O Pacificador, O Demônio De Jersey & A Louca. ( Parte Final )

1824 Words
Quando Petra estaciona o carro em frente ao bar, eu me pergunto se fiz certo de vim até aqui, afinal estou me colocando em perigo ao sair do meu " esconderijo ", pode haver subordinados do meu pai aqui, mas não é como se eu pudesse voltar atrás agora, afinal já estou aqui, sem contar que Petra nunca me deixaria desistir agora e por isso eu respiro fundo abrindo a porta do carro sentindo seu olhar sobre mim, fecho a porta e em seguida me abaixo colocando a cabeça para dentro veículo pela janela. - Me deseje boa sorte. - peço e ela cruza os dedos. - Pega aquela s*******o, leve ela pra casa e mostre a ela quem é a abelha rainha aqui. - diz divertida me fazendo rir. - Eu ficaria aqui por garantia, mas sei que não há lugar mais seguro pra você do que ao lado da nossa malvada favorita, então boa sorte abelhinha. - completa e eu assinto me afastando do veículo a vendo ligar o carro, no entanto ela não sai dali até que eu entre no bar. E quando passo pela porta vejo que o lugar está bem cheio, olho em volta em busca de Pandora, no entanto o que encontro é uma figura familiar sentada em um banco com os braços apoiados no balcão, o cabelo loiro comprido bem penteado para trás, apesar de estar sentado posso notar que ele é alto um pouco grande e bem penteado para trás, posso sentir o cheiro bom do seu perfume se misturando ao cheiro suave do seu gel de cabelo e esse cheiro me lembra baunilha, sigo até o homem agora reparando em sua roupa e faço uma careta, uma camisa preta de malha e manga comprida com gola alta, calça social da mesma cor, porém me parece um modelo moderno e a calça está tão bem alinhada a sua silhueta que eu me arrisco a dizer que ela foi encomendada a um alfaiate. Paro ao seu lado no bar e tento ser discreta enquanto tento me lembrar onde já o vi, mas nada me vem a mente, no entanto ao ouvir sua voz uma lembrança de semanas atrás quando fui com Pandora até a cidade de Blackwood e achamos aquela caixa me vem a mente e então a imagem do homem sentado ao meu lado vestindo trajes da tríade de sangue vem logo em seguida, penso em dar meia volta e sair enquanto há tempo, no entanto sua voz de direciona a mim e então eu sei que não posso mais simplesmente sair. No que eu me meti ? Droga ! - Luna Blackwood, finalmente nos encontramos outra vez. - diz e há uma tranquilidade absurda em seu tom de voz, o que me deixa nervosa, mas tento não demonstrar e assim me viro para o encarar ficando confusa ao ver seu rosto. - Não tive a oportunidade de me apresentar daquela vez, então por favor me permita corrigir isso. - continua largando o copo encima do balcão. - Sou Machiavelli, mas pode me chamar de Mack se quiser. - diz estendendo sua mão para mim, mas não consigo focar em outra coisa que não seja a confusão em minha mente em relação a sua aparência e ele sorrir de canto, seu sorriso é familiar, no entanto não consigo definir em que sentido ou o assimilar a alguém. - Oh, me desculpe, eu esqueci que estava aqui com a minha verdadeira aparência, deixe-me lhe mostrar o que este anel enfeitiçado pode fazer. - completa e em seguida seus olhos azuis se tornam verdes, seu rosto antes marcado pelas bochechas rosada e o sinal próximo de seu olho vão mudando, não há uma grande mudança, no entanto agora sim eu posso dizer que ele é o homem daquele dia. - Sua verdadeira aparência é familiar e não estou dizendo isso porque te vi em Blackwood. - digo e ele sorrir. - Talvez você já tenha visto a minha irmã por aí, somos bem parecidos. - diz dando de ombros enquanto chama o garçom com aceno. - Por favor, traga um drink sem álcool para a minha convidada. - pede e o garçom assente. - Porque esconde sua aparência ? - pergunto e ele me olha com uma expressão divertida. - Você é muito curiosa, me lembra alguém do passado. - diz ignorando minha pergunta e eu penso que ele não responderá, no entanto em seguida ele o faz. - Há alguns anos eu fiz algumas travessuras e por isso preciso " me esconder ". - completa fazendo aspas com os dedos. - Mais você é um m****o da tríade de sangue e pelo que eu sei, isso te dá uma espécie de passe livre pra qualquer coisa. - digo e ele sorrir. - Você é tão ingênua que quase me faz acreditar que a bondade em excesso é uma benção e não uma maldição. - diz divertido e eu faço uma careta achando a maneira como ele fala bem estranha. Parece até que foi criado na época em que os homens viviam de terno até a hora de dormir e mulheres usavam espartilhos que esmagavam seus pulmões e aqueles vestidos mais quentes e abafados que o estado do Texas inteiro. - Porque está aqui ? - pergunto e ele aponta para o copo cheio de whisky encima do balcão. - Para saborear esse maravilhoso whisky Blantons Bourbon. - responde divertido e eu reviro os olhos. - Estou me referindo a sua presença em Mount