Ninguém 2.

2481 Words
Observo James sentado em uma mesa conversando com o motorista enquanto comem um sanduíche, eu não queria ter usado a coerção com ele, mas ele não parava de encher o saco querendo saber o que eu fiz para conseguir que o pai dele entregasse o que vinhemos buscar e eu não poderia dizer. " Eu derrubei uma porta encima dele, depois quebrei alguns dedos da mão e usei um dom sobrenatural para controla-lo e torná-lo meu cachorrinho até eu me cansar e máta-lo. " Seria um pouco demais. Então usar a coerção para fazê-lo esquecer que eu voltei para o apartamento sem ele e depois apagar as memórias de todos presentes e pegar as gravações das câmeras, eu decidi que encontraria um lugar seguro para deixar o garoto com o motorista e daí eu seguiria sozinha até uma casa provavelmente cheia de vampiros. Digito o nome de Calvin e em seguida ligo para ele enquanto ligo o carro e saio dali após colocar no viva voz e encaixar o celular no suporte, não demora muito para que ele atenda. Calvin : - Finalmente retornou as milhares de ligações que eu fiz. - diz e eu reviro os olhos. Pandora : - Como ele era ? - pergunto e ele suspira. Calvin : - Estranho, tinha uma tatuagem de um símbolo celta da tríade feita com tinta vermelha e tentou me hipnotizar, mas a parte mais estranha e que não funcionou. - responde e eu paro o carro no sinal me perguntando se poderia ser o vampiro que eu vim m***r. Pandora : - Você não foi hipnotizado porque eu coloquei um feitiço nos livros que te emprestei, o que me faz deduzir que você estava com um deles quando esse cara apareceu. - digo e em seguida respiro fundo. - Ele só perguntou sobre mim ? - questiono focando na estrada. Calvin : - Sim, ele estava te procurando, mas eu disse que você se mudou para Chicago. - responde e eu sorrio adorando o fato de sempre estar certa. Pandora : Mandou bem fofucho do m*l. - digo e ouço sua risada do outro lado. - Sei que você deve ter muitas perguntas agora, mas eu tenho um problema para resolver, mas eu vou estar de volta pela manhã, então tenta não surtar até eu chegar. - completo ouvindo a risada de Luna e Petra um pouco distante. Calvin : - Eu já surtei tanto que acho que passei dos meus limites de surtos diários. - diz e eu sorrio ouvindo a voz de Luna. Pandora : - Olha, preciso que faça algo e você não pode falhar nisso tá legal ou serei obrigada a quebrar alguns ossos seus. - digo divertida e em seguida respiro fundo odiando o fato de estar longe nesse momento. - Pega a Luna e a Petra e vai pra minha casa, tente mantê-las lá até eu voltar para virar essa cidade de cabeça para baixo e garantir a segurança de todos. - completo fazendo a curva para a direita. Calvin : - E tão sério assim ? - questiona me fazendo revirar os olhos. Pandora : - A minha mãe vai estar lá, ela vai cuidar de vocês, então compra algumas besteiras, bebidas ou o que você quiser e vai pra lá, eu vou te mandar mensagem em meia hora no máximo, então esteja lá ou vai entrar para a minha lista de tortura. - respondo e em seguida encerro a ligação. Quando dei aqueles livros a Calvin eu sabia que ele seria útil em algum momento, a curiosidade e a paixão dele pelo sobrenatural é algo que eu sabia que o levaria a esbarrar com o lado sobrenatural da vida a qualquer momento, então de maneira discreta eu estava o preparando para isso, afinal ele tem algo especial, eu sinto isso. Respiro fundo entrando seguindo pela estrada de terra, graças ao trânsito um pouco mais tranquilo devido ao horário eu poderia chegar rápido lá e ao ver a casa em um local mais afastado do centro de Chicago eu sorrio. O lugar perfeito para atrair pessoas ingênuas para a morte. Isso não me surpreende. Não mesmo. Estaciono o táxi um pouco longe só pra garantir que nenhum i****a acerte o veículo, em seguida saio do carro e caminho em direção a casa alongando o pescoço enquanto ando. Por fim paro em frente a porta e não me preocupo em bater, apenas a chuto a derrubando e em seguida entro na casa sorrindo ao ver dois idiotas no corredor pedindo para morrerem. - Foi aqui que pediram uma pizza sabor da morte ? - pergunto sarcástica vendo um dos brutamontes careca caminhar lentamente até mim. - Você não deveria ter vindo até aqui garota. - diz sorrindo de maneira debochada e convencida. - Agora vai morrer. - completa saltando em minha direção com suas presas de vampiro a mostra. Agarro seu pescoço o segurando no ar e adorando a