Dúvidas.
Eu tenho tantas dúvidas nesse momento.
Ontem eu era apenas uma garota com genes defeituosos de lobo que enfrentou o alfa da alcatéia que também é meu pai e estava pensando que teria um fim h******l por isso, ontem eu selei totalmente meu destino e por alguma razão eu não me sinto tão m*l por isso, na verdade eu estou bem na medida do possível, porque há tantas coisas que eu preciso saber e tentar entender que as vezes me assusta pensar no que eu ainda posso descobrir sobre mim mesma.
Respiro fundo observando Pandora dormir tranquilamente ao meu lado, após aquele momento mais cedo eu vim parar em seu quarto, eu não pensei que ela poderia me deixar ainda mais encantada por ela, mas até nisso ela me surpreende. Sorrio acariciando seu cabelo com cuidado para não acorda-la, ela estava tão fofa tocando piano e cantando músicas sem sentido só pra me fazer rir que por um momento eu esqueci de tudo e todas aquelas coisas que ela me disse, eu não posso e não vou esquecer.
Principalmente que ela está aqui por mim.
Porque ela queria me conhecer.
Eu seriamente cogitei a hipótese dela só ter se aproximado e ficado comigo por causa da ligação e a maldição, eu pensei que poderia ter sido tudo uma mentira e parte de um plano, pensar isso doeu tanto porque eu gosto dela de verdade, gosto mais do que eu possa explicar, pensar, imaginar, eu só consigo sentir e sentir. Pandora me marcou de uma maneira que eu não consigo entender, tudo isso tão louco porque nós conhecemos há pouco tempo, mas parece que tudo que eu sinto por ela vai ficando mais intenso a cada dia que passa, parece um vírus que vai dominando todo o meu sistema imunológico e se espalhando rapidamente pelo meu corpo.
A querer dessa maneira tão intensa não é normal.
Porque eu preciso de mais.
A todo momento eu só quero mais e mais dela.
E nesse momento a necessidade de estar com ela é ainda maior do que já foi antes.
Ouço a porta ser aberta com cuidado e fico confusa, mas sorrio ao ver Petra colocar a cabeça para dentro do quarto.
- Ei, o que acha de tomar café comigo e depois dar uma volta para conhecer a propiedade da namoradinha ? - pergunta divertida e eu reviro os olhos assentindo.
Me levanto com cuidado para não acordar Pandora e faço uma careta ao vê-la se remexer esperando ouvir sua voz, mas ela apenas muda de posição ficando de frente para mim, sorrio ao ver suas mechas loiras cobrindo seu rosto, beijo sua bochecha e em seguida olho para Petra que permanecia do mesmo jeito me olhando com uma expressão de diversão e eu reviro os olhos me aproximando dela empurrando sua cabeça para fora do quarto.
- Nossa que abelhinha agressiva. - diz e eu sorrio.
- Acho que faz parte dos meus genes não defeituosos de lobo. - digo e faço uma careta.
- Ainda em negação ? - pergunta e eu n**o.
- Estou em fase de aceitação, tá tudo ainda muito surreal e insano na minha cabeça, mas eu vou superar. - respondo seguindo para as escadas com ela ao meu lado.
- Esse é o pensamento abelhinha. - diz e eu suspiro.
- Todo aquele tempo em que eu achei que você estava longe, na verdade você estava aqui ? - pergunto e ela assente.
- Eu tive que aprender muita coisa, controlar o meu temperamento foi o mais difícil, então nada melhor do que esse lugar para aprender a dominar seus instintos quando eles te dominam. - responde tranquila sorrindo de canto. - Foi muito difícil no começo e a Chucky é muito exigente, aquela garota poderia ser o d***o ou no mínimo um demônio, na verdade é assim que muitos a chamam. - completa e eu fico confusa.
- Como ela é chamada ? - pergunto curiosa.
- Demônio de Jersey. - responde e eu sorrio achando esse apelido engraçado.
- Uma referência ao o demônio da lenda que aterrorizou boa parte do nosso Estado por séculos ? - pergunto e ela assente. - Porque ? - pergunto ainda mais curiosa.
