Uma Visita Indesejada.

2683 Words
Quando o sol entrou pela janela do quarto da garota de olhos verdes pela manhã a fazendo despertar, ela apertou os olhos desejando que a presença da loira em seu quarto não tivesse sido mais um sonho e ao sentir o perfume da loira ela se levantou correndo e seguiu até a janela olhando para baixo em busca de algum sinal da garota, mas ao não encontrar nada ela entendeu que estava provavelmente delirando por querer que tivesse sido real. Ela suspira voltando para a cama e em seguida se joga de qualquer jeito ali ouvindo batidas no ritmo de uma música do Queen na porta a fazendo saber exatamente de quem se trata. - Entra. - diz se virando ficando de barriga para cima e então vê Kai entrar no quarto. - Bom dia amor da minha vida. - diz animado e em seguida faz uma careta. - Acho que alguma roupa sua está com o cheiro da Pandora, porque eu tô sentindo o perfume forte dela. - questiona e Luna arqueia uma sobrancelha achando engraçado a maneira que ele está cheirando o ar parecendo um ratinho cheirando o queijo antes de cair na armadilha. - Pode ser que seja na minha roupa de ontem, eu não a coloquei na lavadoura como me pediu, desculpa. - responde e o garoto se joga na cama ao seu lado. - Tem que ter cuidado, sabe que temos um olfato muito apurado, seu pai poderia ter dado a louca e entrado aqui no meu lugar. - diz e sua prima revira os olhos. - Ele nunca entra aqui, pelo menos disso estou livre. - diz a garota se sentindo irritada só por ouvir seu pai ser mencionado. - Hoje é sexta, teremos a tarde livre, o que acha de sairmos com a nossa gangue ? - pergunta Kai animado e a garota sorrir. - Acho que precisamos respirar novos ares. - responde toda animada e seu primo franze o cenho. - Você tá muito animadinha e você nunca fica assim, ainda mais quando envolve sair, o que tá acontecendo ? - questiona o garoto com uma sobrancelha arqueada e Luna suspira dando de ombros. - Eu tive um bom sonho e estou com um ótimo pressentimento. - responde e seu primo semicerra os olhos a encarando. - O que você tá escondendo Luna Blackwood ? - questiona cruzando os braços e a garota ri. - Nada, eu realmente só tive um bom sonho essa noite. - responde e mesmo sem acreditar seu primo assente. - Okay, vai se arrumar, vou te esperar lá embaixo. - diz e ela sorrir assentindo. Ele se levanta e segue para fora enquanto isso a alguns cômodos mais a frente Cerberus e Conan Blackwood conversavam sobre a ausência de Johnathan, o primo mais novo irresponsável que para eles provavelmente estaria enchendo a cara em outra cidade e dormindo com prostitutas. - Aquele b****a irresponsável está acabando com a reputação dessa família, eu vou máta-lo. - diz Cerberus irritado e seu irmão revira os olhos. - Aquele i****a não é importante, o que importa aqui e você me garantir que não vai mais enconstar suas mãos imundas na minha sobrinha. - diz Conan sério e Cerberus arqueia uma sobrancelha enquanto em seu rosto havia uma expressão de deboche. - Ela é minha filha, eu a trato da maneira que eu quiser. - diz debochado e seu irmão respira fundo tentando conter a raiva crescendo dentro de sí. - Eu não estou brincando Cerberus, já não basta todas as merdas que você já fez, você ainda quer que ela se case com um i****a para que você realize seu desejo i****a de retomar aquela cidade e a mansão Blackwood, aquilo ficou no passado, supera d***a. - diz irritado batendo na mesa e Cerberus sorrir achando divertido ver seu irmão a beira de um colapso nervoso. - Você já não tem sangue suficiente nas suas mãos, porque a inferniza tanto ? - questiona Conan e seu irmão revira os olhos. - Eu não tenho tanto sangue em minhas mãos, mas se quer saber, m***r a sua paixãozinha na adolescência e a mãe de Kai, até que foi divertido. - responde Cerberus olhando friamente nos olhos de seu irmão. - Enquanto a Luna, ela é problema meu, então não se meta aonde não foi chamado ou eu irei descontar no meu sobrinho adorado. - completa e Conan o agarra pela gola da camisa o levantando vendo Cerberus sorrir. - Se enconstar no meu filho ou na Luna, eu vou esquecer que temos um pacto de sangue e então vou acabar com a sua vida, nem que pra isso eu tenha que acabar com a minha junto. - diz Conan e Cerberus o olha f**o. Conan solta seu irmão e em seguida sai do escritório deixando o alfa irritado, ele odiava o fato de ter um pacto de sangue com seu irmão mais novo, pois ele acha Conan fraco e emotivo demais, para ele seu irmão era uma piada. Uma piada irritante e repetitiva que ele carregaria até o fim de sua vida. Esse pensamento lhe fez sorrir, ainda mais diante do que estava por vir, isso foi o suficiente para fazê-lo relaxar em sua cadeira sabendo que novos tempos o aguarda, mas ele não imagina o quão sombrios eles seriam. Se depender de uma certa loira de olhos azuis hipnotizantes o alfa terá uma demonstração do que poderia ser considerado o inferno. E além