Holly e não ao que veio fazer nesse bar. - digo irritada e ele leva o copo de whisky até os lábios e faz uma expressão de satisfação ao sentir o gosto da bebida. - Isso é maravilhoso. - diz colocando o copo encima do balcão e em seguida aponta para o banco atrás de mim indicando que eu me sente. - Se quiser que eu fale, então por favor se sente e beba comigo. - pede e eu vejo o barman finalmente voltar com o drink que ele pediu e colocá-lo encima do balcão próximo a mim. - Não tenho a intenção de lhe fazer m*l e nem estou aqui a trabalho, sou apenas um observador e se também estiver preocupada com a possibilidade de cachorros raivosos passarem por aquela porta, eu lhe asseguro que sou um adestrador eficiente e experiente. - completa sorrindo de canto e suspiro me sentando, no entanto recuso a bebida. - Pode começar a falar. - digo e ele se ajeita em seu lugar ficando de frente para mim. - Pandora. - diz e eu fico confusa. - É por ela que estou aqui. - completa e eu faço uma careta. - Dá pra ser mais específico ? - questiono e ele assente. - Estou aqui porquê ela meio que solicitou a minha presença, afinal eu jamais ousaria aparecer sem ser convidado, pois tenho um certo apego por essa vida e esse belo rosto. - responde sorrindo de canto. - E porquê ela te chamou aqui ? - pergunto e ele suspira. - Isso você vai ter que perguntar a ela, pois eu posso apostar que você não faz idéia do que ela tem feito. - responde e eu junto as sobrancelhas em confusão, mas sei que isso tem haver com o fato de Pandora estar estranha nos últimos dias. - No entanto posso dizer que você é o coração dela, então cuidado com a distância. - diz olhando para a porta por alguns segundos e em seguida volta me olhar e agora seus olhos estão azuis outra vez. - Sua linhagem é pura, seu destino não se trata somente de ser a primeira alfa, mas é necessário que seja o mais rápido possível, então tenha pressa Luna Blackwood, pois o tempo não para pra te esperar, se você não se esforçar para acompanhá-lo, então está fadada ao fracasso. - completa olhando para a porta outra vez e eu me pergunto o que ele está esperando. - Algum problema ? - pergunto e ele me olha de canto. - Estou torcendo por você, então vença esse duelo de sangue o mais rápido possível e não se esqueça de que você é o coração dela. - responde e em seguida se levanta. - Espero encontrá-la outra vez e com mais tempo, no entanto foi um prazer te conhecer Luna Blackwood. - diz levando a mão ao bolso da calça tirando de lá alguns dólares e o coloca encima do balcão. - Ah, quando você retomar sua vila, você devia dá uma olhada na biblioteca subterrânea da sua antiga casa, acho que alguns livros lá podem te interessar. - completa sorrindo de canto. - Espera, ainda não terminamos essa conversa. - digo ficando de pé e em seguida sinto uma presença sinistra de tão forte se aproximando, se eu tivesse um detector de perigo ele teria estourado nesse momento. - Terminaram sim. - sinto todos os músculos do meu corpo tensionarem ao ouvir sua voz praticamente sussurrada próximo a minha orelha. - Até mais senhoritas. - diz Machiavelli sorrindo de canto acenando antes de sair do bar tão rápido quanto o Flash. Engulo seco sentindo a respiração pesada de Pandora contra minha nuca, me viro devagar tentando não parecer nervosa, mas fico confusa ao ver que seu olhar não está direcionado a mim, mas para onde Machiavelli estava segundos atrás e seus olhos não estão azuis como eu adoro, mas sim vermelhos e por sua expressão consigo notar que ela está apertando os dentes provavelmente tentando conter sua raiva, no entanto o que mais me deixa confusa e que todos ao nosso redor parecem paralisados. O que diabos está acontecendo aqui ? Pandora está fazendo isso ? - O pacificador, o demônio de Jersey e a louca. - ouço Pandora sussurrar e me viro para a olhar. - O pacificador, o demônio de Jersey e a louca. - continua e seus olhos vão ficando ainda mais vermelhos. - O pacificador, o demônio de Jersey e a louca. - repete outra vez parecendo em transe e antes que eu possa pensar em fazer algo, ouço um grito estridente tão alto que machuca meus ouvidos, cubro as orelhas com as mãos e em seguida ela repete aquilo outra vez. - O pacificador, o demônio de Jersey e a louca. - completa e em seguida seu olhar encontra o meu enquanto ouço aquele grito irritante outra vez. Seu olhar sombrio sobre mim parece avaliativo como se buscasse algo, ela toca meu rosto de uma maneira tão delicada que parece estar com medo de que eu quebre feito uma boneca de porcelana com seu toque e em seguida sorrir. - Selene. - diz e eu fico confusa. - Selene ? - questiono e ela sorrir ainda mais. Quem diabos é Selene ? E que d***a foi essa de " o pacificador, o demônio de Jersey e a louca " ? _________________ Continua ________________
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