - responde divertido e eu olho em volta para ver se alguém estava prestando atenção na nossa conversa, porém todos permaneciam da mesma maneira de antes. Totalmente concentrados em qualquer que fosse o assunto da conversa, volto minha atenção para James que sorrir pra mim. - Ela não comentou nada comigo e sinceramente nem precisa, ela é minha melhor amiga e se eu não a conhecer ao ponto de saber o que ela pensa ou sente, então eu acho que não estaria sendo um bom amigo. - diz encostando a cabeça nas costas da poltrona. - A Pandora é complicada quando você não se dispõe a abrir seu mundo para ela e pedir que ela te permita entrar no dela, porque ela tem um jeito diferente de ver as coisas, na verdade tudo nela é meio peculiar e particular. - continua sorrindo virando o rosto para me olhar. - Mais ela é demais, aquela garota tem garra, caráter, coragem e eu acho que talvez ela não tenha notado o quão amável ela é e o quanto ela tem para dar nesse sentido. - faz uma pausa parecendo pensar melhor no que dizer a seguir. - Ela tem muito sentimento guardado e precisa que a gente a ajude a colocar para fora, ela precisa das pessoas que a amam e que ela ama. - completa e eu sorrio. - Você gosta tanto dela, a amizade de vocês é muito fofa. - digo e ele sorrir. - Eu nunca tive uma melhor amiga, na verdade eu nunca tive um melhor amigo ou qualquer amigo próximo disso, até ela aparecer. - diz em tom de diversão, porém a sinceridade é nítida. - Sei que a conheço a pouco tempo, mas sinto como se nos conhecêssemos há anos e por isso eu vou te pedir para ser paciente com ela. - diz e eu assinto mesmo surpresa com seu pedido. - Eu sei que pode parecer estranho eu pedir isso e falar todas essas coisas, porque você e todo mundo aqui sabe como eu me sinto em relação a você, inclusive a Pandora, mas eu não sou do tipo que insiste em algo que claramente não é pra mim, sem contar que vocês se gostam e como amigo das duas eu devo fazer o meu melhor para que fiquem juntas. - completa e eu me encosto no sofá da mesma maneira que ele. - James, eu... - não consigo completar e ele sorrir. -Ta tudo bem, você não tem que dizer nada e por favor não diga nada como se fosse sua obrigação me confortar, porque não é e eu nem quero, porque eu tô bem de verdade e feliz por vocês. - diz e eu suspiro colocando minha mão sobre a sua. - Você é demais e eu espero que encontre alguém que seja tão incrível como você. - digo e ele respira fundo. - Posso te abraçar agora ou ainda estamos naquela fase onde devo ficar a dez metros de distancia de você ? - pergunta divertido e eu o abraço. Merda ! Ele é muito fofo. Não tem como não gostar de James White. Respiro fundo achando muito confortável abraça-lo, ele também e cheiroso, ele é o pacote completo de garoto dos sonhos de qualquer garota, qualquer garota mesmo, exceto eu. Acho que no fim tudo está sendo da maneira que deveria ser, suspiro e ouço a porta ser aberta, sorrio sabendo que é ela, me afasto de James e me viro a vendo parada na porta com uma mochila nas costas e duas malas, nossos olhares se cruzam e a sua expressão séria antes de desviar o olhar do meu me deixa confusa. - Segundo quarto a direita, vou deixar suas coisas lá. - diz Pandora olhando para Kai que fica confuso. - O que ? - questiona Kai vendo a loira seguir em direção as escadas. - Pandora. - chama e ela ignora subindo as escadas com as coisas. - Eu vou falar com ela. - digo olhando para James que assente. - Boa sorte e lembre, paciência. - diz divertido e eu sorrio assentindo. Subo as escadas praticamente correndo e a vejo fechar a porta do quarto que ela indicou a Kai, ela me olha de canto antes de seguir para seu quarto e então sigo até lá vendo que ela deixou a porta aberta para mim. Entro no quarto fechando a porta atrás de mim e em seguida olho em volta em busca da loira a vendo sair do closet vestindo