da loira vingativa e sádica ele teria que lidar com as consequências do passado de sua família. Ele teria que lidar com uma maldição que assombrou todos os seus antepassados. Ele irá conhecer a primeira alfa. Em uma casa de construção no centro da cidade Pandora escolhia tranquilamente seus materiais de tortura, a garota planejava passar a noite toda se divertindo com Johnathan Blackwood, ela acordou tão animada por saber que o grande dia está próximo, ela teria que trabalhar duro essa noite, mas no final valeria apena. A garota sorrir enquanto analisa algumas serras elétricas pensando que seria interesante usar aquilo, ela faz um bico e em seguida franze o cenho fazendo uma careta pensativa, porém a careta pensativa muda rapidamente para uma expressão de diversão quando sente a presença de uma bruxa, mas não se trata de sua mãe, essa bruxa era desconhecida e isso a fez pensar que poderia ser uma das várias bruxas da tríade de sangue tentando localiza-la. A loira pega uma das serras e em seguida revira os olhos sentindo a presença mágica se aproximar e então ela se vira e coloca a serra em seu carrinho de compras fingindo estar distraída e em seguida levanta seu olhar dando de cara com uma mulher um pouco alta de aparência jovem, cabelo branco e a pele alva, seus olhos azuis, nariz fino e levemente arrebitado, suas bochechas rosadas com sardas e as sobrancelhas um pouco grossas. Uma bela mulher. Com toda certeza seria uma pena m***r alguém tão bela. - Vai me dizer seu nome antes que eu te localize e te mate, ou prefere morrer como indigente ? - pergunta Pandora encarando a imagem da mulher a sua frente que sorrir. - Faria alguma diferença eu me apresentar ou não demônio de Jersey ? - questiona a mulher e a loira arqueia uma sobrancelha. - Vejo que a minha reputação está em dia, chegou até nos retiros das bruxinhas do bem. - responde a loira debochada não gostando nada da mulher ter mencionado o apelido que a tríade de sangue a deu há alguns anos. - Você é mais famosa do que pensa, mas confesso que estou surpresa de encontrá-la tão facilmente ainda mais aqui no lugar onde tudo começou, pensei que estaria em algum lugar por aí se escondendo debaixo da saia da Mikhaela. - diz a mulher no mesmo tom e a loira sorrir. - Você tem coragem, eu aprecio isso apesar de que vim até aqui através de uma chamada de bruxa seja algo nada inteligente se levar em conta as minhas capacidades de ir atrás de cabeças para arrancar. - diz Pandora sorrindo de canto e a mulher sorrir de maneira contida. - Você é exatamente como descreveram. - diz e a loira revira os olhos arqueando uma sobrancelha, um gesto típico da garota. - Você não faz parte da tríade de sangue, então porque está se arriscando assim ? - questiona a loira curiosa. - Afinal você devia saber que no momento em que pisasse aqui, mesmo não sendo fisicamente eu levaria apenas segundos para saber que você está em uma bela casa em Springfield que fica mais ou menos há duas horas daqui. - completa e a mulher sorrir. - Você é mesmo surpreendente, mas eu não deveria estar tão surpresa, afinal eu sei de quem você e filha. - diz a mulher e a garota arqueia uma sobrancelha se perguntando se ela estava se referindo a Mikhaela, pois seu tom de voz demonstrou algo que a loira não gostou. - Enfim, eu estou aqui porque preciso de você, preciso que faça algo para mim. - completa e a loira suspira pegando sua carteira de motorista no bolso inferior de sua jaqueta e em seguida mostra para a mulher. - Aqui tá escrito Pandora e não instituição de caridade. - diz a loira apontando para seu nome sorrindo enquanto a mulher revira os olhos. - Agora vai embora antes que eu decida adiar a minha noite de diversão para caçar e m***r você e cada m****o da sua família. - completa começando a se irritar com a presença da mulher. - Ta legal, eu me expressei errado, acho que devo te oferecer algo em troca. - diz sorrindo e garota a olha com desdém cruzando os braços. - Você não tem nada que possa ser do meu interesse. - diz a loira entediada e a mulher se aproxima atravessando o carrinho de compras ficando cara a cara com a garota e em seguida afasta a jaqueta e uma parte da blusa da garota expondo a marca acima de seu peito esquerdo. - Não quer saber porque carrega essa marca gravada em sua pele feito tatuagem ? - questiona a mulher olhando nos olhos da garota que não esboça nenhuma reação. - Não quer saber sobre o seu passado ou porque a tríade de sangue te chama de demônio de Jersey ? - questiona novamente e a loira serra a mandíbula respirando fundo. - Eu vou acrescentar você a minha lista de vítimas e quando eu acabar por aqui, eu vou atrás de você. - diz a loira e a mulher sorrir. - Estarei te esperando ansiosa, sei que não está nessa cidade por acaso e que tem coisas a fazer, mas eu não tenho pressa, posso te esperar mais um pouco, então pense melhor na minha proposta, porque eu sei exatamente o que