Cap. 5 — Chegada, Lilly

1631 Words
Lilly desceu do avião ansiosa, ela olhou em volta perdida, depois de tudo que descobriu estava finalmente no Brasil. Lilly chegou a tarde no aeroporto Rio Galeão, sentiu um alívio tremendo ao ver Rui. — Oi tio, confesso que já estava ficando nervosa... — Lilly é muito bom te ver, vamos! — Rui pegou as malas e direcionou Lilly até o carro, ela olhava em volta com os olhos arregalados estava realmente descobrindo um mundo novo. — Lilly, a Manú está um pouco preocupada com você? Você está bem? — Estou... Eu não a culpo, quero conhecê-la de verdade... — Lilly se voltou para Rui e forçou um sorriso. — Sabe que onde eu moro é um pouco perigoso... Quem comanda lá é a Rai, pedi a ela um segurança pra você. — Tio, não precisa disso. Vou estudar piano no conservatório, acho que passarei a maior parte do tempo lá. — Mesmo assim, a Rai ficou de arrumar alguém de confiança pra você, essa pessoa vai levar e trazer você de onde for, não quero correr o risco de tomar um tiro do seu pai por não cuidar de você. Lilly balançou a cabeça em negação, mas sabia que era verdade, se Scott sonhar que algo aconteceu, entraria no primeiro vôo para o Rio e acertaria as contas com Rui. Assim que chegou na casa ela estranhou as ruas estreitas e a quantidade de casas umas próximas das outras. Onde morava na Escócia era uma propriedade grande, o vizinho mais próximo ficava a metros de distância. — Lilly... — Manuela a abraçou e lhe deu um beijo na testa. — Tenho uma surpresa pra você... Do quarto saiu Raíssa, ela foi avisada por Rui que Lilly estava chegando e quis ver a amiga estrangeira. — Meu Deus Rai! Que bom te ver... Como está? — Lilly disse a abraçando. — Estou bem, vim ver se era verdade... Então o passarinho fugiu da gaiola? Lilly riu do comentário, estaria pela primeira vez experimentando a liberdade. — Vou em casa e daqui a pouco passo pra te pegar, vai em uma festa de verdade. — Raíssa disse e saiu. Lilly ficou pensando em que tipo de lugar Raíssa a levaria, não conhecia ninguém e tinha medo de tudo a sua volta. Quando Raíssa voltou, Lilly estava com uma saia longa rodada, usava uma blusa de frio e os cabelos soltos. — Amiga, não vai se arrumar? O pagode ja deve estar fervendo... — Raíssa disse ao vê-la. — Mas eu estou pronta... — Lilly disse com as mãos na cintura. — Você que sabe, vai passar um calor do cão com essa roupa. Elas saíram e caminharam poucas ruas, por onde passavam as pessoas cumprimentavam Raíssa, ela era conhecida e respeitada ali, já era noite e mesmo assim as ruas estavam movimentadas. Elas chegaram em algo que parecia um galpão, era grande e tinha uma banda tocando o ritmo brasileiro. Estava cheio de gente e Raíssa segurou sua mão para passar entre as pessoas, elas pararam em um canto, havia ali um homem alto, forte, ele tinha o cabelo grande e o corpo todo tatuado, ele usava uma bermuda jeans e uma camiseta regata, era musculoso e Lilly analisava cada detalhe do homem a sua frente. — Limpa a boca... — Raíssa disse rindo. — O que? — Lilly perguntou sendo tirada de seus pensamentos. — Você está babando no meu amigo. — Raíssa concluiu o pensamento e gargalhou, Lilly ficou vermelha, realmente estava admirando o homem a sua frente, mas não pensou que era perceptível o seu olhar. Raíssa se aproximou do homem e disse algo em seu ouviu, ele olhou para Lilly e sorriu, a música estava alta, não conseguiu ouvir nenhuma palavra, ele disse algo também a Raíssa e ela concordou com a cabeça. — Lilly vou pegar algo pra gente beber, não sai daqui... — Raíssa disse e saiu. Lilly ficou um pouco desconsertada, m@l chegou no país e já estava sozinha em um lugar estranho. Um rapaz se aproximou dela, pegou a sua mão e a girou dançando, Lilly se assustou e deu um passo para trás, o rapaz segurava uma garrafa em uma das mãos e tentou pegar em sua cintura, ela o afastou novamente, mas ele insistia em se aproximar. O homem alto que estava encostado na parede apenas parou de frente para o outro rapaz. O rapaz se afastou e levantou os braços em rendição. O homem se virou e sorriu. — Assustada? — Ele disse ainda sorrindo. — Um pouco... E obrigada pela ajuda. — Me chamo Alex, mas todos me chamam de carrasco. Lilly levantou uma sobrancelha sem entender, será que afastou um perigo para se aproximar de outro? — Sou a Lilly, amiga da Rai. — Lilly arrumou o cabelo atrás da orelha e olhava para o