Capítulo II

3396 Words
                  -Nezu, você não pode parecer tão feliz... Mesmo que essa fuga tenha o deixado ‘insano’- Repreendeu Aizawa ao descer do carro.                                Junto ao herói apagador estavam o rato? Cachorro? Urso? Ninguém sabe! Mas ele e o diretor da U.A e o herói número um! Caminhavam calmamente até as entradas do tártaro.                  Nezu havia entrado em seu modo ‘Insano’ assim que recebeu uma ligação que Midoriya Izuku e All For One haviam escapados da prisão, mas esse não foi o real motivo, não demorou um segundo para Nezu se alegrar, alguém peculiar escapou das profundezas do tártaro com tanta -facilidade- que chega a ser cômico e divertido, humanos são uma espécie simplesmente fascinante.                  Passando pela entrada principal o clima realmente parecia mais sombrio. Os guardas estavam em silêncio enquanto os poucos que andavam estavam a carregar sacolas pretas ou ajudando a levar alguma maca.                  Ignorando a situação por si mesmo, os heróis caminharam até a recepção, mas antes de falarem com o senhor de cabelos grisalhos e bigode formoso foram abordados pelo Diretor do Tártaro. Um rapaz que aparentava ter mais de meia idade, usando um terno formoso e preto que combinava com seus cabelos castanhos escuros, quase preto, com as raízes brancas.                  -Nezu, por aqui- Falou o diretor ao chamar a atenção do trio.                  O silêncio voltou e todos guiavam pelos corredores até a sala de segurança. Os sussurros e múrmuros eram o bastante para ligar alguns pontos, principalmente os sussurros clássicos que só aconteciam em história, como -Só faltava uma semana para ele se aposentar- .... -Seus filhos- .... Era tão medíocres esses sussurros que Nezu apenas permanecia em silêncio enquanto entrava na sala de câmeras.                  -Eu acho melhor você ver do que eu tentar explicar- justificou o Diretor ao ver o rato se jogando na cadeira giratória e se aproximando da tela de câmeras. Os dois heróis que estavam com ele ficaram em pé atrás do mesmo.                  Aizawa estava presente por ser um dos principais no caso do Midoriya. All Might se fez presente pela fuga do All For One. A situação não era das melhores e tudo tinha que ser abafado ao máximo, então um alerta seria dado a quase todos os heróis, mesmo que tivesse um risco de vazar. A preocupação era validade, tanto os heróis quando o próprio tártaro recebia a culpa pelo incidente, sem contar o caos que geraria ao descobrirem a verdade; O que mais preocupava Nezu era a imprensa descobrir que ‘Garoto Peculiar escapa de prisão de segurança máxima’. Essa manchete seria mais do que suficiente para jogar o tártaro na lama... Abutres são sempre abutres.                  Com a permissão do diretor, o vídeo de todo o incidente começou a rodar em sua frente, desde o momento que eles saíram e o momento que tudo começou.                  -Ele usou sua posição de peculiar para surpreender os guardas- Murmurou Aizawa vidrado no vídeo. -Depois correu por todos os corredores, destruindo cada câmera para não saberem onde ele estava. - Houve uma pausa ao ver os prisioneiros sendo abatidos ou mortos pelos guardas ao tentarem sair do nível mais baixo, houve uma resistência, mas os guardas foram os vencedores, claro, alguns heróis próximos chegaram e ajudaram a conter a situação. -Para onde ele foi? -                  -Ele errou algumas celas, mas foi direto na cela do All For One. E a única que possuímos gravações, ele não quebrou as câmeras internas da cela. - Respondeu o Diretor enquanto colocava a gravação.                  -Eles não são aliados? - Perguntou All Might enquanto escutava a conversa, ou melhor, a negociação. -Digo, não seria mais útil ele tirar o All For One da cela e fugir com ele-                  -Pode ser uma manobra para nos despistar- sugeriu o herói apagador.                  -Não faz sentido... Alguém que está até os joelhos na m***a não precisaria tentar despistar- Retrucou a forma esquelética de All Might. -Se ele se salva o vilão ele seria ‘promovido’ dentro da liga, mostrando serviço, não teria necessidade disso. -                  -E ele também não está pedindo nada de interessante. E fascinante isso. - Terminou Nezu com seu belo sorriso de m***a impregnados em seus... Lábios?! -Izuku Midoriya utilizou de sua posição para se aproximar do guarda, caindo propositalmente sobre o mesmo e se erguendo pegando sua arma, sem hesitar ele disparou contra os dois policias e pegou suas coisas, crachá e arma. Como um psicopata ele correu pelos corredores e quebrou cada câmera que apareceu em sua linha de visão e consequentemente libertou os prisioneiros para conseguir ganhar tempo, ele já sabia que não iria escapar sem ele e logo ao encontrar ele redefiniu um acordo, já que um precisava do outro para escapar- Uma pequena pausa aconteceu ao reouvir a negociação. -O quão confiável e All For One com seus subordinados? -                  -Naquele incidente ele se sacrificou para salvar eles... Então o suficiente para não deixar um para trás...? - Sugeriu All Might. Por algum motivo sua afirmação saia mais como uma pergunta, o que incomodou Nezu.                  -Ele não sabia o nome de Midoriya, ou fingiu não saber, ele perguntou duas vezes e recebeu o silêncio como resposta- Disse Nezu girando em sua cadeira e encarrando os heróis, como ele queria uma xicara de chá agora para ver suas mentes começarem a explodir.                  -Podemos ter cometido um erro? - Perguntou Aizawa. Apesar de seu rosto calmo dava para perceber sua indignação ao frangir suas sobrancelhas e o surgimento de uma covinha perto de sua boca.                  -Ele sempre bateu na tecla que era inocente...- murmurou All Might sentindo um leve embrulho em seu estomago. -Mas nunca pensamos na possibilidade de ele ser realmente.... Inocente...-                  Os pensamentos de ambos foram dissipados com um bater de palmas de Nezu. -Se ele não era um vilão, nós criamos um vilão! Ele já estava tão quebrado quando o vimos naquele dia e nos outros... Me pergunto o que ele vai fazer a seguir- As palavras de Nezu saiam com um tom de alegria e orgulho, se e que é possível. Era como se o maldito rato estivesse utilizando Midoriya como um experimento, um rato de laboratório, e agora que ele começou a se desenvolver o maldito diretor da U.A estava se sentindo orgulhoso.                  -Vou revisar o caso, conversar com as testemunhas novamente e descobrir tudo que aconteceu naquele dia. - Disse Aizawa ao colocar seu rosto novamente ao normal.                  -Você não conversou com as testemunhas?!- Perguntou Toshinori, surpreso com a afirmação do herói.                  -... Não... Na época não tínhamos por que desconfiar de Kaminari... Midoriya sempre agiu estranho, principalmente com suas anotações- Justificou Aizawa. Fazendo que o herói número um gela-se.                  -Cometemos um erro. - Anunciou com sua voz tremula. Aquele que deveria, supostamente, proteger todos foi a pessoa que destruiu a vida de um garoto inocente.                   -Não sabemos ainda, mas recomendo passar o pente fino em todo o caso... Não custa nada revisar as provas, principalmente se mostrar que Midoriya realmente e culpado. Se continuar assim não teremos problemas, a repercussão que a mídia terá e sobre os nossos erros sobre o interrogatório poderia gerar uma catástrofe maior ainda- Disse Nezu ao se jogar da cadeira -Temos muito trabalho para realizar! -                                     -Esse e o decimo sétimo- Disse Sansa para o Kenji Tsuragamae que acabava de entrar dentro do beco.                                -Qual o nome que ele deixou dessa vez? - Perguntou o Chefe de polícia ao se aproximar do gato.                  -Shouto Todoroki- Respondeu friamente. Sua resposta fez todos do local gelar e trocarem olhares. O atual herói número um, Endeavor, não vai ficar feliz ao saber disso. -Se for olhar, melhor, prender a respiração. - Sugeriu Sansa.                  Caminhando pelo corredor estreito, o Senhor Tsuragamae se deparava com o corpo de uma jovem mulher. Seus braços estavam quebrados e girados para trás, sua cabeça estava quase que em pele, uma vez que estava inchada e ensanguentava, apanhou até chegar a esse ponto. Sua barriga estava aberta e suas vísceras estavam para afora e iam em direção a parede, sentava com as pernas abertas em sua própria poça de sangue era notório que suas pernas foram cortadas, principalmente seu cordão de Aquiles, se aproximando mais da vítima era possível ver que sua língua havia sido arrancada, provavelmente para evitar que ela grita-se e as vísceras que iam até a parede se juntavam com o sangue para formar a palavra de ‘Shouto Todoroki’... Todos os alunos da 3-A estavam marcados em cada vítima. Qual era essa ligação?                  