Passeio ao ar livre

1734 Words
No outro dia às nove da manhã, todos estavam se levantando. A manhã foi silenciosa, todos estavam muito sonolentos ainda até chegar o começo da tarde. Quando a tarde começou, Peter e Tomás foram para o quarto se arrumar, Mili e Carla também. Depois de estarem arrumados, eles ficaram na sala à espera do pai de Tomás. Duda e Cris passaram pela sala e viram eles arrumados e sentados. –Vocês vão sair?- perguntou Cris. -Sim. Vamos sair com meu pai. Se lembra que eu te falei ontem?- disse Tomás para a garota. -É verdade. Vocês também vão meninas?- perguntou novamente. -Sim, o Augusto também nos chamou.- respondeu Mili. -É, elas estavam conosco aqui na sala e ele chamou todos nós. -Bom passeio pra vocês.- falou Duda. -Obrigado!- respondeu Tomás. Duda e Cris foram para o jardim, e o pai de Tomás chegou. Tomás foi até o interfone e falou: “-Nico, meu pai chegou!”-Alguns segundos depois Nico apareceu na sala. –Augusto, a quanto tempo que não te vejo.- falou Nico abraçando –o. –É verdade, Nicolas. Como você está? Vim buscar o meu filho e seus amigos, para dar uma volta pelas redondezas. Enquanto estou com tempo livre. Sem problemas, certo? - falou Augusto, que como sempre estava com um paletó. -Estou bem. Sim, ele me disse. Podem ir. Pessoal, juízo certo?- falou Nico olhando para todos. -Pode deixar, Nico!- Carla o respondeu. Eles saíram, Augusto disse que levariam eles para um lugar bem bonito que havia ali perto. Todos entraram dentro do carro e foram para esse lugar. Chegando lá, as meninas ficaram encantadas com o lugar, era muito lindo, muito verde, havia flores, árvores, praticamente um parque bem ecológico. –Que lugar é esse pai?- perguntou Tomás. -Eu costumava vir aqui, quando era mais jovem. É um ótimo lugar para pensar e se divertir também.- a resposta dele foi tranquila, parecia que ele estava relembrando alguma coisa. -O lugar é muito bonito.- Mili ainda estava o admirando. -Então, vamos fazer um tour pelo lugar?- perguntou Peter. -Sim. Eu mostrarei o lugar para vocês.- o homem respondeu. -Que ótimo. Então vamos logo por favor. Estou louca pra conhecer todo o lugar. - Carla estava animada. -É, estou louco para ver isso. Parece bem legal, a Josy gostaria de ver isso. - Peter admirou o lugar e lembrou da irmã. -Josy? Quem é Josy?- Augusto o perguntou. -Josy é minha irmã. A cunhada da Carla. -Você tem uma irmã? Eu não sabia.- falou Augusto surpreso. –Depois fazemos uma roda na fogueira e sabemos mais sobre a vida do Peter. Agora vamos por favor?- pediu Tomás enciumado. -O você quis dizer com isso, Tomás?- perguntou Peter. -Pra adiantar o assunto. Quero ver o lugar e não saber da sua vida, se é que me entende. -Bem. Vamos logo conhecer o lugar.- falou Augusto tomando a frente. Os meninos foram na frente com Augusto e as meninas atrás. Augusto estranhou o comportamento dos meninos com as meninas e resolveu falar com os garotos. –Vocês ficam assim mesmo?- perguntou ele, Tomás e Peter se olharam e não entenderam. -Assim como?- sem entender a pergunta. -Distantes de suas namoradas.- o homem respondeu. -Ah é isso. Sabe o que é pai? Damos espaço uns aos outros, para não ficar saturado.- começou Tomás com toda uma história. -É porque já vivemos juntos, nos vemos todo dia. E se grudar muito estraga e não queremos isso. Para evitarmos briga, ficamos assim. Entendeu, senhor?- terminou Peter. -Não entendi nada. E pelo que estou vendo, o mundo de hoje está mudado.- Augusto deu uma leve risada. -Com certeza está.- concordou Tomás, olhando e sorrindo para Peter. –Meninas, vem aqui ficar um pouquinho com a gente.- falou Peter as chamou. -Já estamos indo!- respondeu Carla. As meninas foram para junto dos seus namorados de mentira e ficaram com eles. Enquanto Augusto foi no banheiro, eles conversavam: –Até quando a gente vai continuar com essa mentira?- perguntou Mili para os garotos. -Até quando for preciso, você concordou em entrar nessa. Agora aguenta.- Tomás a respondeu. -Eu sei. Porém, o seu pai não é burro, vai perceber que não somos casais felizes. i****a. - Mili o retrucou. -Se vocês continuarem assim, realmente eles vão perceber. Bem que vocês podiam dar uma ajudinha não é?- falou Peter pegando Carla pela cintura e a arrastando para junto de si. -Está ficando louco Peter? Me solta garoto.- falou Carla tentando tirar a mão de Peter de sua cintura. -Fica calma. O pai do Tomás está vindo aí. -Nossa é mesmo. Vem cá, Mili!- Tomás puxou Mili pela cintura e ficou agarrada com ela também. -Pombinhos? Que tal tomar um sorvete?- perguntou Augusto chegando junto deles. -Sim. Eu adoraria. E você, Mili?- perguntou Carla , tentando se soltar de Peter. -Sim, porque aqui está ficando muito quente.- respondeu Mili olhando para a cara de Tomás, Augusto começou a rir e os meninos também. Eles foram em direção a uma sorveteria, que tinha bem em frente. Quando eles estavam tomando sorvete, o celular de Peter tocou e ele foi atender longe de todos. –Alô. Quem é?