- Fora o colar que ela usa ser uma referência, ela também tem uma marca de nascença acima do peito esquerdo se não me engano. - responde parecendo pensar em algo. - Ela geralmente não fica muito de regata, então não dá pra notar a marca e muito menos as tatuagens. - diz e eu me lembro de Calvin ter mencionado algo sobre ela ter tatuagens um tempo atrás e também me lembro muito bem da tatuagem em sua nuca.
Ela também havia comentado sobre essa marca de nascença e outras tatuagens, mas não tive a oportunidade de vê-las.
Ainda não, mas pretendo.
Tenho que fazer uma nota mental disso.
- Ela te mostrou ? - pergunto e ela n**a.
- As tatuagens eu vi durante o treinamento, acho que foi o único momento em que a vi se vestir de maneira tão simples, literalmente um short de ginástica e uma regata, foi um momento épico. - brinca e eu sorrio tentando visualizar a garota vestida dessa maneira, mas não consigo.
- Me parece realmente algo épico. - digo e ela assente enquanto terminamos de descer as escadas.
- Mais falando do que realmente importa no momento, eu tenho que perguntar. - diz e eu reviro os olhos já imaginando o que ela vai perguntar. - Estão juntas ? - pergunta e eu respiro fundo.
- Eu quero, mas não acho que estamos nesse nível ainda, na verdade eu nem sei se podemos definir isso ainda. - respondo e ela arqueia uma sobrancelha. - Eu gosto dela, na verdade eu preciso ser sincera comigo mesma e admitir que tem uma possibilidade enorme de que eu esteja me apaixonando por ela, o que é bem louco porquê ela... - não consigo completar.
- Ela é ela, eu entendo. - diz e eu assinto grata por ela entender. - Eu sei que ela é diferente em todos os sentidos, vai por mim ela tende a ser bem bizarra as vezes, mas apesar de ser um pouco psicótica ela tem um grande coração, não sei se ele bate, mas ela tem. - completa divertida e eu sorrio enquanto entramos na cozinha.
Vejo Mikhaela colocando a mesa com a ajuda de Calvin que estava ainda mais fofo que o normal, seu cabelo estava todo bagunçado e seu rosto todo amassado e com marcas do que parecia ser algum detalhe de capa de livro.
- Bom dia meninas. - diz Mikhaela sem se virar.
- Bom dia lobas da minha vida. - diz Calvin sorrindo e Petra faz uma careta.
- Bom dia nerd fofucho e Mikha. - diz Petra se sentando a mesa e eu me sento ao seu lado.
- Bom dia. - digo e Mikhaela se vira com um prato cheio de panquecas em uma mão e duas canecas na outra.
- Dormiram bem ? - pergunta voltando a se virar e em seguida coloca um porta cápsulas de café encima da mesa. - Escolham o que querem beber. - diz divertida.
- Eu dormi bem, mas acho que teve gente que dormiu melhor. - diz Petra e eu chuto sua perna a fazendo rir.
- Eu dormi bem, apesar de não ter dormido muito. - digo e Mikhaela sorrir.
- Eu entendo querida, tudo isso é demais para assimilar em um só dia e ainda falta tanto para você saber, mas vá com calma nas informações, uma de cada vez pode ser uma boa opção pra não surtar. - sugere enquanto eu observo as várias opções de sabores de capuccino, café expresso, entre outros. - Ah, agora eu me lembrei de algo. - diz indo até a geladeira e em seguida me olha abrindo a porta me dando uma bela visão de várias mini garrafas de frappuccinos de diferentes sabores do Starbucks. - Pandora me disse que você prefere esse tipo de bebida quando envolve café, então tomei a liberdade de comprar mais cedo, então fique a vontade para escolher o que beber. - completa e eu sorrio vendo Petra rir e então chuto sua perna vendo ela me olhar em seguida.
- Eu estava rindo da cara amassada do Calvin. - diz e eu reviro os olhos me levantando para ir até a geladeira escolher o sabor.
- Me dá um de caramelo ? - pede Calvin colocando um bolo encima da mesa.
- Com creme ou café ? - pergunto pegando um de chocolate com creme pra mim.
- Café, preciso me manter acordado. - responde e eu sorrio.
