Aceitar Suas Fraquezas.

3927 Words
Observo Luna tentar manter o controle diante de Mikhaela após se transformar várias e várias vezes, elas estão repetindo o processo desde as cinco da manhã graças a determinação da lobinha, sorrio observando atentamente cada pequeno avanço que ela tem, mas obviamente não nota por estar querendo ir direto ao ponto, sem entender que pra chegar ao topo de uma montanha, primeiro você precisa a escalar. É necessário ser paciente as vezes. Não que eu seja muito paciente, mas eu só entendo que certas coisas necessitam de um tempo específico para acontecer e então apenas espero tranquilamente que tudo a minha volta se alinhe para que eu possa agir. Isso me faz lembrar que os dias se passaram rápido demais desde a ida de James, a transformação de Luna e toda aquela descoberta sobre o clã de bruxas ao qual Luna pertence, também tem o fato da mestra de Kimora ter me dito que Machiavelli pode me levar até a terceira caixa, o que me deixou ainda mais desconfiada e quase ficando louca com tantas possibilidades surgindo em minha mente em questão de segundos, no entanto quando a questionei sobre o fato dela conhecê-lo, ela disse que ele é um m****o honorário da tríade de sangue que costuma agir de acordo com seus próprios interesses e que alguns meses atrás ele a procurou pedindo sua ajuda para encontrar um ítem pessoal perdido há alguns séculos durante sua passagem sangrenta por uma vila, esse fato me incomodou bastante por uns dois dias por achar que tem algo suspeito nisso, mas no fim surgiu algo mais inquietante para me atormentar. Pensei que ficaria dividida entre o fato sobre Machiavelli, mas no fim as memórias que tenho visto em meus sonhos tomaram conta de meus pensamentos. Memórias de um passado distante. Passado esse que eu não sinto que vivi, passado onde Luna não existe, passado em que Selene Blackwood tem meu coração em suas mãos, isso tem tirado meu sono e me feito sonhar acordada, pois eu não consigo entender como ela pode ter morrido a minha espera, assim segundo a bruxa mestra de Kimora, se eu claramente havia prometido voltar para ela. Eu não sou de quebrar promessas, se eu digo que farei algo, então eu o farei, não importa o que aconteça, mas isso não aconteceu há mais de mil anos atrás, eu falhei com Selene por alguma razão e não saber o porquê disso tem me deixado maluca, pois o fato de que eu possa ter sido alguém sem palavra séculos atrás me enoja de uma maneira que faz meu estômago revirar. Inferno ! Eu tenho que achar essa terceira caixa. Tenho que acha-la se quiser tirar isso da minha mente. Se quiser saber quem sou. Cansada me viro para sair dali, mas não sem antes olhar uma última vez para Luna que cai de joelhos no chão e em seguida soca o mesmo claramente irritada e frustrada consigo mesma por não conseguir ter total controle sobre si mesma, o que não é totalmente r**m, pois quanto maior o poder, maior se torna a responsabilidade e esforço que terá que fazer para controla-lo, vou dizer isso a ela mais tarde, mas agora preciso tentar descansar um pouco ou vou acabar surtando. Pelo menos é o que eu pretendia fazer até sentir uma presença forte próximo daqui, no mesmo instante sigo até lá pegando o caminho mais rápido pela floresta e não preciso de apresentações ou de passar pela porta da lanchonete típica de beira de estrada para saber de quem se trata, no entanto sinto que tem algo estranho pairando no ar, mas mesmo assim sigo até lá e assim que passo pela porta ouvindo o barulho do sino indicando que a porta havia sido aberta, eu posso vê-lo sentando em um banco de frente para o balcão aparentemente lendo um jornal, a sua frente tem uma xícara e o cheiro que sinto é de chá. - Um capuccino, por favor. - pede Machiavelli e eu posso ver um sorriso de canto se formar em seus lábios. - Minha companhia finalmente chegou. - diz animado e então se vira me olhando com uma expressão de diversão. - Por favor, sente-se e torne minha manhã mais bela com a sua companhia. - pede e eu não preciso olhar em volta para saber que todos aqui dentro foram hipnotizados, afinal as garçonetes me viram entrar, mas em momento nenhum vieram até mim me atender. - Talvez eu vá precisar de uma garrafa de John Walker e Sons King George também. - digo me aproximando dele. - De