chão. — Então você é a menina estrangeira que ela falou, Bom... Parece que serei seu cão de guarda aqui. Lilly sorriu, Alex parecia agradável aos olhos e na companhia. Ele voltou a se encostar na parede e um outro rapaz tentou abraçá-la por trás, Alex apenas olhou feio para o cara e ele se afastou. — Acho que vou passar a noite te agradecendo. — Lilly disse timidamente. — Gostei da ideia mina... — Alex respondeu divertido. — O que? — Lilly não ouvia quase nada com a música alta tocando. — Nada... Vou fazer esse bando de idiot@s te deixar em paz. — Alex passou o braço pela cintura de Lilly e a puxou para mais perto, ficou com o seu corpo praticamente colado no dela. — O que está fazendo? — Ela disse com os olhos grandes ainda mais assustada. — Relaxa... Se pensarem que está comigo vão sair do seu pé. Só fica quietinha. Lilly apoiou as mãos no peito forte dele, olhou para o seu rosto e ele estava sorrindo. — Prometo, não vou passar dos limites... — Ele deu um beijo no rosto de Lilly e ainda a segurava perto dele. — Porr@ Carrasco, quando eu disse que era pra cuidar da minha amiga não foi isso que eu quis dizer. — Raíssa disse segurando três garrafas nas mãos, Alex a soltou e Lilly estava vermelha. — Ele só queria afastar os outros homens, eles aqui são bem atrevidos. — Lilly disse timidamente. Raíssa riu da ingenuidade de Lilly, ela realmente acreditou na conversa de Alex. — Lilly não seja boba, acreditar nisso é o mesmo que acreditar no papai Noel e o Natal ainda está longe, ele estava aproveitando para colocar as mãos em você. Lilly virou para Alex incrédula. — Não passei dos limites, passei? — Ele disse com um sorriso travesso. — Lilly ele vai cuidar de você aqui, vai te levar onde precisar, quando não estiver com ele estará comigo e comigo ninguém mexe! — Rai podemos ir? — Lilly perguntou, nem se quer deu um gole na bebida que Raíssa deu na mão dela. — Você que sabe... — Elas saíram e Alex foi atrás. — Ele vai ficar seguindo a gente? — Lilly perguntou. — Ele precisa saber onde você tá morando... No caminho Raíssa recebeu uma ligação, ela pareceu ficar alterada, parou no caminho e falou um pouco com a pessoa, quando desligou se voltou para Lilly. — Sabe chegar em casa? — Acho que sim... — Vou resolver uma parada séria, o Alex te leva em casa. — Mas Rai... — Lilly disse e não teve nem tempo de concluir a frase, Raíssa já estava longe dali. Ela continuou andando e agora tinha Alex ao seu lado. Ele ficou em silêncio a acompanhando, depois de um tempo ele parou. — Você está perdida? — É claro que não! — Lilly disse ainda caminhando. — Já passamos por aqui... — Alex disse rindo. Lilly parou e olhou em volta, ela achou as ruas tão estreitas e parecidas que nem notou que estava no caminho errado. Ela pegou o telefone e começou a discar. — Tá ligando pra quem? — Alex perguntou. — Para o meu tio, eu estou na casa dele... — Qual o nome do seu tio? — Rui. — Lilly respondeu ainda olhando o telefone. — O marido da farmacêutica? — Isso a Manú é... Estou na casa deles. — Eu sei onde é, só me segue... Lilly o seguiu e logo viu a casa conhecida, ficou aliviada de Alex falar a verdade. Ela parou na porta e ficou de frente para ele. — Obrigada mais uma vez... — Quando disse que passaria a noite me agradecendo, pensei que fosse de outra forma. — Oi? — Lilly ainda não entendia alguns comentários de Alex, achava que ele estava apenas brincando com a cara dela. — Me dá seu telefone... Lilly passou o aparelho para ele e Alex digitou algo. — Agora tem meu número, quando quiser me liga... — Alex disse e deu outro beijo no rosto de Lilly e saiu andando. Lilly ficou alguns segundos parada na porta, foi tirada de seus pensamentos por Manú. — Lilly a Daisy ligou, está preocupada com você, não avisou que chegou. — Tá, vou ligar para ela... Lilly entrou e tomou banho, quando saiu ligou para a mãe. — Oi mãe... Tudo bem? — Lilly, devia ter ligado assim que chegou, fez boa viagem? Está bem instalada? Precisa de algo? — Daisy estava muito preocupada. — Mãe, estou bem, eu encontrei a Rai e saí um pouco, terei um segurança aqui e amanhã vou atrás das aulas de música. — Filha, se cuide e me ligue todos os dias! — Farei isso mãe. Lilly desligou e se deitou, ficaria no quarto de Dahlia, a prima estava em Londres, estudaria e teria sua aventura lá, já Lilly viveria suas aventuras no Brasil.
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