expressão surpresa enquanto tenta se livrar do meu aperto, vejo pelo canto de olho o outro vampiro correr para algum lugar dentro da casa, provavelmente para avisar a quem eu procuro que ele tem uma bela visita. - Hoje não é seu dia de sorte bebê. - digo olhando para o vampiro ainda tentando se livrar do aperto. Reviro os olhos antes de arrancar seu coração vendo sua vida inútil acabar em segundos, sorrio e fecho os olhos aproveitando a sensação boa que me deixa ansiosa por mais. Eu preciso de mais, eu quero mais. E eu tenho que m***r todos eles. Jogo o corpo do vampiro no chão de qualquer jeito e então caminho pelo corredor levando o coração do vampiro comigo, sou surpreendida por uma mão atravessando a parede agarrando meu pescoço e então sou puxada para trás, o impacto de minhas costas colidindo com a parece faz a mesma se quebrar. Essa até que doeu um pouco. Foi um ataque inteligente. - Quem é você ? - pergunta me jogando contra a outra parede me fazendo revirar os olhos pela falta de originalidade. - Com toda certeza não sou a p**a que te pariu. - respondo debochada e ele aperta ainda mais meu pescoço antes de me jogar no chão. - p**a desgraçada ! - diz e em seguida parte pra cima de mim. Me antecipo o pegando de surpresa ao lhe dar uma rasteira o fazendo cair e então me levanto rapidamente o vendo fazer o mesmo, a maneira desorganizada e apressada que ele me ataca em seguida me faz notar que ele é um recém criado, provavelmente o vampiro que hipnotiza vampiros estava planejando colocar esses idiotas imprestáveis para ir atrás da minha lobinha. Esse fato me irrita de uma maneira que arrancar o coração desse vampiro não me parece o suficiente, ele tem que sofrer e eu quero faze-lo sofrer. - Eu vou te dá uma chance de viver. - digo segurando os pulsos do vampiro bloqueando seus ataques. - Se me disser o que eu quero saber, você vive, mas se você se recusar a falar, eu vou arrancar todas as trinta e três vértebras da sua coluna e depois vou arrancar seu coração e fazer seu mestre come-lo. - completo sorrindo e ele ri. - Vai se f***r sua p**a, eu não vou te dizer nada. - diz e suspiro ainda sorrindo. - É uma pena pra você e mais diversão pra mim. - digo e em seguida coloco o pé em seu peito forçando seu corpo para trás enquanto puxo seus braços os arrancando o vendo gritar para minha total diversão. - Eu adoro esse som do desespero e dor. - continuo o vendo olhar para seus ombros jorrando sangue e respiro fundo aproveitando a sensação prazerosa. - m***r e causar dor me deixa muito excitada. - completo o vendo me olhar daquela maneira que indica que ele vai tentar fugir. Nego com a cabeça e em seguida arremesso seus braços em sua direção o distraindo para então surpreende-lo aparecendo segundos depois atrás dele enfiando minha mão em sua coluna e em seguida puxo sua vértebra para fora de maneira lenta para tortura-lo o vendo gritar enquanto eu sorrio adorando vê-lo se debater na tentativa de escapar. Ouço passos em um andar abaixo seguida de uma voz masculina orientando alguém, provavelmente estão no porão tentando ganhar tempo para fugirem, como se eu fosse deixar alguém fugir dessa casa, puxo a vértebra do vampiro de uma vez e em seguida arranco seu coração acabando com a brincadeira e então corro até a cozinha em busca de uma passagem para o porão ainda ouvindo aquela voz falar algo sobre sangue, ouço mais duas vozes e então guardo o coração do vampiro em meu bolso e em seguida pego duas facas e caminho até a porta, a chuto e em seguida desço as escadas lentamente. - Querido, cheguei ! - digo de maneira divertida vendo dois vampiros se apresentarem na ponta da escada e então arremesso as facas em seus p****s acertando o coração deles. - O demônio de Jersey finalmente veio me ver. - diz o cara que tava orientando esses dois idiotas batendo palmas enquanto eu termino de descer as escadas vendo os idiotas morrerem de maneira ridícula. - Não completaram a transição, que peninha, podemos tomar um drink em homenagem as suas grandes perdas papai. - digo sarcástica vendo o vampiro de olhos castanhos, cabelo grande todo penteado para trás, maxilar definido e barba bem feita vestindo um terno aparentemente caro sentando em uma poltrona de couro com uma taça na mão provavelmente cheia de sangue. - Claro, aceita um pouco de blood Mary ? - pergunta em tom de diversão apontando para a mulher desmaiada no tapete e eu sorrio. - Boa piada, mas