Suspiro soltando todo o ar preso para fora e em seguida ouço passos rápidos próximo daqui e então olho em volta vendo a caixa aberta e a energia em volta se tornar ainda mais densa, olho para a garota apagada em meus braços, todo o seu peso contra meu corpo me impediria de levantar se eu fosse comum, mas ainda bem que não sou. Checo seus sinais vitais para ter certeza de que está tudo bem e que ela somente apagou, ao constatar que foi somente isso ouço os passos mais próximos e então me sento com a garota em meu colo, sua aparência voltando ao normal aos poucos, me levanto com ela em meus braços e em seguida vou rapidamente até a caixa para ver o que há dentro dela, me surpreendo ao não encontrar nada.
Como assim não há nada nessa m***a ?
Tudo isso por nada ?
Isso não faz sentido.
Pego a d***a da caixa a colocando sobre o corpo de Luna e em seguida ouço rosnados e reviro os olhos colocando a garota encima do altar onde estava a caixa.
- Ótimo, os cachorrinhos chegaram para me entreter. - digo e em seguida sinto um dos lobos saltar em minha direção.
Desvio vendo sua boca enorme tirar um fino da lateral do meu rosto e em seguida agarro uma de suas patas traseiras e em um movimento rápido abusando um pouco da minha força sobre-humana eu o jogo em direção aos outros vira latas os derrubando.
- Strike ! - exclamo me divertindo com a cena dos lobos caídos.
Vejo mais dois lobos vindo socorrer os quatro caídos que sacudiam a cabeça parecendo buscar orientação e então um cheiro forte e enjoado de perfume barato invade minhas narinas enquanto os dois lobos correm em minha direção.
Que comece a diversão.
Estou precisando mesmo relaxar um pouco e m***r me ajuda muito com isso.
Desvio de um dos lobos e em seguida agarro o outro pelo pescoço e com a outra mão aperto seu focinho o ouvindo choramingar, sinto a aproximação do outro lobo tentando me pegar de surpresa, mas apenas me abaixo o vendo passar direto e então aumento o aperto no focinho de seu amigo sentindo os ossos se partindo enquanto ele uiva de dor.
- Acho que preciso limpar os ouvidos com urgência, não estou ouvindo nada. - digo vendo a forma de lobo aos poucos ir mudando para a humana a medida que os ossos se partem entre meus dedos.
- Ainda matando criaturas insignificantes demônio ? - ouço uma voz conhecida atrás de mim e então viro um pouco o rosto para olhar de canto para aquela criatura e confirmar que se trata dele mesmo.
- Tão insignificante quanto a sua presença imunda aqui, poluindo o ar ainda mais. - digo vendo agora que após regressar a forma humana novamente, se tratava de um homem o lobo que eu havia castigado.
Cabelo um pouco cumprido e castanho claro, barba um pouco grande e olhos castanhos dourados me fitando com medo e pavor enquanto eu ouço sua frequência cardíaca ir diminuindo lentamente e sua face está uma bagunça, sangue, ossos quebrados, língua exposta e coberta de sangue enquanto ele se contorce e geme baixinho de dor e agonia, quase sem força para resistir.
- Vejo que não se esqueceu de mim. - diz ameaçando caminhar em direção a Luna e então eu jogo o corpo do homem a beira da morte em sua direção o vendo dá um passo para trás olhando com nojo para o corpo.
- Nem pense nisso. - digo séria olhando para os outros lobos os vendo rosnar e se prepararem para um ataque em grupo. - Como me achou ? - pergunto o vendo coçar sua barba ruiva.
- Fui encarregado de cuidar de algo, mas vejo que você chegou primeiro. - responde e eu sorrio.
- Então você ainda é a faxineira meia boca da tríade ? - questiono sarcástica olhando para os lobos a minha frente pensando em qual vou m***r primeiro.
Eles rosnam para mim e eu pisco um olho em resposta sorrindo ainda mais esperando que isso os deixe ainda mais nervosos e ao ver um deles correr em minha direção, eu decido usar um pouco de magia para animar as coisas, faço um escudo e em seguida vejo o lobo bater contra a parede invisível sendo repelido para trás, em seguida faço os outros dois virem até mim enquanto o nervosinho se recupera. Os dois lobos tentam resistir inutilmente a magia, ouço os corações dos lobos batendo de maneira descompassada e posso até sentir o desespero deles.
