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1864 Words
Giovanna Castelli Abro meus olhos lentamente pedindo a Deus que não fosse um sonho, me espreguiço e involuntariamente um sorriso brota nos meus lábios, eu tô tão feliz que não consigo me controlar. Ainda deitada eu olho em volta do quarto para ter certeza que nada do que aconteceu ontem foi um sonho, mas graças a Deus depois de olhar bem confirmei que não era um sonho e agora é realidade. Me sentei na cama e respirei fundo o cheiro de lavanda invadiu minhas narinas me deixando mais calma ainda, estou tentando ao máximo não parecer uma louca sorrindo pro nada mas eu não estou conseguindo me controlar. Deixei a emoção vim e gargalhei, me jogando de costas na cama e agarrei o travesseiro. Ai meu Jesus, obrigado Deus! Fecho meus olhos e mentalmente agradeço a Deus por te me tirado daquele inferno e por ter colocado Eros na minha vida, naquela noite a única coisa que passava pela minha cabeça era a morte. Não que eu tiraria a minha vida, mas sim que de tanto os dois me baterem eu morreria, que dessa vez o meu corpo não aguentaria. Levantei da cama peguei uma blusinha branca regata e um shorts jeans lavagem escura, uma das poucas roupas que eu tenho. Entrei no banheiro e tomei uma banho demorado aproveitando para lavar meu cabelo com um restinho de shampoo que eu trouxe nas minhas coisas, na minha antiga residência eu não conseguia lavar o meu cabelo, pois tinha medo de fica tempo demais no banheiro e eles invadirem o meu quarto junto com aquele mostro e me pegarem desprevenida. Escovei meus dentes e passei um restinho do creme corporal que eu trouxe, saí do banheiro e coloquei a minha roupa, arrumei a minha cama e sai do quarto. Fui seguindo o corredor vendo que a decoração da casa do Eros realmente é maravilhosa, não posso negar que o homem tem bom gosto, a única coisa que mata é que é tudo cor escura, deixando a casa meio sombria e mórbida. Assim que cheguei no começo da escada que eu olhei para a sala vi uma criança sentada em frente a TV vendo desenho, olhei em volta e não vi nem sinal de fumaça do Eros. Será que ele é casado e tem filhos? Não pode ser que aquela mula deixou o filho sozinho. Respirei fundo, tomei coragem e desci as escadas. Me aproximei com calma do menino vendo ele com um pote de doce de leite na mão, será que foi Eros que deu isso pra de ele? Mas caraca, tá cedo e isso não é uma refeição descente para uma criança. Quando o menino noto a minha presença ele virou o rosto na minha direção e eu pude jurar está vendo o anjinho dos desenhos da turma da mônica. Seus cabelos loiros meio queimado do sol e seus olhos claros me fizeram pensar que realmente existe pessoas predestinadas a serem lindas desde criança, ao contrário de mim que quando criança era feinha que dói. — Oi tia. — Ele fala com uma voz suave, sorrio e me sentei ao lado dele. — Tudo bem lindo ? — O menininho confirma com a cabeça.— Fala pra tia o seu nome? — Breno tia, e qual é o seu ? — Ele pergunta em um tom de voz tão calmo e encantador. — Giovanna meu amor. — Falo encantada com sua educação. — Olha você não acha que tá muito cedo pra você tá comendo doce? — Pergunto. Breno concorda com a cabeça, ufa não é uma criança chata. — Eu sei tia, mas sabe o que é? Meu padrinho não sabe cozinhar, quando eu venho pra casa dele ele sempre me dá doces e muita pizza.— Acabei sorrindo com o seu jeitinho de falar. — O que você acha de fazermos bolinho de chuva? Eu só tenho que vê se tem os ingredientes.— Pergunto tentando ganhar a confiança do menino. Breno arregalou os olhinhos e sorriu mostrando a janelinha que tem em sua boca, que menino tão fofo. — Ebaaaaa vamos tia, eu quero. — Sorri vendo ele deixar o pote de doce de leite de lado sem pensar duas vezes e se levantar ficando em pé no sofá vindo na minha direção. Eu só entendi que ele queria colo quando Breno parou na minha frente, peguei ele no colo e Breno me guiou até a cozinha, e eu fiquei impressionada ao vê como a cozinha é linda, nos tons preto e cinza. — Tia eu posso te ajudar a fazer o bolinho de chuva? — Breno pergunta me olhando com ansiedade. — Óbvio que sim meu amor. — Falo e coloco ele sentado em cima da bancada gigante da cozinha e me afasto vendo ele arrumar seus cachos que bagunçaram. — Mas antes, você tem que fala pra tia onde fica as coisas aqui nessa cozinha, porquê eu tô perdida. — Falo — Eu também não sei, mas podemos procurar juntos.