Indiretas

830 Words
Na cozinha já estavam quase todos, depois Juli chegou com Josy e Cris e já estavam todos comendo. Peter não parava de olhar para Duda e Nico percebeu. –Então pessoal, como foi o passeio de ontem? Tomás? Peter?- perguntou Nico. -Foi bonzinho, mas poderia ter sido melhor.- falou Tomás. -É, tem gente que é muito esquentada e não consegue escutar os outros. – Peter respondeu. -Tem gente que é bem impulsivo, indeciso e i****a. – Duda respondeu agora olhando para o menino. -O que aconteceu ontem que não sabemos? – Nico olhou para os dois. -Não aconteceu nada. Temos a tarde livre hoje?- Duda mudou o assunto. -Eu acho que sim. Juli meu amor, o que você diz?- perguntou Nico olhando para Juli. -Eu acho que temos o que fazer hoje. Porque não fazemos um jogo todos juntos, para nos conhecermos melhor. O que vocês acham?- Juli deu a ideia. -Isso é muito chato. Não temos nada melhor pra fazer?- perguntou Dani. -Tudo pra você é chato garota. Você que é chata. – Mili a alfinetou. -Eu concordo com a Dani. Isso é muito chato, coisa de menino pequeno.- concordou Ana. -Ah claro, você é adulta não é? Fala sério!- falou Cris olhando para ela e revirando os olhos. -Cris, Mili, não comecem. Não adianta ficar brigando, vocês não sabem que mexer com cobra podem se picar.- brincou Tomás, todos ficaram rindo, mas Dani não ia ficar calada. -Cobra? É melhor ser cobra do que ser galinha igual a você. -É meu amor, mas esse galinha aqui, já pegou você.- Tomás falou bem atrás dela e a menina levantou rapidamente e os dois se encararam. -Opa. Chega disso. Quem quiser jogar, depois do café da manhã no jardim, quem não quiser, fiquem dentro de casa. E ninguém sai!- falou Juliana. Todos concordaram e depois do café, alguns foram para o quarto e outros foram jogar. No jogo houve várias provocações dos meninos com as meninas, mas depois eles desistiram de jogar e foram para seus quartos. E Peter recebeu uma ligação do seu pai. –Peter, tenho mais noticias da morte da sua mãe. Você pode falar agora? -Claro pai, pode falar. O que o senhor descobriu?- perguntou Peter ansioso. -Sua mãe, ela não foi morta sem querer. Acredito que quem a matou, a conhecia. -Que? Como assim?- perguntou Peter. -Pelo visto, sua mãe nos escondeu alguma coisa durante um bom tempo. – a voz do homem era baixa. -n******e ser, a mamãe nunca mentiria para nós. Você sabe qual a mentira? Sabe quem matou? Eu preciso de respostas papai. – disse Peter muito nervoso andando de um lado para o outro no quarto. –Calma filho, eu vou tentar descobrir mais coisas. Não se preocupe, depois te ligo. Amo você e sua irmã! Até logo! - José desligou o telefone e Peter também desligou e se deitou na cama. Tomás chegou no quarto e o viu deitado olhando para o teto. –Qual foi cara? Vai passar a tarde aí deitado? - perguntou Tomás sentando na cama dele. –É melhor! Vai que eu faça mais alguma besteira e cause mais problemas!- ele seguia sem olhar para o colega de quarto. -Você não se decide. Finalmente, quem você quer? -Eu não quero ninguém! Não vim aqui para isso, mas depois do beijo na Duda, parece que algo despertou em mim. -Sabe qual é o seu problema? Você se apaixona muito rápido moleque, tem que ser igual a mim, sair pegando todas sem se apegar a nenhuma. –Você é louco, garoto. – os dois riram - Eu não sou assim, não sou pegador igual a você. -É sério, Peter. Escuta, eu já peguei a Dani, a Cris, a Marcela, a Ana, a Mili, só falta a Duda e a Carla. Mas as outras eu só beijei mesmo, a única que eu cheguei a namorar foi a Dani. – ele se vangloriou. -Não acredito que você pegou todas elas. A Carla, eu acho meio difícil de você pegar, e a Duda, nem comento. Ela gosta do Pablo e depois do beijo, quem sabe o garotão aqui fica com ela. Porém antes eu quero ficar com a Roberta.- falou Peter se levantando e indo a um espelho que havia ali no quarto. –Bem lembrado, eu ainda não peguei a Roberta. Essa eu deixo pra você.- respondeu Tomás rindo e conversando até que uma das meninas bateram na porta. –Meninos, vocês estão aí?- perguntou Mili. -Estamos, pode entrar.- Peter a deixou entrar. -Oi gatinha. O que você deseja? Se estiver procurando por mim, estou aqui.- brincou Tomás. -Engraçadinho. Mas olha que coincidência, é você mesmo que eu estou procurando. -E o que você quer, meu doce?- perguntou Tomás, se levantando e indo pra junto dela. -Na verdade eu não quero nada. Mas seu pai sim. Ele está aí fora te esperando, na sala.- disse Mili. Tomás ficou olhando para Peter e para Mili, não acreditando na palavra dela.
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