não vai impedir que eu te mate. - respondo no mesmo tom puxando uma poltrona para me sentar de frente para ele. - Creio que tem muitas perguntas para me fazer e diferente do que pensou, eu estou disposto a responder todas. - diz e eu arqueio uma sobrancelha desconfiada. - Antes que me pergunte " se estava disposto a responder, então porque mandou seus recém criados me atacarem. " - continua fazendo o sinal de aspas com os dedos. - Você é uma criatura movida pelo caos, você precisa m***r pra se sentir viva, então te deixei fazer tudo da sua maneira. - completa e eu reviro os olhos. - Você não tem poder sobre mim, ninguém tem e você está errado sobre m***r ser a única coisa que me faz sentir viva, não estou dizendo que m***r não é meu passatempo favorito, mas tem muito mais coisas que me fazem sentir viva. - digo e ele sorrir. - Claro que tem. - diz com um tom de voz que não me agrada. - Imagino que uma certa garota de olhos verdes seja uma dessas coisas que te fazem se sentir viva. - diz de maneira sugestiva e eu arqueio uma sobrancelha. - O garoto humano, um garoto com sangue de bruxa, um lobo e uma loba, fora a sua mãe e ela, a garota que te fez vim até aqui, me parece um bom motivo para querer m***r o cara que mandou um grupo de vampiros atrás da sua garota. - completa e eu cruzo as pernas. - Eu não quero te m***r, eu vou te m***r, na verdade você já está morto e todo esse diálogo aqui é algo desnecessário, então talvez eu deva arrancar a sua cabeça e coração imundo logo. - digo e ele sorrir. - Então não quer saber porque mandei aqueles vampiros atrás da herdeira dos Blackwood ? - questiona e eu apenas o encaro esperando que ele continue. - Você, tudo isso foi por você, eu precisava te fazer vim até mim e aquela garota era a única maneira de conseguir isso. - diz e eu fico confusa. - Porque atrair alguém que vai te m***r ? - pergunto e ele sorrir. - Para te conhecer e ver com os meus próprios olhos que você realmente existe, você realmente está aqui, estou te vendo agora, olhando em seus olhos e vendo o poder irradiando deles, isso é único. - responde e eu me pergunto se ele bateu com a cabeça antes de se tornar vampiro. - Sua postura, jeito de falar, de se portar, esse brilho assassino em seus olhos, a sede de m***r e causar sofrimento e dor, tudo isso faz parte de quem você é, faz parte do que tem dentro de você e eu aprecio isso. - diz e eu reviro os olhos. - Para de enrolar e mentir, vá direto ao ponto antes que eu fique ainda mais entediada e te mate. - digo impaciente e ele sorrir. - A garota é uma fraqueza, a ligação entre vocês já fez estragos antes e a história vai se repetir se ela não morrer, por isso eu não sou o único atrás dela. - diz e isso me deixa confusa. - Isso tudo pode parecer bobagem agora, mas logo você irá entender que no fim a história irá se repetir e por isso não iremos nos conter dessa vez, não temos um propósito para viver se você não se libertar da garota e alcançar todo o seu potencial, por isso ela tem que morrer. - completa e eu sorrio me levantando cansada de toda essa conversa sem sentido. - Como eu disse antes, você não tem poder sobre mim e que fique claro que também não tem poder sobre ela. - digo me debruçando sobre ele olhando em seus olhos. - Você e qualquer um que tentar encostar um dedo sequer na minha lobinha não vai viver para contar a história. - faço uma pausa enfiando minha mão em seu peito vendo ele fazer uma careta de dor, porém não tenta fugir. - Ela é minha e ninguém machuca ou sequer vive para pensar em machucar o que é meu, então que venha a tríade de sangue, que venha clãs de bruxas, vampiros e alcatéias de lobos, que venha até o próprio d***o. - digo agarrando seu coração o apertando. - Eu matarei todos um por um e se preciso for, eu trarei o caos a este mundo, mas ninguém, absolutamente ninguém vai encostar na minha garota. - completo e ele sorrir. - Isso, me mostre do que você é capaz. - diz e eu pego o coração do vampiro em meu bolsa e em seguida enfio na boca do vampiro. - Coma. - ordeno e ele o faz, enquanto ele mastiga eu arranco seu coração lentamente o vendo se contorcer sem desviar seu olhar do meu. Ninguém, absolutamente ninguém tem poder sobre mim. Eu sou o monstro das histórias que assustam a todos e não o contrário disso. Eu sou o famoso e temido demônio de Jersey. ________________ Continua _________________
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