— Ele fala. Aos poucos Breno e eu fomos achando tudo que precisava pra fazer um bom bolinho de chuva, Breno sempre me ajudando em algumas coisinhas. Tipo por o leite na massa, quebra o ovo, mexer a massa e muito mais, a todo momento sempre muito ansioso e aos poucos eu fui perguntando de algumas coisas sobre ele. Breno tem 7 anos, está no 2 ano da escola a mãe dele é irmã do Eros que também é padrinho e tio dele. Breno também me conto que o pai e a mãe dele se conheceram por causa do Eros, falou que assim que os pais se virão eles se apaixonaram, achei tão lindo como ele contou a história, o jeito que ele contou foi tão puro e fofo. Teve uma hora que Breno correu para a sala e quando voltou estava com o seu celular, eu fiquei meio chocada de uma uma criança de 7 anos ter celular, mas quem sou eu para falar algo? Quando ele falou que iria colocar uma música eu achei que seria uma galinha pintadinha, bolofofos ou sei lá o que, mas aí o menino me coloca uma música eletrônica e diz ele que a música é a preferida dele, achei muito engraçado apesar dá sua pouca idade ele já tem um gosto musical formado. Quando eu vi Breno subiu na bancada da cozinha e pular em cima de mim peguei ele no colo e comecei a dançar com ele nos meus braços. Giro com ele em meus braços e pulo ao mesmo tempo fazendo Breno gargalha e bate palmas. Em um desses giros eu vi alguém encostado na porta da cozinha e tomei um susto do c*****o, parei de dançar na mesma hora e quando olhei era Eros olhando pra nós dois com um pequeno sorriso nos lábios, balançando a cabeça negativamente — TITIO. — Breno grita e pula dos meus braços batendo palma correndo em direção ao tio. Eros pega menino e joga ele para o alto fazendo o menino da uma gargalhada alta e gostosa de se ouvir, sorri vendo a cena me sentindo naqueles filmes de casal feliz. Volto a minha realidade saindo da minha névoa de pensamentos e quando eu volto a olhar para a frente vejo que Eros está me encarando, em sua boca tem um pequeno sorriso que me causa uma sensação meio estranha, que eu nunca senti. Rapidamente me viro morrendo de vergonha e coloco o óleo pra esquentar, escuto os dois cochichando logo atrás de mim mas controlo a minha ansiedade. — Tio sabia que tia Giovanna sabe fazer doce de chuva? — Acho tão fofo o seu jeito de falar. — Não é doce de chuva Breno, é bolinho de chuva. — Eros fala corrigindo o menino. — Além de boca dura, sabe cozinhar que caixinha de surpresa Giovanna. — Sorri. — É isso ou viver de doce e pizza. — Falei dando uma cutucada nele, sua risada rouca me fez sorrir de lado, mas continue sem desviar a minha atenção do fogão. — Tio, vamos vê filme?! — Escuto Breno pegunta. — Bora carinha! — Ele fala e sai dá cozinha rapidamente. Fiz o bolinho bem bonitinho e depois de pronto coloquei no açúcar e canela, deixei esfriar e fiz leite com nescau pro Breno. Sabe aquele ditado que quando você faz a comida você não sente vontade de comer? Eu realmente perdi a fome, só comi um e levei para o Breno deixando a presença do Eros de lado, se ele quiser ele que levante o r**o de sofá e vá pegar na cozinha. Lavei a louça que eu sujei e deixei tudo arrumado, subi as escadas correndo e entrei no meu quarto Peguei meu RG e 5 reais, que é o único dinheiro que eu tenho, coloquei meu tênis e desci a escada correndo cheguei na sala e vi Eros com o pote que eu coloquei os bolinhos de chuva e sua boca toda suja de canela e açúcar. — Eros eu estou saído, Breno se a tia chegar e você ainda estiver aqui vamos fazer festa do pijama.— Falei dando um beijo em sua bochecha tirando a canela e açúcar que está pelo seu rosto todo. — Mas se você não tiver aqui, outro dia marcamos um filme, tchau. — Tchau tia, gostei de você! — Ele fala deixando meu coração quentinho. Andei rapidamente até a porta, coloquei meu dedo mas antes que a porta destravasse a porta foi fechada com força me fazendo pula de susto. Me virei rapidamente dando de cara com o Eros atrás de mim, perto demais para o meu gosto. — Onde você pensa que vai assim com essa roupa e sozinha ? — Fechei a cara na hora. — Esqueceu que a mulher vem hoje pra vermos como vai ficar seu caso? — Merda, eu tinha esquecido disso. Pensei que ele queria me proibir de sair, já aí surta mas graças a Deus Eros não é doido. — Que horas ela vem? — Perguntei, Eros me encara, me olha de cima a baixo fazendo minhas pernas bambear, engulo em seco e sinto a minha respiração ao fica entrecortada. Não consigo decidir se olho para a sua boca ou seus olhos, tudo é muito lindo e eu sinto que eu estou ficando doida. — Daqui a pouco! — Ele fala e eu assinto, olho em seus olhos e sinto a minha bochecha ficar vermelha, esse homem é lindo demais e ter sua atenção todinha em mim, me deixa desconcertada. — Tá tudo bem Giovanna? — Tá sim, é só que... — Fui interrompida pelo som da campainha que me fez sair do meu transe. Acho que Eros também percebeu porquê rapidamente se afastou e abriu a porta atrás de mim. Senti um cheiro de perfume maravilhoso, quando me virei e vi uma loira linda toda montada, saltão, corpo de da inveja. Mas não posso negar que ela tá arrumada demais só pra assinar uns papéis, olhei para o Eros e vi um olhar de malícia, Eros está olhando a mulher como se fosse comer ela viva. Sério que ela é uma "ficante" dele?
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