A chuva ainda caia forte, eu estava trancada no banheiro do dormitório toda molhada, pedindo a Deus que Cristal não chegasse e perguntasse o que havia acontecido. A sensação de choro veio com força, mas eu impedi que meus olhos derramasse qualquer lágrima, talvez eu estivesse com vergonha ou com raiva de mim mesma. Ao invés disso, pego uma toalha sob a pia e começo a enxugar meus cabelos ensopados. Penso naquele cara que há alguns dias eu odiei, que m*l podia ouvir seu nome que me causava frio na espinha de tanta raiva que sentia dele. Penso em como eu o tratava, e em tudo que eu já pensei sobre ele. Penso no beijo, e de como eu gostei dele, de como tudo se encaixou. Por fim, penso em Thomaz, e em quem ele é. Talvez ele não fosse tão m*l assim, talvez ele fosse até gentil. Talvez houves