apenas peças íntimas, prendo a respiração surpresa enquanto ela sorrir pegando uma toalha e em seguida a enrolada no corpo, engulo seco tentando entender para onde foram todos os meus pensamentos e porque o ar de repente ficou tão pesado para mim, talvez ver seu corpo perfeito tenha me deixado paralisada, cada curva bem feita, o abdômen bem definido, nada exagerado, apenas na medida perfeita. Respiro fundo notando as tatuagens em seus braços, ela arqueia uma sobrancelha enquanto eu analiso cada uma delas incluindo a marca acima de seu seio esquerdo citada por Petra mais cedo. Caramba ! Realmente é uma marca com referência a lenda. Como isso é possível ? - Estou me sentindo fraca, acho que você sugou toda a água do meu corpo. - diz sorrindo de canto e eu pisco várias vezes voltando a realidade. - Eu... Hum... - não consigo concluir minha fala, respiro fundo vendo ela cruzar os braços. - Você está sem palavras, eu sei. - diz dando de ombros e eu mordo o lábio inferior tentando conter meu nervosismo. - Para a sua sorte, eu sei exatamente o que dizer e sei exatamente o porquê veio até aqui. - completa caminhando para o banheiro. - Sabe ? - questiono incapaz de formular uma grande frase. - Você quer saber como eu peguei as coisas do seu primo. - responde e eu assinto. - Foi uma oportunidade única que eu tive para resolver várias pendências de uma só vez. - diz e eu espero por uma resposta mais específica e ao notar ela revira os olhos. - Eu vi seu tio deixar essas coisas na casa da avó do seu primo no centro da cidade, então eu esperei ele ir embora para ir até lá e pegar as coisas dele, porque eu sei que ele aqui vai ser melhor para você. - completa e eu me aproximo da porta do banheiro, mas não entro. - E como você conseguiu que ela te desse as coisas dele sem reclamar, porque eu não a vejo as entregando para você facilmente. - digo e ouço ela suspirar. - Eu usei uma habilidade particular minha para fazer com que ela me desse as coisas e a fiz ir embora de Mount Holly. - diz e em seguida liga o chuveiro. - Ah, pode entrar, eu não me importo de tomar banho com você do outro lado do box, mas se você se importa, então fique onde está. - completa e eu suspiro entrando no banheiro evitando olhar para o box. - Essa é a mesma habilidade que usou para me fazer ficar parada feito uma estátua te esperando quando me salvou ? - pergunto curiosa e ela desliga o chuveiro e em seguida a vejo afastar um pouco a porta de vidro do box e colocar a cabeça na brecha para me olhar. - Petra te contou sobre a coerção ? - pergunta parecendo curiosa e eu n**o. - Não especificamente, ela me disse que você tem habilidades únicas e algumas são parecidas com as de um vampiro, então eu juntei as peças. - respondo e ela sorrir me olhando de uma maneira que me deixa nervosa. - Você é uma lobinha curiosa e esperta. - diz divertida e eu sorrio. - Mais eu ainda não sei o que você é. - digo e ela ri. - Nem eu sei lobinha. - diz e em seguida se afasta e fecha o box novamente ligando o chuveiro em seguida. - Há tantas teorias sobre mim e nenhuma nunca foi afirmada. - completa e eu fico curiosa. - Você pode usar magia e tem habilidades similares a de um vampiro, certo ? - questiono e ela responde com um som nasal. - Você não acha que pode ser uma híbrida ou uma tribida como naquelas séries sobrenaturais ? - pergunto e ouço ela rir. - É uma possibilidade, principalmente a segunda, porém não posso afirmar nada ainda. - responde com um tom de diversão. - Isso está me deixando ainda mais curiosa sobre quem realmente é Pandora McCracken. - digo divertida e ouço o chuveiro ser desligado. Alguns segundos depois a porta do box é aberta por ela, a vejo sair enrolada na toalha, o cabelo loiro molhado caindo por seus ombros, seus olhos azuis focados em mim, ela sorrir se aproximando e em seguida para a minha frente erguendo