preferência a maior que tiver. - completo me sentando ao seu lado vendo ele juntar as sobrancelhas em confusão me olhando de maneira avaliativa. - Dia r**m ? - pergunta como se fossemos amigos. - O que faz na minha cidade ? - pergunto e ele sorrir e em seguida olha para a garçonete. - O capuccino é pra viagem. - diz e a garçonete assente e então ele volta a me olhar. - Você não me procurou, então eu te procurei para termos nosso chá da tarde. - diz e eu sorrio antes de cravar minha mão em seu peito agarrando seu coração, o sentindo pulsar entre meus dedos. - Não brinque comigo, ou vai acabar virando isca de demônio. - digo e faz uma careta. - A bruxa me mandou, disse que você precisava de mim. - diz desconfortável pelo fato de eu estar literalmente brincando com seu coração dentro de seu peito. - Pode parar por favor, isso é muito estranho. - pede e eu vejo a garçonete se aproximar com meu capuccino, ela coloca o copo de plástico encima do balcão e eu o pego com minha mão livre e em seguida tiro a outra do peito do homem. - Seja sincero e direto, ou da próxima vez, eu posso fazer um belo assado com o seu coração. - digo levando um dedo até meus lábios, provando seu sangue. - Seu sangue tem um gosto interessante. - digo constatando que realmente seu sangue tem um gosto bem peculiar. Todos os sangues tem um gosto diferente devido ao seu tipo sanguíneo, coisas que um vampiro faminto provavelmente nunca notaría, mas no meu caso eu não sinto fome de sangue, apesar de as vezes sentir essas vontades loucas de beber sangue humano ou de outras criaturas sobrenaturais. Levo o outro dedo a boca e então noto que tudo ao meu redor parece estar em câmera lenta, as pessoas na lanchonete se movem tão lentamente que nem consigo ouvir o barulho do café sendo servido por uma garçonete para um homem barbudo sentado em uma mesa no canto mais a frente, olho para Machiavelli vendo sua boca se mover, mas não consigo ouvi-lo, parece até que peguei um controle e coloquei tudo no silencioso, no entanto aquela sensação familiar de estar sendo jogada para trás por uma força invisível me faz automaticamente fechar os olhos e quando os abro, estou em uma carruagem outra vez na presença daquela garota desconhecida e tem outra pessoa deitada no assento da frente e coberta dos pés a cabeça, seja quem for parece dormir tranquilamente mesmo com balançar da carruagem. - Não entendo como esse i****a consegue dormir com esse troço balançando desse jeito. - diz a garota chutando o que ela deu a entender ser um homem. - Ainda está irritada com as travessuras dele ? - pergunto e ela revira os olhos. - E você não está ? - pergunta e eu n**o. - De nós três, ele é o mais como eu posso dizer... - faço uma pausa olhando para o homem coberto. - Pacificador ? - questiono e ela ri. - Pacificador só se for nas horas vagas, porque nas demais ele vive gritando aos quatro cantos do mundo o quão ele é incrível quando se trata da " arte da guerra ". - responde de maneira sarcástica. - Ele é um líder nato, não há dúvidas, talvez um pouco extremista em relação a certas coisas, mas todos temos coisas que não toleramos de maneira alguma, certo ? - questiono e ela revira seus olhos azuis em resposta. - Como o fato da pirralha ao seu lado querer escolher quem será a próxima sacerdotisa e intermediadora das três ramificações do clã, mas escolher a próxima que ficará no topo das pink's lady's slippers não é tão simples quanto parece. - diz o homem com a voz abafada pelo cobertor ainda cobrindo seu rosto. - Eu tenho dezesseis anos, farei dezessete em breve, então acho que devo participar mais afundo destas escolhas. - diz a garota de maneira sarcástica, porém seu olhar é sério e então eu sorrio de sua ansiedade. - Você pode ter aparentemente dezesseis anos, mas sabemos bem em quantos carnavais você já andou. - diz o homem e eu não consigo conter o riso. - A pressa é inimiga da perfeição sabia ? - questiona e a garota se estica para em seguida chutar sua perna. - Tá vendo Pandora, só você me leva a sério. - diz indignada, porém sorrir em seguida. - A pressa é a prova de que estou levando tudo isso a sério, isso inclui essas viagens idiotas que estamos fazendo há anos. - completa e eu suspiro me lembrando de minha promessa a Selene na última vez que nos