Descobertas sobre Augusto

1909 Words
Quando Cris estava procurando notícias na internet, ela achou uma foto do pai de Tomás na coluna de fofoca. –Mili, olha isso aqui. rápido.- chamou Cris. Ela foi até a amiga. -Esse é o pai do Tomás, o que ele está fazendo aí?- perguntou Mili olhando para menina. -Não sei, deixa eu ver o que está dizendo aqui.- Cris abriu a página. -“Homem milionário pode estar metido em grandes confusões. Akemi está de volta à cidade e com grandes suspeitas em suas costas”. -Como assim?- perguntou Mili. -Calma, vamos ler a notícia completa. Olha aqui diz: “Augusto Akemi, um grande empresário, pode estar metido em confusões com a polícia. No dia 17 deste mês, ele foi visto em sua atual residência, com a presença de alguns policiais em sua casa. Não temos nada confirmado, mas não é a primeira vez que seu nome se envolve em burburinhos e situações desconfortáveis. Estamos aguardando as próximas informações”. – terminou Cris. –E agora o que fazemos? Contamos para o Tomás?-elas se entreolharam, a mais nova estava mais preocupada. -Calma Mili, eu acho melhor não contarmos nada, porque o pai dele m*l ficava com ele e agora que o pai dele aparece, não é legal cortar o barato do Tomás assim. -Pode até ser que você tenha razão. Mas se o pai dele tiver realmente escondendo alguma coisa de todo mundo ou do Tomás?- perguntou Mili -Se for verdade, o pai dele vai dar um jeito, e até lá vamos fingir que não vimos nada.- Cris saiu da página e Mili fez que sim com a cabeça e elas continuaram mexendo no computador. Passaram-se um tempo e já havia chegado o começo da semana outra vez, eles se encontram com Duda no colégio e quando Peter a viu ficou sem reação. Estavam Peter, Cris, Mili e Tomás, e Duda chegou logo para falar com eles. –Amiga! Já estava com saudades de ti.- falou Cris abraçando-a e fazendo uma festa. -Oi, Duda!, Você faz muita falta na casa!- Mili a cumprimentou abraçando também. -É minha filha, estou começando a sentir falta das suas brigas com o Peter e bom, com toda a casa.- Tomás riu a abraçou. -Também já estou ficando com saudades de vocês. - ela sorriu -E você não vai falar nada, Peter?- perguntou Cris, batendo no braço dele para tomar uma iniciativa. -É que eu não sei o que falar.- Peter colocou as mãos no bolso de uma maneira tímida. -Também depois do que aconteceu na última vez.- a amiga alfinetou o casal. -Cris, fica caladinha. É melhor entrarmos na sala. Vamos?- falou Duda entrelaçando o braço com a amiga e entraram na escola. Todos entraram na sala de aula, e na hora do intervalo Peter foi falar com Duda, mas antes dele chegar onde ela estava, Pablo chegou antes e começou a conversar com ela. –Duda, como você está fora da casa? Soube que você foi levada. - perguntou Pablo sentando ao lado de Duda. -A rádio corredor já está funcionando, não é? - ela sorriu - Estou estranhando ficar sem eles, é sem diversão sabe? -Eu sei como é. Mas você se acostuma com isso.- falou Pablo abraçando Duda de lado, Peter viu a cena de longe e ficou com ciúmes e foi até onde os dois estavam. –Duda posso falar com você? – Peter chegou junto deles. -Claro que sim. Fala ai!- Duda respondeu sem dar atenção. -Eu acho melhor deixar vocês sozinhos.- falou Pablo que deu um beijo na bochecha de Duda e deu um tapinha no braço de Peter e saiu. Peter se sentou onde Pablo estava sentado e a olhou. -Desculpa por mais cedo. Realmente eu não sabia o que falar. –Não se preocupa com isso. O bom é que agora não estamos mais brigados, podemos conversar normalmente.