sua mão direita até alcançar meu rosto me fazendo engolir seco, pois vê-la assim me deixou... Hum... Eu não tenho nem como descrever. - Eu sou quem você quiser que eu seja, lobinha. - diz acariciando meu rosto. - Porque quem eu sou não importa, não quando estou com você. - completa fazendo meu coração querer rasgar meu peito enquanto espalmo as mãos na bancada da pia para garantir que ficarei de pé diante dessa desgraçada linda, sexy e charmosa. - Porque faz isso comigo ? - pergunto em um sussurro e sua mão livre toca a minha encima da bancada enquanto ela aproxima seu rosto do meu. - O que eu faço com você ? - questiono analisando cada centímetro do meu rosto com seus belos olhos antes de focar em meus lábios. - Cala a boca e me beija. - peço e ela sorrir. Em seguida agarra minha nuca puxando meu rosto para perto do seu de uma maneira não tão gentil, mas eu gosto e gosto ainda mais quando seus lábios pressionam os meus de uma maneira mais firme, nossos lábios se movendo de uma maneira mais intensa, urgente, totalmente diferente das outras vezes que nos beijamos, esse beijo não tem nada de suave ou calmo, cada movimento desde os nossos lábios se encaixando perfeitamente a sua mão descendo lentamente da minha nuca por minhas costas até minha cintura enquanto a outra pressiona a minha encima da bancada. Passo a ponta da língua entre seus lábios colocando minha mão na lateral de seu rosto e em seguida desfaço o contato entre nossas mãos e a puxo para mais perto da maneira que consigo sentindo nossas línguas se encontrarem me causando uma sensação prazerosa, os movimentos suaves e sincronizados me deixam um pouco mole diante dessa sensação gostosa, sinto suas mãos em meus quadris e em seguida ela me ergue para cima me sentando no balcão, em seguida chupa levemente meu lábio inferior me fazendo suspirar enquanto ela sinto seu toque na lateral do meu rosto puxando levemente minha cabeça para o lado e em seguida sinto seus lábios roçarem a pele exposta do meu pescoço, em resposta aperto a pele de sua nuca tendo noção de que minhas unhas deixariam marcas ali enquanto meu corpo pede por mais contato. Eu sei bem o que estou se sentindo e como estou me sentindo. Eu não sou uma adolescente puritana, mas não sei se esse seria um bom momento. Sem contar que a minha falta de experiência me deixa em desvantagem aqui, mas m***a isso tá tão bom. Respiro fundo abrindo os olhos e em seguida sinto os lábios de Pandora pressionarem os meus em um selinho demorado e então ela suspira encostando sua testa na minha. - Eu sei, lobinha. - diz sorrindo de . maneira contida e em seguida passa a ponta da língua entre os lábios. - Acho que agora sou eu quem deveria perguntar " o que você faz comigo. " - continua dando um passo para trás fazendo aspas com os dedos ainda sorrindo e eu retribuo o sorriso. - Eu vou me vestir pra gente descer. - completa se aproximando e então beija meu ombro e em seguida me olha nos olhos. Ela toca meu rosto e eu sorrio tocando o seu tendo seus olhos focados nos meus como se estivesse hipnotizada, ela suspira negando com a cabeça e então volta a se afastar ainda me olhando com um sorriso de canto e então esbarra no armário de parede atrás de si me fazendo rir. - m***a ! - exclama olhando para trás respira fundo. - Está desconcertada Pandorinha ? - pergunto divertida e ela n**a rapidamente. - Eu ? - questiona me olhando. - Você não viu nada lobinha, nada. - diz saindo do banheiro me fazendo rir ainda mais. - Tá legal, eu não vi nada além de você toda atrapalhada após me beijar. - digo alto para que ela escute do closet. - CALADA ! - grita me fazendo rir. Pandora McCracken toda atrapalhada, isso foi surpreendente e fofo. Ela é demais, eu literalmente não sei o que mais devo esperar dela. ________________ Continua _________________
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