- Tem chantilly na outra porta, caso goste de uma quantidade mais exagerada. - diz Mikhaela enquanto eu pego a garrafa de frappuccino de caramelo para Calvin e em seguida pego o chantilly.
- Está sendo mimadinha pela sogrinha e a namoradinha, tá podendo em abelhinha. - sussurra Petra quando me sento ao seu lado e eu chuto sua perna outra vez ouvindo Calvin rir.
Essa palhaça !
Vai ficar me enchendo o saco com isso agora.
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Após o café Petra me levou para conhecer a propiedade, o lugar é bem grande e cheio de trilhas que dão acesso a floresta proibida, inclusive eu ainda nem acredito que entrei na floresta e eu acertei aquele lobo.
Será que ele morreu ?
Eu espero que não.
Eu não queria machucar ninguém.
- Quer saber como seu pai nunca desconfiou de mim ? - pergunta Petra chamando minha atenção e eu a olho.
- Como ? - pergunto curiosa.
- Eu nunca fiz parte da alcatéia. - responde me olhando. - Lembra da minha primeira transformação e como você me acalmou facilmente ? - pergunta e eu assinto. - Naquele dia você fez com que eu me submetesse a você, então eu fui blindada de qualquer elo de lealdade com o seu pai e por isso quando você me pediu para ser sincera com você sobre o porquê me afastei eu fiquei daquele jeito, a lealdade a minha alfa estava me fazendo contrariar minhas próprias vontades. - completa e então eu entendo.
- Naquele dia eu pensei ter te irritado ao ponto de você ficar descontrolada, mas eu me enganei, você só estava lutando contra o meu efeito de alfa sobre você. - digo e ela assente sorrindo.
- Você usou seu poder de alfa ali e sequer notou. - diz e eu suspiro me lembrando do incidente na escola.
- Você disse que alguns de nós sonham ou tem alucinações com o lobo interior quando a primeira transformação está perto de acontecer. - digo e ela assente atenta as minhas palavras. - Eu acho que vi outra coisa além de um lobo aquele dia no vestiário, isso é normal ? - pergunto e ela junta as sobrancelhas em confusão.
- Não, não é normal, mas talvez seja algo relacionado a maldição, então acho que deveria falar com a Chucky ou a Mikha. - responde e eu reviro os olhos.
- Não chama ela de Chucky. - reclamo e ela ri.
- Defendendo a namoradinha, que lindo. - debocha e eu soco seu ombro.
- Não é isso, afinal ela pode se defender sozinha, não que eu não a defenderia mesmo assim, mas é que você chamando ela assim eu a imagino vestindo um macacão jeans, blusa de manga cumprida listrada, cabelo ruivo e faca na mão correndo atrás das pessoas e rindo de uma maneira estranha, literalmente o Chucky. - digo rindo e ela ri também.
- m***a, eu visualizei ela assim agora e não ficou legal. - diz Petra ainda rindo.
- Legal não ficaria, mas também não seria uma opção r**m de fantasia de Halloween já que estamos entrando no mês das bruxas e consequentemente estamos há poucos dias do meu aniversário. - digo e ela assente.
- Literalmente poucos dias, pretende dar uma festa abelhinha ? - pergunta e eu n**o.
- Não tem clima pra festa e mesmo que tivesse você sabe que eu não gosto de nada extravagante. - respondo e ela revira os olhos.
- Porque você tem que ser tão tiazinha ? - questiona divertida e eu dou de ombros. - Acho que vou ter que mexer uns pauzinhos pra essa fogueira poder pegar fogo. - diz e eu faço uma careta.
- Metáfora de quem vai aprontar. - digo e ela sorrir assentindo.
Aí meu Deus.
Isso não vai prestar.
- O que pretende fazer após a sua primeira transformação ? - pergunta e eu dou de ombros.
- Não faço idéia, mas eu sei bem com o que terei que lidar e acho que lá no fundo eu estou pronta. - respondo e ela me olha. - Ainda tenho muita informação para processar e tem tanta coisa que eu ainda não entendo, mas eu não vou ficar parada esperando que as respostas surjam mágicamente, eu vou atrás delas. - digo e ela sorrir.