- E impressão minha ou você ficou menos c***l e sádica ? - pergunta o homem atrás de mim e em resposta eu trago os dois lobos de uma vez até mim arrancando o coração dos dois com minhas mãos e em seguida os jogo para trás na direção do homem enquanto olho para o outro lobo e com apenas um mover de olhos faço seu pescoço se quebrar. - Você é nojenta e eu estava enganado, você continua a mesma filha da p**a miserável de sempre. - completa e eu me viro o encarando.
- Muito obrigada pelo elogio mesmo que ele não signifique nada vindo de você. - digo o vendo olhar para Luna com curiosidade.
- Você agora sequestra garotas e as usa como cobaias ? - pergunta e eu sinto um pico de energia não muito longe daqui.
- O que eu faço não interessa a você e muito menos aos seus amigos se aproximando daqui. - respondo sentindo o pico de energia ficar ainda mais forte. - Vejo que trouxe mais gente dessa vez, acha mesmo que vai sair daqui comigo ? - questiono sarcástica e ele sorrir.
- Tenho motivos de sobra para acreditar que dessa vez não será necessário uma fuga. - responde com um tom convencido e eu arqueio uma sobrancelha em resposta.
- Ótimo, isso significa que terei mais entretenimento. - digo e em seguida o faço vim até mim rapidamente e quando estou cara a cara com ele, eu olho em seus olhos e sorrio. - Dessa vez eu te garanto uma coisa meu querido. - faço uma pausa enfiando a mão em seu peito o vendo se contorcer e arregalar os olhos em surpresa. - Eu garanto que você não vai viver para me encontrar outra vez e muito menos sonhar que vai me levar até o seu clubinho de devotos da fada madrinha. - completo vendo ele agarrar meu braço em resposta na tentativa de escapar, mas eu apenas empurro a mão ainda mais para dentro lentamente vendo ele se contorcer ainda mais de dor.
Continuo empurrando lentamente are alcançar seu coração e quando o alcanço, eu o agarro sem nenhuma delicadeza ouvindo o homem gritar em resposta e em meio ao seu grito de agonia, eu sinto o pico de energia sumir ao mesmo tempo em que o coração de Luna começa a bater apressado como se ela tivesse acabado de receber uma dose de adrenalina e então sem pensar duas vezes eu arranco o coração do homem vendo seu corpo cair no chão sem vida então me viro apresada para ir até a garota, mas sou surpreendida por um clarão a minha frente e então sou arremessada para cima, coloco os braços sobre a cabeça para me proteger e em seguida sinto todo o meu corpo colidir com o teto abrindo um buraco nele me jogando para a superfície.
Inferno !
Minha preocupação com ela tirou meu foco.
Eu baixei a guarda pela primeira vez em anos.
Caio no piso de madeira da casa abandonada e antes que eu possa raciocinar, uma mulher de cabelo ruivo e cumprido surge em minha frente colocando o pé sobre meu peito, em uma reação rápida e automática eu agarro seu pé e em seguida o torço feito um pano de chão vendo seus ossos quebrarem e o sangue espirrar contra meu rosto. Ela cambaleia para trás caindo no chão gritando de dor enquanto eu me levanto sorrindo animada por no mínimo ela ter audácia, porque a inteligência tá meio precária.
- Você não muda demônio de Jersey. - diz um homem vestindo um manto preto com detalhes e símbolos da tríade na cor vermelha e eu o encaro enquanto sinto o canto da minha boca molhado, passo as costas da mão para limpar o local e em seguida olho para minha mão vendo que era sangue.
Me fizeram sangrar.
Puta m***a !
Gostei !
Me pergunto se serão capazes de me fazer sentir dor também ou se continuam de certa forma inúteis.
- Você fala como se já tivesse me visto em ação, mas eu não me lembro de você, então acho que você é só mais um i****a que ouviu falar de mim por aí. - digo e em seguida sinto a presença de outra pessoa atrás de mim, dou uma cotovelada no rosto de quem quer que seja e em seguida me viro para agarrar seu braço e o jogar por cima de mim o vendo cair no chão feito um saco de batatas.