vimos. Eu disse que voltaria em três semanas, no entanto já se passaram seis semanas e eu ainda me encontro longe daquela cidade, e mesmo que eu tenha lhe mandado um recado esclarecendo meu atraso, ainda sim o fato desses imprevistos surgirem quando lhe fiz uma promessa me deixa irritada. - O que foi Pandora ? - pergunta a garota me olhando com um sorriso torto. - Não me diga que está com saudades daquela loba. - diz e eu a olho de canto. - Você é um caso a ser estudado, renega as sacerdotisas, mas deseja uma loba de um clã primitivo, não consigo te entender. - completa negando com a cabeça. - Não preciso ser entendida e muito menos estudada, eu faço o que eu quero, quando eu quero e ninguém tem nada haver com isso. - digo tranquila olhando pela janela da carruagem vendo as várias árvores. - Nesse caso, você não vai se importar se fizermos uma parada na pequena cidade de Mount Holly, certo ? - questiona o homem agora se sentando no banco com o cobertor ainda cobrindo seu rosto e corpo. - De qualquer forma você não tem muita escolha agora. - completa levando a mão até a cabeça e em seguida parece prestes puxar o pano para baixo, mas no momento que ele o faz me sinto ser arremessada para trás novamente e então minutos depois estou de volta a realidade vendo Machiavelli me olhar com uma expressão confusa. Olho em volta vendo que realmente estou de volta a lanchonete sem graça e o copo de capuccino permanece na minha mão, o gosto do sangue de Machiavelli ainda está forte em minha boca e então levo o copo até os lábios tomando um pouco do líquido enquanto penso na lembrança de segundos atrás e que a cada dia que se passa, a minha mente tem estado mais ausente, só consigo diferenciar realidade do mundo de lembranças porquê sempre tem essa sensação de estar sendo arremessada para trás, sem contar que as lembranças que tive até agora não fazem sentido nenhum e apesar de serem lembranças, eu me sinto espiando a minha própria vida através de uma cortina onde vejo os rostos do meu passado, mas em situações onde seus nomes nunca são citados, parece até que é de propósito. Kora. Kora. O nome daquela criatura me vem a mente tão rápido quanto uma bala disparada em direção ao alvo e então penso que talvez ela possa estar em minha mente, manipulando minhas lembranças para que eu não consiga lembrar de algo relevante, provavelmente ela pode estar brincando comigo e por alguma razão eu sinto vontade de rir disso, normalmente ficaria irritada e iria buscar-la até no inferno, se fosse preciso, mas há algo que me instiga a deixá-la continuar fazendo o que bem entender. Afinal não dá pra vencer o inimigo sem antes entrar em seu jogo. E eu sou boa em jogos, também adoro brincar, meu único problema é não saber perder. Por isso só entro em um jogo, se for para vencer. - Pandora ? - a voz de Machiavelli me faz deixar de lado as teorias por um momento. - Me desculpe, fiquei entediada demais com tanto blá, blá, blá. - digo e ele sorrir. - Nesse caso vamos ao que interessa. - diz e eu assinto. - A terceira caixa. - completa com um tom de quem sabe do que está falando e então eu sorrio. - Agora você falou algo interessante, então o que acha de irmos até o bar mais próximo ? - questiono e ele faz uma careta. - Não me diga que você é um tipo de p**a que gosta de bancar a puritana na frente de estranhos ? - questiono e ele sorrir negando com a cabeça. - Não, mas uma garrafa de John Walker a essa hora faz parecer que você tem muita coisa a comemorar, ou muita coisa a guardar. - responde e eu faço uma careta me levantando. - Ou a sua companhia é tão chata que eu preciso encher a cara para suporta-la. - digo e ele sorrir ficando de pé, claramente se dando por vencido. - Okay, vamos logo então. - diz divertido andando na frente e eu me pergunto de onde vem essa postura inabalável. O que ele está escondendo ? O que Machiavelli realmente deseja ? Eu sei que ele não está sendo totalmente sincero comigo, mas também sinto que ele realmente estar aqui para me ajudar a encontrar a caixa, porém minha mente grita que tem algo mais, algo que talvez no fim me faça arrancar a sua cabeça, mas por enquanto irei alimentar suas expectativas, se ele quer corda, então eu a darei para depois enforca-lo com ela. ____________________________________________ Pego a toalha oferecida por Mikhaela e limpo meu rosto, em seguida me cubro com a toalha ouvindo passos se aproximando, reconheço o cheiro de Petra e então espero que ela apareça em meu campo de visão. - Como se sente ? - pergunta Mikhaela e eu a olho. - Derrotada, eu acho. - respondo incerta e ela sorrir. - Você me lembra a Pandora quando era criança, ela também se sentia assim no começo. - diz me olhando. - Mais olha só pra ela agora, ela tem total controle de suas habilidades, no entanto ainda lhe falta controle de si mesma em algumas ocasiões. - completa e eu vejo Petra finalmente aparecer na porta com uma garrafa de água mineral. - Você tá um caco. - diz minha amiga jogando a garrafa de água para mim em seguida. - Obrigada pelo apoio, você é mesmo a minha melhor amiga. - digo sarcástica para Petra que sorrir assentindo, enquanto eu volto a olhar para Mikhaela. - Você tem fotos dela pequena ? - pergunto e Mikhaela assente sorrindo de canto. - Sim, posso te mostrar mais tarde, se quiser. - responde divertida e eu assinto freneticamente. - E claro que ela quer ver a versão em miniatura da cavalheira de armadura reluzente dela. - diz Petra rindo e eu reviro os olhos, mas sorrio em seguida. - Porque você tá aqui mesmo ? - pergunto para ela que olha para Mikhaela e em seguida volta a me olhar. - Vim te buscar para uma sessão de terapia comigo. - responde divertida e eu faço uma careta. - Acho que eu devia te levar a uma sessão de terapia. - digo e ela ri assentindo. - Eu achei que já que esse método não está dando o resultado esperado, então tá na hora de mudar. - diz Mikhaela chamando nossa atenção. - Sendo assim você tem vinte minutos para se trocar e se juntar a Kai e Calvin em um dia de aula com Petra. - completa tranquila e eu olho para minha amiga que me olha de volta. - Vai me ensinar a dar p*****a ? - pergunto divertida mexendo as sobrancelhas freneticamente e Petra sorrir. - Não, primeiro eu vou te dá p*****a pra depois te ensinar a dar p*****a, porque foi assim que aprendi com seu amorzinho. - responde divertida mexendo as sobrancelhas freneticamente enquanto sorrir e eu faço uma careta. Okay. Por essa eu não esperava. No entanto estou começando a ficar calejada em relação à essas coisas, então vamos nessa. ____________________________________________ Observar Kai e Calvin lutando entre si faz parecer que é fácil, me deixa até animada e ansiosa para começar com Petra, no entanto a ausência de Pandora está me incomodando, ela tem estado um pouco estranha nos últimos dias e eu sinto que tem algo errado com ela, algo que ela não quer contar e que isso a perturba e para mim isso é bem bizarro, Pandora nunca fica assim por nada, geralmente nada a perturba ou a deixa da maneira um pouco aérea da qual ela tem estado, ela até tenta fingir normalidade perto de mim e eu sei que ela faz isso porquê quer que eu fique apenas em meu treinamento, mas nossa ligação tem ficado mais forte a cada pequeno avanço em meu treinamento. Quanto mais forte eu fico, mais forte fica a ligação. E como se algo dentro de mim estivesse despertando aos poucos. E esse algo grita silenciosamente o tempo todo que ela precisa de mim. Por qual razão, causa ou circunstância, eu não sei, mas sinto que logo irei descobrir. Suspiro vendo finalmente Petra e Mikhaela voltarem, elas haviam feito uma pausa para tratar de algo que não me deixaram saber, na verdade nem Kai e Calvin pareciam saber do que se trata o assunto que elas saíram para discutir, por um momento eu até pensei que poderia ser algo relacionado a Pandora, mas descartei logo em seguida, afinal elas não poderiam esconder isso de mim se fosse o caso, então por fim desisti de tentar adivinhar só para saciar a minha curiosidade. - Pronta para começar ? - pergunta Petra se aproximando e eu assinto me levantando. - Vamos nessa. - respondo e ela sorrir. - Primeiro me mostra o que você sabe. - pede e eu assinto. - Me ataque. - pede e então me preparou para ataca-la. Eu ainda me lembro de algumas coisas que Mikhaela me ensinou há algumas semanas, bem antes das coisas ficarem caóticas por aqui, então com isso ataco Petra a vendo se defender tão rápido dos meus golpes desajustados e sem precisão alguma que sinto que em algum momento eu posso cair sozinha, sinto que eu