você quer saber. - diz a mulher dando alguns passos para trás sem desviar seu olhar do da garota a sua frente. - Quando estiver pronta para me ajudar com meu problema, então eu resolverei o seu te levando até a sua mãe, a sua verdadeira mãe, a mulher que te amaldiçoou. - completa e antes que a loira possa dizer algo a sua imagem vai sumindo aos poucos dando a garota um último sorriso. Pandora pensa em largar tudo e ir até Springfield torturar a bruxa e entrar em sua mente antes de mata-la, mas ela não poderia agir de maneira irracional, aquela mulher conhecia Mikhaela e foi audaciosa o suficiente para encarar a loira, mesmo que de forma covarde. A loira respira fundo sabendo exatamente onde ela acharia respostas sobre essa visita indesejada sem ter que deixar de lado seus planos para essa noite, afinal ela tem que cumprir seu propósito nesta cidade e se afastar da garota Blackwood não é uma boa opção no momento. Lembrar da garota é o suficiente para fazê-la respirar fundo e voltar a suas compras, ela deixaria esse assunto de lado por um momento focando em terminar o que começou, afinal aquela mulher voltaria a vê-la em algum momento e quando esse momento chegar a loira pretende estar pronta para seguir adiante. Afinal ela não voltou para a cidade somente por Luna. Ela voltou para saber mais sobre seu passado e essa mulher lhe oferecer respostas em troca de algo a faz pensar que pode ser divertido e interesante dar a mulher o que ela quer. Ainda mais se envolver mortes. Enquanto Pandora termina suas compras tranquilamente sem se preocupar por provavelmente estar se atrasando para a aula, enquanto isso no estacionamento da escola um James morrendo de ressaca conversava com Petra e Calvin após a garota mostrar para o loiro os vídeos de James dançando encima da mesa de sinuca. - Eu nunca mais vou beber desse jeito. - diz James encostado na carroceria de seu carro suspirando pesadamente tentando enquanto ajeita o óculos de sol. - Essa claridade tá me afetando de uma maneira que tô me sentindo um vampiro prestes a queimar com a luz do sol. - completa e Petra faz uma careta enquanto Calvin rir. - Eles não queimam no sol até pegarem fogo e morrer como nos filmes e séries, segundo o livro de lendas eles apenas sofrem queimaduras que se curam de maneira lenta sendo torturante para eles, por isso eles necessitam de objetos mágicos para andarem tranquilamente de dia. - diz Calvin e Petra o encara com uma sobrancelha arqueada e ao notar isso o loiro sorrir sem jeito. - Então isso é tipo a fraqueza deles ? - questiona James curioso, ele geralmente não se interessa por essas coisas, mas esse fato foi inesperado demais para ele ignorar. - E tipo lobos ficarem mais fracos quando não estão sob o efeito da lua cheia ? - pergunta e Petra agora alterna seu olhar de Calvin para James enquanto se pergunta como diabos o loiro sabia sobre isso e como ele havia conseguido um livro com tal informação. - Os lobos não ficam fracos, eles apenas não podem alcançar o máximo de suas habilidades quando não tem lua cheia e segundo o livro eles podem se transformar normalmente, mas as suas habilidades não são tão fortes como ficam em dia de lua cheia. - responde Calvin e Petra faz uma careta. - Onde você achou um livro com esse tipo de lenda ? - pergunta e Calvin a olha. - Eu não achei, a Pandora que me deu, ela tem vários sobre lobos, vampiros, bruxas, entre outros e tem algo curioso sobre as bruxas em um deles. - responde o loiro animado e Petra franze o cenho tentando entender a situação. - Fala. - diz James curioso e o loiro olha pra ele. - Tem literalmente uma classificação das bruxas, elas são classificadas como bruxas brancas, as que podemos definir como boazinhas e tem as bruxas da noite, as bruxas que praticam magia do m*l. - diz o loiro e James rir achando engraçado a maneira como ele definiu a segunda categoria de bruxas. - Também tem algo interessante sobre as bruxas brancas da antiguidade, no livro diz que elas tem cabelos brancos e que quando usam magia n***a, o cabelo muda para ruivo indicando que a alma da bruxa foi corrompida. - completa Calvin e isso faz Petra se lembrar do conto que atormenta sua alcatéia. A bruxa que amaldiçoou a família Blackwood. Ela tenta se lembrar aonde viu uma referência sobre a bruxa inicialmente ter cabelos brancos e depois terem se tornados ruivos, mesmo forçando sua mente ela não consegue se lembrar onde viu isso, porém seus instintos lhe diziam que poderia ser algo do conselho, algo que ela pode ter visto durante sua apresentação diante deles após ativar seus genes de lobo, de qualquer forma isso não é algo útil para ela e provavelmente não é útil para a alcatéia também. Afinal aparentemente todas as bruxas de Mount Holly foram queimadas ou enforcadas por Kasper Blackwood. Pelo menos é o que todos pensam. _________________ Continua ________________
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