- Wow, essa deve ter doído. - diz o homem ainda parado a minha frente e eu o analiso cuidadosamente.
Alto, cabelo castanho claro, quase loiro, um pouco grande e bem penteado para trás de uma forma que os fios estão bem alinhados e eu posso sentir o cheiro até que bom do gel de cabelo que ele usou mais cedo. Seus olhos verdes observam seus amigos caídos no chão enquanto ele tem um sorriso contido de canto e as mãos para trás.
Ele não parece querer brigar.
Parece estar aqui apenas como um observador.
- Sei que já me analisou o suficiente para saber que diferente deles, eu não quero morrer, estou aqui apenas pelo prazer de poder te ver pessoalmente e de perto. - diz e eu junto as sobrancelhas em confusão achando esse cara estranho. - Oh, me desculpe pela minha falta de educação, deixa eu me apresentar. - diz dando um passo a frente e em seguida para e me olha esperando minha permissão para seguir adiante e eu apenas o observo em silêncio esperando que ele decida por si só e então segundos depois ele volta a andar. - Sou Machiavelli, mas pode me chamar de Mack, um simples m****o da tríade de sangue que tem a honra de conhecê-la. - completa e eu arqueio uma sobrancelha desconfiada de tanta cortesia, ainda mais quando ele me estende a mão.
- Me convença a não arrancar sua mão e seu coração nos próximos cinco minutos. - digo e ele sorrir parecendo estar contente com minha ameaça.
- Eu vi o que fez em Chicago e foi bem difícil limpar a sua bagunça. - diz e eu sorrio sarcástica.
- Então você é a minha faxineira não oficial ? - questiono sarcástica e ele recolhe sua mão após entender que não vou cumprimentá-lo.
- Não era pra ser, eu estava de passagem e vi o que fez e então eu soube que era você o demônio mencionado pelos quatros cantos do mundo. - responde ignorando meu sarcasmo. - Então que tipo de i****a eu seria se não fizesse algo ? - questiona divertido e eu espero que ele prossiga, mas o grito de Luna chama minha atenção.
Sem pensar duas vezes pulo no buraco feito pela colisão com meu corpo sentindo o chão estremecer quando meus pés tocam o chão, olho em volta parando meu olhar sobre a garota de olhos verdes agora de volta a sua forma normal sendo segurada por dois idiotas encapuzados. Dou um passo a frente e sinto um pico de energia atrás de mim, espero pelo contato para poder agarrar a bruxa ou bruxo miserável que me acertou minutos atrás com aquela m***a de bola de bola de energia e quando finalmente tenta repetir o ataque, eu me viro levantando a mão formando uma barreira mágica a minha frente repelindo seu ataque contra ela mesma.
- Agathe ! - exclama um dos babacas e então eu decido começar por ele.
Surjo em sua frente em segundos cravando a mão em seu peito arrancando seu coração e em seguida agarro o pescoço do outro enquanto olho de canto para Luna checando rápidamente se eles haviam a machucado.
- Está machucada ? - pergunto sentindo a mão do homem na lateral do meu rosto sentindo suas unhas rasgarem a minha pele.
Volto minha atenção para ele irritada com sua atitude inútil e sem pensar duas vezes quebro seu pescoço vendo seu corpo cair no chão logo em seguida, passo a mão na lateral do meu rosto para limpar o sangue e em seguida me viro para olhar para a garota novamente sendo surpreendida com um abraço.
- Está machucada ? - pergunto outra vez e ela n**a deitando a cabeça em meu ombro e eu suspiro com meus instintos indicando que estamos sendo observadas.
Olho para cima vendo o tal Machiavelli nos observando com uma expressão curiosa e um sorriso de canto, em seguida a ruiva e o cara que estavam lá encima se jogam pelo buraco, me afasto de Luna me colocando a sua frente em seguida vendo os dois me olharem com raiva, sorrio de canto fazendo minha melhor expressão de deboche e eles dão um passo a frente.
- Peguem apenas os corpos e vamos embora. - diz o loiro lá de cima.
- Ela os matou, devemos acabar com ela. - diz a ruiva e Luna dá um passo a frente ficando ao meu lado.
- Então tá, vão em frente e morram também, mas eu estou indo embora. - diz tranquilo e os dois o olham.
- Covarde ! - diz o homem encarando o loiro furioso.