- É isso que eu mais amo em você sabia ? - questiona passando um braço envolta do meu pescoço. - Você é uma abelhinha zangada pronta atacar quem tentar roubar o seu mel. - diz e eu faço uma careta.
- Acho que você tá precisando de uma terapia, essas comparações suas estão ainda mais estranhas que o normal. - digo e ela revira os olhos.
- A vida é uma terapia, terapia bem fuleira, mas ainda sim não deixa de ser uma terapia. - diz e eu soco seu ombro.
- Para de falar bobagem. - digo e ela devolve o soco. - Nossa como você é infantil. - digo e ela me dá outro soco no ombro. - Tá legal, agora eu vou esfregar essa sua bela face nesse chão. - digo e ela corre. - Não adianta correr, uma hora eu vou te pegar. - completo e ela ri.
- Tenta abelhinha. - diz alto enquanto corre e eu corro atrás dela.
Se ela quer bancar a criança, então tudo bem.
Vamos brincar.
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Desço as escadas tentando ignorar o zumbido irritante vindo de algum lugar da casa, essa m***a tá deixando meu humor ainda pior.
- Que cara é essa ? - pergunta Mikhaela e eu respiro fundo.
- Não tô afim de conversar, então só fale se for algo útil ou do meu interesse. - digo m*l humorada e ela ri.
- Acordou naqueles dias em que você fica um porre até m***r ou brincar de torturar alguém ? - pergunta e eu assinto. - Lembra que a Luna tá aqui né ? - questiona e eu assinto pegando sua xícara de café.
- Lembro e ela vai ter que se acostumar com esse meu jeito único e especial. - respondo sarcástica tomando um gole da bebida fazendo um careta. - Por Deus, como você gosta disso ? - pergunto devolvendo a xícara para ela.
- Chá preto faz bem para a saúde. - responde e eu reviro os olhos.
- Isso é literalmente mato seco com água quente e um pouco de açúcar, não vejo nada de bom nisso e se for pra colocar mato no meu organismo, então eu prefiro comer capim igual uma vaca. - digo e ela ri.
- Claro, a vaquinha Pandora, tão jovem e muito rabugenta. - diz rindo e eu reviro os olhos. - Vem, eu vou te preparar um café velha rabugenta. - completa se levantando e eu a sigo para a cozinha.
- Ela parecia melhor ? - pergunto e Mikhaela me olha por cima do ombro.
- Sim, parece estar começando a aceitar toda essa loucura. - responde e eu sorrio de canto.
Sabia que ela lidaria bem com isso após o choque inicial passar.
Aquela garota é curiosa, corajosa e destemida.
Ela consegue superar qualquer situação.
- O que pretende fazer com aquele híbrido definhando no meu porão ? - pergunta Mikhaela e eu dou de ombros.
- Por mim eu sugaria todo o sangue do corpo dele com um canudinho, mas Kimora pediu para mantê-lo vivo mais um pouco. - respondo e ela faz uma careta me olhando rapidamente enquanto coloca a cápsula de café expresso na cafeteira.
- Voltou a ter esses episódios malucos outra vez ? - pergunta e eu assinto.
- Dessa vez foi diferente, eu quase perdi o controle ao provar o sangue do híbrido. - respondo e ela faz uma careta.
- Será que as suas presinhas de leite finalmente vão surgir ? - pergunta divertida e eu sorrio.
- Está emocionada mamãe ? - pergunto no mesmo tom e ela sorrir.
- Eu amo quando me chama de mamãe. - diz e eu a olho. - Quer um sanduíche ? - pergunta e eu n**o.
- Só o café, ainda tenho assuntos a resolver. - respondo e ela me olha.
- Você vai até aquela vila ? - pergunta e eu n**o.
- Por enquanto não, eu tenho outra prioridade no momento que vai envolver mortes em breve. - respondo e ela n**a com a cabeça me entregando a caneca com o café.
Ela parece pensar no que dizer a seguir, mas ao ouvir a campainha tocar ela franze o cenho confusa e em seguida caminha para fora da cozinha e eu a sigo me sentando no sofá ao chegarmos na sala enquanto ela segue em direção a porta.