- falou Duda para Peter. – E como a gente fica? Temos alguma coisa ou não temos? -Temos uma amizade que acabou de começar, e só isso. – respondeu Duda, olhando para Pablo do outro lado do pátio. -Mas Duda, como assim? E o que aconteceu antes de você ir embora? E nosso beijo?- Peter ficou confuso. -Aconteceu que você se alterou e fez bobagem.- respondeu Duda, o sinal do intervalo tocou e Duda entrou na sala primeiro, deixando Peter sozinho e sem palavras. A aula acabou e todos foram para casa, a semana se passou e Pablo se aproximava mais ainda de Duda, enquanto Roberta tentava se aproximar de Peter. O fim de semana chegou e Duda queria voltar para a mansão, ela foi no sábado pra falar com os garotos, com a autorização de seu pai.. À tarde ela chegou na casa e quem abriu a porta foi Nico. –Duda, voltou pra ficar?- perguntou Nico a abraçando. -Bem que eu queria, mas não. Vim falar com o pessoal. -Certo. Entra ai, você já sabe o caminho não é?- brincou Nico dando espaço para ela. -Sei. Obrigado, vou falar com a Cris.- respondeu Duda entrando na casa e indo até onde era o quarto dela, ela abriu a porta do quarto e se deparou com Cris, Mili e Josy. –Meninas!- gritou ela entrando no quarto e pulando em cima da cama. –Duda, você voltou pra ficar?- perguntou Josy. -Não, Josy. Só vim ver vocês.- a mais velha respondeu. -Você já sabe porque o seu pai não te quer mais aqui?- perguntou Cris ainda abraçada com a amiga. -Ele veio com uma história sobre o pai do Tomás, eu não entendi direito.-Duda deu de ombros. -Pai do Tomás, é?- perguntou Mili olhando para a cara de Cris, lembrando do que viram no site. -Sim. Mudando de assunto, Mili você se mudou para esse quarto? – Duda não percebeu os olhares entre elas. -Não. Eu fico aqui para fazer companhia a Cris e a Josy. -Você vai dormir hoje aqui?- perguntou Josy, -Não, mais tarde meu pai vem me buscar.- respondeu Duda, -Por que não ficamos um pouco no jardim? Assim conversamos melhor.- sugeriu Cris para as meninas. -Boa ideia Cris, é bom ficar um pouco ao ar livre.- respondeu Duda, elas foram para o jardim e no meio do caminho encontraram Tomás. –Duda, você por aqui?- Tomás a abraçou. -Imagina, isso é uma miragem sua.- respondeu Duda rindo. -Sempre com piadinhas, não é minha filha?- disse Tomás. -E você sempre fazendo perguntas idiotas, não é meu filho?- perguntou Duda também e os dois riram. -Você é uma graça, Duda. Sabia disso?- disse Tomás apertando as bochechas da garota. -E você é um lindinho. Sabia, Tomás?- disse ela, bagunçando o cabelo dele. -Isso eu já sabia. Não é a toa que meu sobre nome é Akemi, que vem do japonês “Brilhante Beleza”, e claro que eu tenho uma beleza radiante.- Tomás se engrandeceu. -E também tem um ego e um convencimento estressante.- Duda completou a fala do amigo. -Sinceramente eu vejo que você faz falta nessa casa. Quem iria brigar comigo se não fosse você? Sempre tem uma resposta na ponta da língua. - ele a abraçou novamente. –Eu sei, eu também sinto muito falta com quem brigar. -Ok, chega disso e vamos logo para o jardim Duda.- falou Josy batendo palmas e chamando atenção deles. -Até mais, Tomás!- ela seguiu com as meninas. -Até!- respondeu Tomás seguindo seu caminho, ele foi para o quarto e quando chegou lá, viu Peter deitado na cama e foi até ele. –O que houve cara?