- Se escolher não travar batalhas que eu não posso ganhar for ser covarde, então meu caro amigo, eu sou o cara mais covarde do mundo, então beijinhos pra vocês. - diz mandando beijos no ar para os dois e em seguida foca seu olhar em mim. - Espero te ver outra vez demônio de Jersey, adoraria tomar um chá da tarde com você. - completa divertido e em seguida some deixando os outros dois para trás.
Eu poderia ter o impedido de ir, mas alguma coisa me diz que será mais interessante reencontra-lo em outro momento e meus instintos me dizem que não vai demorar.
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Ela é sádica !
Cruel.
Maluca.
Parece que estou diante de uma assassina em série muito bem treinada, uma arma humana, uma máquina de m***r.
A observo pelo canto de olho ao nos aproximarmos de sua casa, não conversamos após toda aquela loucura na cidade de Blackwood e isso tá me deixando maluca, eu até queria perguntar um monte de coisas, mas não sou capaz de dizer algo nesse momento, na verdade eu ainda estou processando o fato dela ter matado aquelas pessoas com tanta tranquilidade e alegria.
Sim, ela estava alegre.
Era nítida a alegria e prazer em sua expressão quando ela arrancou o coração da ruiva e do homem de tatuagem no pescoço.
Sem contar que tem uma mulher no porta malas do carro dela.
A tal Agathe por quem um dos homens gritou antes de dar seu último suspiro, eu pensei que ela havia morrido ou que Pandora a mataria assim como fez com os outros, mas eu me enganei, na verdade eu não conheço esse lado da garota por quem estou apaixonada.
Então como eu poderia saber o que ela faria a seguir ?
Ou até que ponto ela pode ir.
Pandora é um mistério nesse quesito, ela nunca mencionou algo do seu passado, mas depois de hoje eu só consigo imaginar que há muito sangue em suas mãos e eu não sei bem como lidar com isso, eu quero enche-la de perguntas, quero ir mais fundo, mas e se eu não gostar do que tem lá no fundo.
Há tantas perguntas e possibilidades que eu nem sei como seguir a partir daqui.
Mais sei que terei que perguntar em algum momento.
- Pergunta logo. - diz de repente chamando minha atenção e eu a olho.
- O que ? - pergunto confusa e ela revira os olhos.
- Você está toda se contorcendo aí na tentativa de conter a sua curiosidade, mas não precisa disso, eu posso te contar o que quiser saber, basta perguntar a mim. - responde séria me olhando de canto antes de parar o carro na entrada de sua propriedade.
- Eu não sei o que perguntar. - digo sincera e ela me olha com curiosidade.
- Então não pergunte nada, apenas diga o que está pensando. - diz tranquila e eu respiro fundo tomando coragem para seguir adiante e perguntar algo, mas o que sai da minha boca me parece tão i****a ao ponto de querer bater minha cabeça contra o porta luvas do carro.
- Quantas pessoas você já matou ? - pergunto e ela junta as sobrancelhas fazendo uma careta, mas logo em seguida sorrir de canto parecendo se divertir com a pergunta.
- Minha lista de cadáveres e maior que a quantidade de temporadas que tem aquela série médica que parece interminável. - responde em tom de diversão.
- O que você sente quando mata ? - pergunto e ela faz uma careta ao ouvir a pergunta.
- E como se eu estivesse ouvindo a minha música favorita e ela estivesse bem na parte em que eu mais gosto. - responde e eu engulo seco enquanto ela suspira. - Seja direta lobinha, porque você não tem o que temer aqui comigo. - diz séria e em seguida encosta no assento me olhando de canto. - Eu aprendi a m***r, talvez antes mesmo de falar ou andar. - diz e em seguida olha para a frente parecendo pensar em algo. - Você está certa em pensar que não me conhece de verdade ou por inteira, porque essa é a verdade, você não me conhece profundamente Luna Blackwood. - faz uma pausa voltando sua atenção para mim enquanto eu me pergunto se ela pode ler meus pensamentos. - Na verdade ninguém nunca sequer chegou perto disso além de Mikhaela, mas eu acho que você pode chegar, se assim desejar. - completa olhando em meus olhos.
" Eu acho que você pode chegar, se assim desejar. "
É óbvio que eu quero.