- perguntou Peter ao atender. -Sou eu, meu filho. Como está por aí? Tudo bem com vocês? A Josy está bem?- perguntou José preocupado. -Estamos bem, Pai. Descobriu mais alguma coisa sobre a mamãe?- perguntou Peter. -Sim. Mas só posso contar para você pessoalmente. - o homem pareceu misterioso. -O que? Não pai, me diz alguma coisa. Por favor!- ele pediu. -Está bem, eu descobri o sobrenome de uma pessoa que está envolvida nisso. - parecia que o homem estava lendo alguma coisa. -Quem é? Diz logo!- insistiu Peter. -Parece que o segundo nome dele é Akemi.- respondeu José. -Akemi? Que nome é esse meu Deus?- brincou Peter. -Esse é um dos nomes do homem, só falta descobrir quem é e o que ele queria com sua mãe.- terminou José. -Certo. E quando você volta? Amanhã?- perguntou Peter. -Eu ainda não sei filho. Vou ligar para a Josy, até logo.- falou José desligando o telefone. Peter voltou para junto deles e todos ficaram olhando para ele, esperando uma resposta. –Quem era amor? No telefone? Era a Josy?- perguntou Carla. -Não. amor. Era meu pai!- respondeu Peter. -Tomás, você pode vir aqui comigo rapidinho?- perguntou Carla chamando Tomás. –Claro. Vem comigo, Mili.- Tomás pegou Mili e foi com Carla até um lugar longe dos outros. Augusto foi conversar com Peter. Ele ficou interessado sobre a vida de Peter e perguntou a ele. Peter contou toda sua história e Augusto comentou: -Sua irmã tem quantos anos? -Ela tem 14. Nasceu 3 anos depois de mim.- respondeu Peter. -Sua história é bem legal. E seu pai? Ainda viajando?- perguntou Augusto bem interessado. -Sim. Mas em breve ele vai voltar. Estou com muita saudades dele, como não tenho minha mãe, meu pai e minha irmã, são minha única família agora. Tirando o pessoal da casa, eles são bem legais e divertidos também. E sem falar na Carla, ela me ajudou muito.- Peter terminou. -Dá pra ver que você se diverte quando está com eles.- concordou Augusto. -É verdade. Gosto muito de estar com eles, apesar das brigas e tudo mais. É bom viver com harmonia dentro de casa. O Nico é como um pai para todos nós e a Juli é como nossa mãe. Todo mundo respeita eles, existem até regras dentro da casa.- terminou Peter falando de forma entusiasmada. -E o Tomás? Como ele é na casa? Ele obedece? Anda na linha?- Augusto queria saber do filho. -Não muito, entretanto ele tenta. Ele gosta muito de brincar com todo mundo, é brincalhão.- quando Peter terminou de falar, os outros chegaram. E eles calaram a boca. –Pessoal, eu odeio ser estraga prazeres, mas está ficando tarde. Vamos voltar para casa? - Carla perguntou. -Não se preocupe, Carla. Vocês estão comigo, diferente do meu filho, eu sou mais responsável.- brincou Augusto, alisando o cabelo de Tomás que logo fechou a cara. -O que foi pai? O que o Peter inventou sobre mim?- perguntou Tomás irritado. -Eu não inventei nada. Só falei a verdade.- respondeu Peter sorrindo e as meninas também riram. -Que tal irmos para um restaurante? Jantamos e depois levo vocês para casa. O que vocês acham da ideia?- sugeriu Augusto, eles se olharam e Tomás concordou. -Tudo bem. Eles foram para o restaurante, Mili ficou do lado de Tomás, Carla do lado de Peter e Augusto na ponta, enquanto eles estavam comendo, o canto da boca de Mili estava melado e Tomás pegou um pano para limpar. –Está sujo, Mili. Deixa eu limpar.- falou Tomás, ele chegou bem perto da boca de Mili, ele não resistiu e a beijou. Carla com ciúmes, pegou Peter e deu um beijo nele também. –Ei, garotos. Que tal deixar os beijos e abraços para depois?- falou Augusto, eles se separaram e ficaram se olhando disfarçadamente, e com muita vergonha. Depois do jantar, Augusto levou os garotos para casa. Augusto os deixou na porta e eles entraram. –Meninas, muito obrigado por hoje. Até que não foi tão r**m assim, não é? -É, foi legal essa tarde que passamos juntos.- concordou Peter. -Gostei bastante. -Foi muito legal sim. Seu pai é muito gentil, Tomás. Quer dizer, meu sogrinho não é?- falou Mili rindo, todos ficaram rindo. E Juli apareceu na sala. –Qual foi a graça pessoal? - ela chamou a atenção deles. - Nenhuma. É que lembramos de uma piada engraçada,- respondeu Tomás. -Hum. E como foi o passeio? Bom? r**m? Legal? -Foi ótimo. O lugar era muito lindo e bem calmo.- Carla falou. -Agora vão todos para os seus quartos que amanhã tem aula. E Peter é bom ir falar com sua irmã, ela estava perguntando com você mais cedo. – falou Juli. -Tudo bem. Vou pro meu quarto dormir, boa noite para todos.- falou Carla saindo da sala. - E eu vou com ela. Boa noite e beijos.- falou Mili saindo logo depois de Carla. -Boa Noite. Posso ir na ala das meninas, só pra falar com a Josy?- perguntou Peter para Juli. -Sim. Bem rápido viu?- respondeu Juli, Peter foi no quarto das meninas. –É só sobrou a gente. Eu acho que vou pro meu quarto dormir. Boa Noite, Juli! -Engraçadinho. Boa noite, Tomás.- respondeu Juli saindo da sala e Tomás saiu em seguida.
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