No outro dia às nove da manhã, todos estavam se levantando. A manhã foi silenciosa, todos estavam muito sonolentos ainda até chegar o começo da tarde. Quando a tarde começou, Peter e Tomás foram para o quarto se arrumar, Mili e Carla também. Depois de estarem arrumados, eles ficaram na sala à espera do pai de Tomás. Duda e Cris passaram pela sala e viram eles arrumados e sentados.
–Vocês vão sair?- perguntou Cris.
-Sim. Vamos sair com meu pai. Se lembra que eu te falei ontem?- disse Tomás para a garota.
-É verdade. Vocês também vão meninas?- perguntou novamente.
-Sim, o Augusto também nos chamou.- respondeu Mili.
-É, elas estavam conosco aqui na sala e ele chamou todos nós.
-Bom passeio pra vocês.- falou Duda.
-Obrigado!- respondeu Tomás. Duda e Cris foram para o jardim, e o pai de Tomás chegou. Tomás foi até o interfone e falou: “-Nico, meu pai chegou!”-Alguns segundos depois Nico apareceu na sala.
–Augusto, a quanto tempo que não te vejo.- falou Nico abraçando –o.
–É verdade, Nicolas. Como você está? Vim buscar o meu filho e seus amigos, para dar uma volta pelas redondezas. Enquanto estou com tempo livre. Sem problemas, certo? - falou Augusto, que como sempre estava com um paletó.
-Estou bem. Sim, ele me disse. Podem ir. Pessoal, juízo certo?- falou Nico olhando para todos.
-Pode deixar, Nico!- Carla o respondeu.
Eles saíram, Augusto disse que levariam eles para um lugar bem bonito que havia ali perto. Todos entraram dentro do carro e foram para esse lugar. Chegando lá, as meninas ficaram encantadas com o lugar, era muito lindo, muito verde, havia flores, árvores, praticamente um parque bem ecológico.
–Que lugar é esse pai?- perguntou Tomás.
-Eu costumava vir aqui, quando era mais jovem. É um ótimo lugar para pensar e se divertir também.- a resposta dele foi tranquila, parecia que ele estava relembrando alguma coisa.
-O lugar é muito bonito.- Mili ainda estava o admirando.
-Então, vamos fazer um tour pelo lugar?- perguntou Peter.
-Sim. Eu mostrarei o lugar para vocês.- o homem respondeu.
-Que ótimo. Então vamos logo por favor. Estou louca pra conhecer todo o lugar. - Carla estava animada.
-É, estou louco para ver isso. Parece bem legal, a Josy gostaria de ver isso. - Peter admirou o lugar e lembrou da irmã.
-Josy? Quem é Josy?- Augusto o perguntou.
-Josy é minha irmã. A cunhada da Carla.
-Você tem uma irmã? Eu não sabia.- falou Augusto surpreso.
–Depois fazemos uma roda na fogueira e sabemos mais sobre a vida do Peter. Agora vamos por favor?- pediu Tomás enciumado.
-O você quis dizer com isso, Tomás?- perguntou Peter.
-Pra adiantar o assunto. Quero ver o lugar e não saber da sua vida, se é que me entende.
-Bem. Vamos logo conhecer o lugar.- falou Augusto tomando a frente. Os meninos foram na frente com Augusto e as meninas atrás. Augusto estranhou o comportamento dos meninos com as meninas e resolveu falar com os garotos.
–Vocês ficam assim mesmo?- perguntou ele, Tomás e Peter se olharam e não entenderam.
-Assim como?- sem entender a pergunta.
-Distantes de suas namoradas.- o homem respondeu.
-Ah é isso. Sabe o que é pai? Damos espaço uns aos outros, para não ficar saturado.- começou Tomás com toda uma história.
-É porque já vivemos juntos, nos vemos todo dia. E se grudar muito estraga e não queremos isso. Para evitarmos briga, ficamos assim. Entendeu, senhor?- terminou Peter.
-Não entendi nada. E pelo que estou vendo, o mundo de hoje está mudado.- Augusto deu uma leve risada.
-Com certeza está.- concordou Tomás, olhando e sorrindo para Peter.
–Meninas, vem aqui ficar um pouquinho com a gente.- falou Peter as chamou.
-Já estamos indo!- respondeu Carla. As meninas foram para junto dos seus namorados de mentira e ficaram com eles.
Enquanto Augusto foi no banheiro, eles conversavam:
–Até quando a gente vai continuar com essa mentira?- perguntou Mili para os garotos.
-Até quando for preciso, você concordou em entrar nessa. Agora aguenta.- Tomás a respondeu.
-Eu sei. Porém, o seu pai não é burro, vai perceber que não somos casais felizes. i****a. - Mili o retrucou.
-Se vocês continuarem assim, realmente eles vão perceber. Bem que vocês podiam dar uma ajudinha não é?- falou Peter pegando Carla pela cintura e a arrastando para junto de si.
-Está ficando louco Peter? Me solta garoto.- falou Carla tentando tirar a mão de Peter de sua cintura.
-Fica calma. O pai do Tomás está vindo aí.
-Nossa é mesmo. Vem cá, Mili!- Tomás puxou Mili pela cintura e ficou agarrada com ela também.
-Pombinhos? Que tal tomar um sorvete?- perguntou Augusto chegando junto deles.
-Sim. Eu adoraria. E você, Mili?- perguntou Carla , tentando se soltar de Peter.
-Sim, porque aqui está ficando muito quente.- respondeu Mili olhando para a cara de Tomás, Augusto começou a rir e os meninos também. Eles foram em direção a uma sorveteria, que tinha bem em frente.
Quando eles estavam tomando sorvete, o celular de Peter tocou e ele foi atender longe de todos.
–Alô. Quem é?- perguntou Peter ao atender.