- perguntou Tomás sentando ao seu lado. -A Duda, me deixou muito confuso. - o garoto estava olhando para o teto com sua cabeça em cima de seu braço. -Pensei que essa história já era passado. – falou Tomás. –Eu também pensei. Mas acho que não. –Então eu acho melhor você ficar aqui no quarto, para não se cruzar com ela. Ela está pela casa, eu acabei de me encontrar com ela. - ele levantou jogando uma almofada em seu amigo. -Sem ela aqui fica sem graça. -Sem graça, sem brigas, sem intrigas, sem diversão, sem romance...- Peter saiu nomeando e o outro menino riu. -Está bem, eu já entendi. Eu vou escutar um pouco de música.- falou Tomás indo para a cama dele, quando ele se deitou e botou o fone de ouvido , o celular de Peter piscou a tela, era uma chamada de seu pai. Peter o atendeu. –Pai? É você? Quanto tempo. –Sim, filho. Sou eu. Descobri quem matou sua mãe e estou atrás dele.- respondeu José Pedro com uma voz rápida e baixa. -Como? Quem é? Me diz quem é pai, eu preciso saber quem é!- falou Peter alterando a voz. -Calma filho, desse jeito não posso te dizer nada.- falou José Pedro e de repente a ligação caiu. -Pai? Pai? Alô? Eu não acredito que a ligação caiu logo agora.- falou Peter estressado. Ele saiu chutando a cama, Tomás viu e se levantou. -O que houve garoto? Porque você está fazendo isso?- Tomás tirou os fones e olhou para o menino à sua frente. -Nada, volta a escutar sua música e vai dormir.- falou Peter sentando novamente na cama irritado. Tomás voltou a escutar sua música e Peter foi dar uma volta para espairecer um pouco, e foi logo ao jardim onde estava Duda, Cris e Josy. Ele passou pelas meninas e quando parou na frente delas, ficou olhando para Duda como se estivesse hipnotizado. –Oi? Peter? Você está aí? – falou Duda, passando a mão na frente do rosto dele. -Oi, meninas. Desculpa é que eu estou meio irritado. - o garoto passou a mão no rosto como se tivesse limpando suor. -Irritado e distraído não é mesmo?- perguntou Cris rindo. -Um pouco! Josy eu preciso falar com você, é sobre a mamãe e é urgente. -O que você descobriu? Me conta logo! - eles trocaram olhares. -Anda, vamos conversar lá dentro. - ele segurou no braço de sua irmã e a puxou para entrar, mas ela parou no segundo estante. -Quer dizer, para! - ela se soltou dele - Peter não é bom você fica se envolvendo nessas coisas, e além do mais, pessoas que você nem conhece.- ela concluiu. -Josy, por favor vem comigo.- falou Peter a puxando pelo braço ficando num canto com ela. –Olha o papai descobriu quem matou nossa mãe, ou alguma coisa parecida. Só que quando ele estava falando comigo a ligação caiu. Estou cada vez mais perto da minha vingança.- falou Peter olhando para Josy, mas a menina ficou calada. –Vai ficar calada?- -Não tenho o que dizer. Quando eu digo alguma coisa, você não me escuta, de que adianta?- respondeu ela. -Escuta Josy, o que eu estou fazendo é para o nosso bem. -Isso não é para o nosso bem, é para o seu bem. Eu estou muito bem do jeito que eu estou, você que fica com essa vingança obsessiva e sem sentido. Se alguém mais levar você ou o papai, eu não vou aguentar, então para, por favor.- a menina saiu do jardim chorosa e irritada, seu irmão respirou fundo e sentou junto das meninas. -É, Peter. Parece que você não está fazendo a coisa certa. –Eu sei o que eu faço, Duda. – respondeu Peter olhando Josy indo embora. –Estou vendo. Sabe tanto, que nem consegue cuidar da irmã direito.- Duda e Cris saíram, deixando o menino ali sozinho.
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