mesma poderia me acertar e isso me faz vacilar por um segundo, mas isso é o suficiente para que ela gire seu seu corpo no sentido contrário jogando sua perna esquerda para a frente e em seguida a direita me acerta em cheio no ombro me fazendo cair no chão, sinto uma dor forte em meu ombro e me pergunto se meus ossos ainda estão inteiros ou no lugar certo. - m***a, essa doeu ! - exclamo acariciando meu ombro e Petra ri. - Por acaso você pensou que só porque é minha alfa eu pegaria leve com você ? - questiona Petra de maneira sarcástica e eu sorrio movendo o braço, sentindo minhas juntas estalarem e em seguida olho para ela. - Eu te mataria se você fizesse isso, ou usaria minha autoridade pra te fazer tomar água da privada por uma semana, minha cadelinha favorita. - respondo no mesmo tom me levantando e ela ri. - Essa foi tão boa que eu não vou te bater muito hoje. - diz divertida e então segundos depois estou de volta ao chão após ela me dá uma rasteira. Inferno ! Isso vai ter volta. - Me desculpa por isso, mas vai servir de lição pra você. - diz Petra e posso ouvir Mikhaela rir enquanto Kai e Calvin fazem uma pausa em seu treino para olhar a situação. - Regra número um, não dá pra conversar e lutar ao mesmo tempo, não quando se é inexperiente, então deixe as frases de efeito para depois. - diz levantando um dedo e em seguida levanta outro. - Regra número dois, nunca dê as costas ao seu adversário, principalmente quando seus sentidos não forem precisos. - continua agora com dois dedos levantados e em seguida levanta o terceiro. - Regra número três e mais importante, conheça suas fraquezas da mesma maneira que você conhece cada acontecimento do seu filme, livro ou série favorita. - diz séria me olhando. - Quando você conhece bem as suas limitações, o campo de batalha se torna o seu maior aliado. - completa agora sorrindo para mim. - Não importa como começa, mas sim como irá terminar. - diz Mikhaela e eu a olho. - Se frustrar faz parte do processo de aprendizagem, para se tornar forte primeiro é preciso aceitar suas fraquezas. - continua se aproximando. - Você tem muito o que aprender sobre este mundo novo que se apresentou recentemente para você, sei que pode ser bem difícil, ainda mais na sua situação, no entanto é preciso que agora nesse momento, você olhe para si mesma e entenda que suas fraquezas não significam que você é de fato fraca, mas sim que você tem muito a aprender para de tornar a alfa forte que todos aqui presentes e até mesmo os não presentes sabem que você pode ser. - completa sorrindo e eu sei que ela se referiu a Pandora também. - Temos um batalha pela frente que não será fácil, mas estamos confiantes de que venceremos porquê temos você. - diz Kai e eu o olho o vendo sorrir ao lado Calvin que também sorrir de maneira contida olhando para mim. - Temos a primeira alfa, a garota lendária destinada a acabar com a nossa família. - completa divertido e sorrio negando com a cabeça. - Pronta para seguir adiante depois desse discurso motivador de quinta abelhinha ? - pergunta Petra me estendendo a mão com um sorriso de canto enfeitando seus lábios. - Aceitar minhas fraquezas né ? - pergunto e ela mexe as sobrancelhas freneticamente em resposta e eu suspiro. - Eu acho bom que ajudem a me tornar forte, ou vamos virar ração para aquele b****a do meu pai e se isso acontecer, eu mato vocês. - digo divertida agarrando sua mão e Petra ri me puxando para cima. - Se perdemos, eu mesma me mato. - brinca me fazendo sorrir. - Vamos começar de verdade agora. - diz e eu assinto pronta para dar tudo de mim de agora em diante. Eu posso não ser forte o suficiente agora para lidar com meu pai, pode faltar muito ainda para alcança-lo, mas nunca faltará vontade de vence-lo e isso me motivará a ficar forte, a cada dia que se passar de agora em diante eu não irei mais ver a falta de controle que me atormenta como uma coisa r**m, mas sim como uma lembrança contínua de que tenho que aceitar minhas fraquezas e trilhar meu próprio caminho para me tornar a alfa que todos acreditam que eu posso ser, para me tornar a alfa que eu quero ser. Afinal, Mikhaela tem razão. Não importa como começa, mas sim como irá terminar. _________________ Continua ________________
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