-Sou eu, meu filho. Como está por aí? Tudo bem com vocês? A Josy está bem?- perguntou José preocupado.
-Estamos bem, Pai. Descobriu mais alguma coisa sobre a mamãe?- perguntou Peter.
-Sim. Mas só posso contar para você pessoalmente. - o homem pareceu misterioso.
-O que? Não pai, me diz alguma coisa. Por favor!- ele pediu.
-Está bem, eu descobri o sobrenome de uma pessoa que está envolvida nisso. - parecia que o homem estava lendo alguma coisa.
-Quem é? Diz logo!- insistiu Peter.
-Parece que o segundo nome dele é Akemi.- respondeu José.
-Akemi? Que nome é esse meu Deus?- brincou Peter.
-Esse é um dos nomes do homem, só falta descobrir quem é e o que ele queria com sua mãe.- terminou José.
-Certo. E quando você volta? Amanhã?- perguntou Peter.
-Eu ainda não sei filho. Vou ligar para a Josy, até logo.- falou José desligando o telefone. Peter voltou para junto deles e todos ficaram olhando para ele, esperando uma resposta.
–Quem era amor? No telefone? Era a Josy?- perguntou Carla.
-Não. amor. Era meu pai!- respondeu Peter.
-Tomás, você pode vir aqui comigo rapidinho?- perguntou Carla chamando Tomás.
–Claro. Vem comigo, Mili.- Tomás pegou Mili e foi com Carla até um lugar longe dos outros.
Augusto foi conversar com Peter. Ele ficou interessado sobre a vida de Peter e perguntou a ele. Peter contou toda sua história e Augusto comentou:
-Sua irmã tem quantos anos?
-Ela tem 14. Nasceu 3 anos depois de mim.- respondeu Peter.
-Sua história é bem legal. E seu pai? Ainda viajando?- perguntou Augusto bem interessado.
-Sim. Mas em breve ele vai voltar. Estou com muita saudades dele, como não tenho minha mãe, meu pai e minha irmã, são minha única família agora. Tirando o pessoal da casa, eles são bem legais e divertidos também. E sem falar na Carla, ela me ajudou muito.- Peter terminou.
-Dá pra ver que você se diverte quando está com eles.- concordou Augusto.
-É verdade. Gosto muito de estar com eles, apesar das brigas e tudo mais. É bom viver com harmonia dentro de casa. O Nico é como um pai para todos nós e a Juli é como nossa mãe. Todo mundo respeita eles, existem até regras dentro da casa.- terminou Peter falando de forma entusiasmada.
-E o Tomás? Como ele é na casa? Ele obedece? Anda na linha?- Augusto queria saber do filho.
-Não muito, entretanto ele tenta. Ele gosta muito de brincar com todo mundo, é brincalhão.- quando Peter terminou de falar, os outros chegaram. E eles calaram a boca.
–Pessoal, eu odeio ser estraga prazeres, mas está ficando tarde. Vamos voltar para casa? - Carla perguntou.
-Não se preocupe, Carla. Vocês estão comigo, diferente do meu filho, eu sou mais responsável.- brincou Augusto, alisando o cabelo de Tomás que logo fechou a cara.
-O que foi pai? O que o Peter inventou sobre mim?- perguntou Tomás irritado.
-Eu não inventei nada. Só falei a verdade.- respondeu Peter sorrindo e as meninas também riram.
-Que tal irmos para um restaurante? Jantamos e depois levo vocês para casa. O que vocês acham da ideia?- sugeriu Augusto, eles se olharam e Tomás concordou.
-Tudo bem. Eles foram para o restaurante, Mili ficou do lado de Tomás, Carla do lado de Peter e Augusto na ponta, enquanto eles estavam comendo, o canto da boca de Mili estava melado e Tomás pegou um pano para limpar.
–Está sujo, Mili. Deixa eu limpar.- falou Tomás, ele chegou bem perto da boca de Mili, ele não resistiu e a beijou. Carla com ciúmes, pegou Peter e deu um beijo nele também.
–Ei, garotos. Que tal deixar os beijos e abraços para depois?- falou Augusto, eles se separaram e ficaram se olhando disfarçadamente, e com muita vergonha. Depois do jantar, Augusto levou os garotos para casa. Augusto os deixou na porta e eles entraram.
–Meninas, muito obrigado por hoje. Até que não foi tão r**m assim, não é?
-É, foi legal essa tarde que passamos juntos.- concordou Peter. -Gostei bastante.
-Foi muito legal sim. Seu pai é muito gentil, Tomás. Quer dizer, meu sogrinho não é?- falou Mili rindo, todos ficaram rindo. E Juli apareceu na sala.
–Qual foi a graça pessoal? - ela chamou a atenção deles.
- Nenhuma. É que lembramos de uma piada engraçada,- respondeu Tomás.
-Hum. E como foi o passeio? Bom? r**m? Legal?
-Foi ótimo. O lugar era muito lindo e bem calmo.- Carla falou.
-Agora vão todos para os seus quartos que amanhã tem aula. E Peter é bom ir falar com sua irmã, ela estava perguntando com você mais cedo. – falou Juli.
-Tudo bem. Vou pro meu quarto dormir, boa noite para todos.- falou Carla saindo da sala.
- E eu vou com ela. Boa noite e beijos.- falou Mili saindo logo depois de Carla.
-Boa Noite. Posso ir na ala das meninas, só pra falar com a Josy?- perguntou Peter para Juli.
-Sim. Bem rápido viu?- respondeu Juli, Peter foi no quarto das meninas.
–É só sobrou a gente. Eu acho que vou pro meu quarto dormir. Boa Noite, Juli!
-Engraçadinho. Boa noite, Tomás.- respondeu Juli saindo da sala e Tomás saiu em seguida.