Desde que os assassinatos começaram a marcação de um dos estudantes foram deixadas bem claras, escrita ou por partes do corpo ou pelas entranhas da vítima, sempre sendo diferente a posição e a forma que tudo estava sendo descrito. A primeira vez achamos estranho mais depois de três meses onde apenas encontramos corpos e nada mais começou a realmente ficar assustador. A vítima sempre entrava dentro do beco e nunca mais saia, como se o assassino se fica à espera delas, mas nenhuma câmera jamais conseguiu o filmar, tanto pelo chão e tanto pelos céus. Uma individualidade que lhe torna invisível seria o mais provável dada as circunstâncias....                  -Esse deve ser o último- Disse Eraser Head ao entrar na cena do crime. Esse era o distrito dele, no qual patrulhava e mantinha todos a salvo. Irônico que ele nunca conseguiu ver nada desse assassino.                  -Por que pensa assim? - Perguntou o Chefe de polícia ao se virar para ao herói profissional.                   -A turma 3-A acabou... Lida foi assassinado por Stain e Ashido foi morta durante a invasão...- Disse de forma seca, como se já soubesse quem estava cometendo essa atrocidade.                  -Gostaria de compartilhar algo? - Perguntou o policial enquanto encarrava com desdém o apagador.                  -No momento não- disse revirando os olhos -Quando eu tiver algo mais solido será o primeiro a descobrir- Isso causou um bufar do policial que apenas saia do beco junto do herói.                  -Poderia me emprestar o detetive Tsukauchi?- Perguntou Aizawa, o que surpreendeu o chefe de polícia. -Queria a ajuda dele num caso antigo-.                  -Claro... Acho que ele deve estar na estação.- Antes que pudesse perguntar sobre qualquer coisa, o herói do ‘submundo’ disparou sua arma de captura sobre um poste e pulou em um dos prédios próximos.                     Com três batidas na porta o estudante do curso de herói de cabelos loiros com um ‘risco’ preto em seus cabelos esperava atenciosamente o Diretor Nezu abrir a porta de seu escritório, e com um pequeno sorriso maroto ele olhava ao seu redor em silêncio.                  A espera não durou muita coisa, logo a porta era aberta por Aizawa, dando espaço para o estudante passar que olhava ao seu redor sem entender muito bem o que estava acontecendo.                 -Gostaríamos de fazer mais algumas perguntas sobre o caso do Midoriya-. Falou o Detetive enquanto apontava para uma cadeira, onde Kaminari logo se sentava.                  -Pensei que o caso já havia sido encerrado... Já fazem quase três anos...- Falou Kaminari ao se sentar na cadeira, olhando atentamente os adultos.                  -Primeiro de tudo, Izuku Midoriya escapou da prisão já fazem quase oito meses- Falou Nezu começando a sorrir novamente. O humor do rato parecia sempre melhorar quando as coisas se tratava de um garoto sardento.                  -QUE?!- Berrou o loiro ao se levantar, dando um forte t**a com ambas as mãos a mesa.                  -O caso não pode vir a público, a comissão do herói e o tártaro decidiu fazer vista grossa sobre os acontecimentos da fuga para evitar pânico em massa- Explicou o Diretor -O simples fato de um peculiar escapar da prisão de segurança máxima faria todos nós de idiotas- Sibilou.                  -Mesmo assim! Precisamos ir atrás dele!- Disse de forma clara e bem alta, quase como um grito.                  -Você parece muito nervoso...- Disse Aizawa com um olhar sério sobre o seu estudante.                  -E estou!- Confirmou Kaminari, o que causou ‘verdade’ no detector de mentiras humano.                  -Não precisa se preocupar, os principais heróis estão atrás dele.- Disse Nezu enquanto batia palmas para ganhar toda a atenção da sala -Então, podemos começar as perguntas?-                  -C-claro!- Falou Kaminari ao começar a suar frio. Nezu não o levaria para sua sala a não ser que tivesse tudo que era necessário para um julgamento. Sua voz havia falhado, isso já entregaria muita coisa, m***a, preciso controlar meu nervosismo.                  -Kaminari, você tem certeza que o ex-aluno Izuku Midoriya era o traidor?- Perguntou o Detetive. -Por favor, responda com sim ou não-.                   -Por que isso importa? Ele foi jogado no tártaro a mais de dois anos... Qual a necessidade de abrir o caso novamente?!- Respondeu o loiro ao começar a suar frio.                  -Algumas provas começaram a surgir, gravações, fotos... Coisas que o relacionaram a liga, isso e apenas uma formalidade- Disse Nezu abrindo seu sorriso.                  De fato, desde a fuga de Izuku Midoriya, provas começaram a ser dispensadas nos correios para a U.A. De início todos pensaram que era uma piada, principalmente por nunca ter um remetente, mas ao abrir cada envelope haviam mais e mais provas que Kaminari provavelmente havia mentido. O garoto estava tentando se livrar e se provar inocente, para então aparecer. Isso era fantástico aos olhos de Nezu, ele planejou cada coisa durante anos apenas para provar sua inocência.                  -Por favor, responda à pergunta- Falou Aizawa de forma seca -Não gostaria de lhe forçar uma resposta-.                  Por um momento Kaminari via sua vida passando diante de seus olhos, se mentir eles saberiam, talvez contar uma meia verdade seria a solução? -Não- respondeu francamente.                  O detetive trocou um olhar entre todos antes de voltar a fazer as perguntas. -Você está relacionado a Liga de Vilões?-. Uma pergunta direta e seca.                  Por um momento a respiração de Kaminari travou, um olhar calmo foi lançado para todos os professores a partir do loiro antes do mesmo se levantar e tentar ativar sua individualidade, só não sendo possível pelo fato de Aizawa ter ativado a dele.                  -Responda. A. Pergunta- Falou separadamente, mesmo todos já sabendo a reposta.                  Como um ato de desespero, Kaminari jogou a cadeira para baixo e disparou contra a porta, por algum motivo o loiro nunca usava seu cérebro e simplesmente foi capturado pela arma de Aizawa, sendo algemado com inibidores pelo detetive e foi jogado na cadeira novamente. -Responda!- Berrou Aizawa enquanto olhava fixamente o loiro.                  -Eu não vou falar nada sem um advogado- Falou de forma seca enquanto sorria calmamente.                   -Sem problemas- Nezu falou se jogando da cadeira e andando calmamente até a janela -Já temos todas as provas necessárias, só estávamos dispostos a lhe dar um acordo antes de ser jogado no tártaro... Mas como não pretende cooperar, vamos ver quanto tempo você permanece lá... Quero dizer, Izuku Midoriya, demorou quase um ano e meio para quebrar, me pergunto quanto tempo você irá demorar- Nezu voltava a dar aquele maldito sorriso em seu rosto fofo e sem demorar muito o herói e o policial saiam da sala a carregar o Kaminari que permanecia em silêncio, claro, seus direitos foram falados para ele.                  Entrando no carro, ambos os heróis se posicionavam em seus assentos, sem antes jogar Kaminari no banco de trás, e colocavam seus cintos, pelo menos o Detetive, já que Aizawa simplesmente cruzava os braços e olhava para frente. De todos os envolvidos ele foi o que estava com a mente mais... Pesada, assim por dizer, ele discriminou Midoriya só por ele não ter uma individualidade e no final ele era inocente, ele precisou fugir para provar isso para o mundo.                  Ligando o carro eles começaram a dirigir de forma calma até o tártaro, as luzes do carro estavam acessas enquanto, de contra, as sirenes permaneciam desligadas durante todo o caminho, ou boa parte dele. Todos apenas trocavam olhares enquanto Kaminari apenas sorria, já sabendo que tudo estava exposto, mas mesmo assim, não queria deixar de graça para os heróis, o chefe iria resgata-lo. Isso foi uma promessa caso ele fosse pego... A única coisa que a vez trair a U.A.                  Na metade do caminho as ruas começavam a ficar mais desertas, o que fazia sentido, considerando que era o caminho para o tártaro. Todos que moravam nessa região era de classe média ou baixa, ninguém gosta de morar perto de uma prisão. Esperançoso, Aizawa, tinha quase certeza que Midoriya iria se entrar após a prisão de Kaminari ser exposta nos jornais e tudo voltaria quase ao normal, o garoto iria precisar de terapia, iriamos ‘limpar a ficha dele’ e ignorar os assassinatos que foram cometidos por ele ao escapar... Qualquer coisa para abafar essa história.                  