A mulher vem até o café e para na minha frente.
— você é o Rafael?
-sim, o que você sabe sobre o meu irmão?
Ela me olha meio desconfiada,mas se senta e me encara.
— Eu trabalho na casa onde o seu irmão está.
Ela para e me encara como pensando se podia confiar em mim,como chegando a uma conclusão favorável continua.
— Eu comecei a reparar que ele tinha um comportamento estranho quando eu comecei a trabalhar ali além da tristeza no seu olhar, mas havia algo mais acontecendo aí eu pude ver que ele era maltratado pelo mordomo da casa.
Uma raiva me subiu, como ele pode fazer algo assim com meu irmão eu confiei nele, mas além disso uma culpa me apertou o peito eu tinha que ter cuidado dele ela continuou.
— A comida não era dado-lhe fora os hematomas nos braços roxos recentes e antigos e por último foi a gota d'água ele viajou por uma semana e o trancou no quarto levando a chave junto com ele sem permissão para sair.
-Ele esta, trancado?grito e ela se encolhe.
— Eu consegui tirar as dobradiças, mas ele não pode permanecer assim você tem que fazer algo quando Robert voltar não sei o que ele é capaz de fazer.
Eu me levantei.
— vamos agora mesmo.
Saímos do café para a casa chamei a polícia no caminho denunciando os maus tratos,mas nada me preparou para cena que eu me deparei,escutei um grito de Rebeca e corri pelas escadas ela estava abaixada sobre um corpo ensanguentado e inchado esse não poderia ser meu irmão agachei perto dele não sabia aonde pegar nele meu coração batia descontrolado no peito com medo de não achar pulso, mas tinha um pulso fraco liguei para ambulância não o levantei do chão com medo de alguma coisa estar quebrado minha visão ficou fora de foco e notei que eu estava chorando de culpa frustração eu não vou me perdoar se ele não aguentar olho para seu rosto inchado e seu corpo magro de mais como eu pude deixar as coisas assim chegarem a esse ponto.
Os paramédicos chegaram e começaram os primeiros socorros e uma máscara de oxigênio colocaram na maca e desceram as escadas, Rebeca estava parada chorando.
— Rebeca acompanhe o meu irmão por favor não deixe ele sozinho, vou acompanhar os policiais e te encontro no hospital.
Ela balança apenas a cabeça e vai com Julian.
Rebeca
Entro na ambulância sem chão como
Uma pessoa pode fazer uma coisa dessas com uma pessoa que você deveria cuidar seu coração bater devagar no monitor.
Passo a mão de leve no seu cabelo e ouço ele gemer de dor, mas não acorda chegamos a um borrão quando dei por mim já estava aguardando ele em uma sala não sei quanto tempo passou, mas logo vejo Rafael entrando e vindo até onde eu estou.
— Alguma notícia?
— Ainda não.
Quando termino de falar um médico vem falar conosco.
— Familiares de Julian sampaio.
Rafael foi para perto do médico e me puxou junto.
— Aqui doutor sou irmão dele.
— As notícias não são muito boas, mas ele está fora de perigo ele tem três costelas quebradas uma concussão teve uma hemorragia, mas já conseguimos parar o sangramento agora nos resta esperar ele acordar.
— podemos velo doutor?
-sim, ele já está no quarto, mas não ira acordar tão cedo com o efeito dos remédios.
Entramos no quarto e vi o corpo imóvel de Julian na cama me aproximei gradualmente até estar bem ao seu lado e toquei seu rosto com cuidado.
— tudo vai ficar bem eu prometo Julian.
Continua...