- Pandora, não tem nada que eu mais queira do que isso. - digo e ela sorrir de maneira contida.
- Antes de qualquer coisa eu quero deixar claro que eu posso não ser tudo o que você esperava e que ficar comigo talvez não seja o melhor pra você, porque eu não sou boazinha Luna, e nem nunca fui. - diz séria olhando em meus olhos. - O que você viu hoje eu faço o tempo todo a minha vida inteira. - faz uma pausa e em seguida se ajeita ficando de frente para mim. - Eu vi a maneira como me olhou hoje e como ficou, também posso imaginar o que sentiu e por isso eu tenho que ser sincera com você, porque eu sou bem resolvida comigo mesma, sou bem resolvida com quem eu sou e com o que faço, então m***r não é um problema para mim, na verdade é quase um hobby. - continua com uma expressão de diversão e um olhar meio sádico que me assusta. - Então pense bem se quer mesmo seguir adiante em relação a nós, porque eu sou chamada de demônio de Jersey por uma razão e agora você sabe qual é. - completa e eu engulo seco tentando processar tudo isso.
- Não importa, eu quero ficar com você. - digo tentando soar o mais firme que posso e ela sorrir de canto com uma sobrancelha arqueada.
- Aquele jantar macabro na sua casa com aquele pretendente escolhido por seu pai foi obra minha. - diz e eu fico confusa. - Na noite do boliche eu notei que tinha alguém nos observando, mas especificamente observando você e então eu segui o cara, Caleb e o matei, depois fui até a cidade de Blackwood e observei Adler e Alice Collymore para entender o que seu pai pretendia te oferecendo como moeda de troca para um alfa qualquer, e também eu não permitiria que você se casasse com qualquer i****a contra a sua vontade. - faz uma pausa parecendo irritada por ser lembrar disso enquanto eu começo a juntar as peças. - Depois disso eu capturei, torturei e matei Johnathan Blackwood. - completa e então eu tenho certeza.
- Foi você quem mandou aquela mensagem sobre não comer a comida. - digo e ela assente. - Então você os matou e depois... - não consigo terminar e então ela o faz.
- Depois esquartejei os corpos e fiz aquele belo jantar com os pedaços e o prato principal com a cabeça de cada um, e pra completar mandei um belo recado para o seu pai. - diz e eu sinto meu estômago revirar.
Abro a porta do carro e em seguida coloco tudo o que comi para fora enquanto torço pra não acabar colocando os meus órgãos também.
Meu Deus !
Foi ela.
Pandora fez aquilo.
- A verdade pode ser dura, mas é sempre a melhor coisa a ser dita. - diz Pandora ao sair do carro.
- Você matou meu primo e depois o esquartejou e cozinhou como se ele fosse um bife de boi e fez a minha família toda come-lo. - digo ainda mais enjoada do que antes.
- Todos não, eu não te deixei comer e nem o Kai, então não vamos generalizar a situação. - diz como se não fosse nada demais.
- Pandora, isso é c***l, sádico e psicótico em um nível que não dá para medir. - digo irritada com sua tranquilidade.
- Eu te avisei lobinha, eu te avisei. - diz abrindo a porta do carro. - Agora cabe a você decidir como lidar com isso e como seguimos a partir de agora, porque o que está feito não tem como desfazer e mesmo que tivesse como eu não mudaria nada, porque os dois eram uns babacas que mereciam morrer, principalmente Johnathan Blackwood. - completa entrando no carro fechando a porta em seguida e depois liga o carro.
- Você não pode tá falando sério. - digo a olhando e ela sorrir.
- c***l, sádica e psicótica em um nível que não dá pra medir lembra ? - questiona sarcástica e eu abro a boca incrédula. - Te vejo depois lobinha, tenho uma bruxa para torturar, acho que é o melhor a fazer, já que agora está evidente que tudo isso importa. - completa e em seguida sai com o carro me deixando sozinha ali.
Filha da p**a !
Eu não acredito nisso.
Joga essa bomba encima de mim e depois vai embora como se isso fosse nada demais, ela matou o Johnathan e o fez de jantar para a minha família, isso é demais, não posso lidar tranquilamente com isso.
Não tem como ignorar isso.
Não dá.
_________________ Continua ________________