- Bom dia, desculpa incomodar, mas a Pandora mora aqui ? - pergunta Kai parecendo nervoso e eu ouço um carro estacionando em frente a nossa casa.
- Você deve ser o primo da Luna, Kai Blackwood. - diz Mikhaela enquanto eu coloco a caneca encima da mesinha de centro.
- Isso, ela tá aqui ? - pergunta e então eu resolvo surpreende-lo aparecendo na sua frente em segundos.
O pego pela gola da camisa o jogando para dentro da casa vendo James sair do carro distraído e então aproveito o fato dele estar lento para pegar o garoto pela gola da camisa outra vez o levantando no ar, ele tenta afastar minha mão e eu sorrio.
- Bom dia Kai, Kai. - digo divertida e ouço passos se aproximando e não demora para que Luna entre na sala ao lado de Petra.
- Kai ? - questiona Petra confusa enquanto Luna me olha.
- Solta ele. - pede e eu n**o ouvindo James se aproximar lentamente da casa cantarolando alguma música.
- Porque eu soltaria alguém que veio aqui sem ser convidado querendo te ver depois de tudo que aconteceu e nem me vem com essa de que ele é seu primo, seu sangue e blá blá blá, afinal seu pai quer te m***r. - digo e ela se aproxima de mim com uma expressão irritada.
- Solta ele, por favor. - pede tentando ser gentil, mas a irritação em sua voz me faz sorrir enquanto jogo o garoto aos seus pés.
- É todo seu lobinha, o que você não me pede sorrindo que eu não faço chorando. - digo divertida e ela me olha f**o enquanto Petra levanta o polegar para mim e depois abaixar sorrindo. - Qual é, alguém tinha que testar ele. - digo entediada voltando a me sentar no sofá. - Ele poderia estar sendo seguido ou estar em companhias não tão agradáveis quanto a do meu querido menino de ouro. - completo vendo James entrar na casa tirando os fones e em seguida olha em volta confuso.
- Vai rolar alguma festinha particular entre amigos ? - pergunta James e eu sorrio.
Não, mas seria interessante.
Ainda mais após essa visita inesperada.
Muito interessante.
- Você não é normal. - exclama Kai olhando pra mim incrédulo após se levantar e eu pisco um olho para ele enquanto tomo um gole do meu café.
- Kai e Luna, o que acham de ir conversar em particular lá na biblioteca ? - sugere Mikhaela e Luna me olha enquanto assente.
- É uma boa idéia. - diz Luna agarrando a mão de Kai e em seguida o guia em direção as escadas.
- Qualquer coisa grite por mim e eu irei até você. - digo e ela para na ponta da escada e me olha por cima do ombro sorrindo de canto.
Retribuo o sorriso e então ela sobe as escadas junto a Kai, vejo James se aproximar com uma expressão confusa.
- O que eu perdi ? - pergunta e eu dou de ombros.
- Absolutamente nada. - respondo me ajeitando no sofá e em seguida olho para ele. - Foi você que o trouxe até aqui ? - pergunto e ele assente. - Ele estava sozinho quando te procurou ? - pergunto e ele assente.
- Sim, ele chegou na minha casa dizendo que tinha que falar com você urgente, então eu o trouxe pra cá, fiz errado ? - pergunta e eu encaro em silêncio. - m***a, eu devia ter te perguntado antes, desculpa. - diz e eu suspiro.
- Está tudo bem, mas você vai pagar a pizza e está proibido de ir embora hoje. - digo me levantando e em seguida olho para Petra. - Preciso que você banque a agente penitenciária por algumas horas, eu vou ter que sair agora, mas volto antes que possam chorar de saudade. - completo divertida e ela assente.
- Como quiser Chucky. - diz Petra e eu olho para Mikhaela.
- Não deixa ninguém sair daqui, eu vou cuidar daquela última ponta solta dessa história. - digo e ela assente sorrindo.
- Mande lembranças por mim. - pede e eu assinto pegando minha jaqueta no porta casaco.
Chegou a hora de brincar.
Estou precisando de um pouco de diversão.
________________ Continua _________________