Parando sobre um sinaleiro o herói lançava seu olhar para o banco de trás para checar seu ex-estudante e voltando seu olhar para frente ele sentia um alto som saindo de debaixo do carro, seguido de uma explosão que ergueu o veículo e o capotou sobre as ruas. Um estrondo zumbido sobre os ouvidos de Aizawa que estava com o rosto colado no vidro, o detetive só estava inconsciente e respirando, e o Kaminari estava com um olhar em choque, virando seu rosto para as casas Aizawa entendia o motivo, Izuku Midoriya, estava andando calmamente para o carro enquanto mantinha um sorriso em seu rosto. O sangue que escorria por sua testa o impedia de enxergar muito bem, mas logo o herói começou a chutar a porta do carro na tentativa de sair.                  Abrindo a porta do passageiro, Izuku, pegava Kaminari pelos cabelos e o retirava do carro a força, o jogando contra a calçada e sem tirar sua expressão do rosto ele levava suas mãos até suas costas onde retirava uma arma, pela rápida olhada de Aizawa aparentava ser uma 9mm que logo era disparada contra o herói profissional, mirado em sua perna.                  -Não se intrometa, sua hora ainda não chegou- Ordenou o garoto de cabelos cacheados enquanto se ajoelhava na frente de Kaminari que apenas se arrastava para trás. Graças as algemas e seus pulsos presos o tornavam inofensivo. -Demorou um pouco, mas finalmente consegui ter um encontro com você... Eu realmente espero que não se importe, mas eu vou aproveitar isso ao máximo- Com essas frases Izuku retirava uma seringa do bolso de dentro do seu terno e a pressionava contra a pele do garoto, a perfurando e injetando aquele liquido sobre sua veia.                  -Espera! Midoriya!- Berrou Aizawa, o que fez o esverdeado levar o canto de seus olhos para ele. -O que está fazendo?! Você já provou ser inocente!- Berrou ao dar um último chute contra a porta, a fazendo abrir.                  -Oh, não e obvio?- Perguntou de forma sarcástica o garoto enquanto levava suas mãos para suas costas novamente, Aizawa tentou ativar sua arma de captura, mas foi impedido por um detonador remoto. -Existe cerca de 100 pessoas morando nesse bairro, cada uma foi amarrada com um detonador em sua casa, se tentar fazer qualquer movimento você terá várias mortes em mãos... Você pode evitar isso.- Anunciou deslizando seu dedo sobre o botão vermelho.                  -... -Aizawa rangeu os dentes enquanto sentia o cheiro de gasolina, olhando para a frente do carro ele percebia que o mesmo estava começando a pegar fogo. -Responda minha pergunta, Midoriya!- Ordenou, mesmo sabendo que não estava em uma posição de fazer perguntas.                  Uma histérica risada vinha do garoto mais novo, agora com o loiro finalmente inconsciente graças a injeção que Midoriya o havia injeto, voltando com seu histérico sorriso ele pegou os cabelos de Kaminari e começou a arrastar para um dos becos. -Meu objetivo e simples... Vou transformar essa minha condição rara em algo comum- Ele anunciou antes de sumir na escuridão.                   Com o som das sirenes começando a surgir, Aizawa, rapidamente foi para o outro lado do veículo e ajudou o Detetive, ainda inconsciente, a retirar seu cinto e sair do veículo, segurando-o em mãos o professor disparou em uma corrida para longe do carro, esperando que o mesmo se explodiu a qualquer momento. O que por sorte não aconteceu, os bombeiros haviam chegado antes e conterão a situação.                  -m***a…- Murmurou Aizawa ao andar até a ambulância que acabava de dobrar a esquina, ao verem ambos feridos ela logo estacionou e abrir as portas para os primeiros socorros.                  Enquanto Aizawa recebia alguns pontos na testa um grande tremor aconteceu no chão, seguido de várias explosões consecutivas, o olhar de terror dos bombeiros se estendeu para todos ao redor, todos os prédios próximos de onde estávamos haviam explodidos e grandes chamas começaram a tomar conta do lugar. De fato, Midoriya não estava blefando.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD