📓 Narrado por Lara Antes dele alcançar a maçaneta, eu respirei fundo e soltei, num impulso: — Pai... Ele virou, meio impaciente, meio curioso. — Que foi agora, Lara? Vai me zoar mais um pouco? — Não. — falei, séria. — Dessa vez é verdade. Ele ficou me encarando, esperando o golpe, o deboche qualquer coisa. Mas eu continuei firme, o olhar cravado nele. — Eu só quero que você saiba que… sendo a Dina ou não, eu quero que você refaça sua vida. — engoli em seco. — Tu passou tempo demais carregando culpa, lembrança e saudade. O rosto dele amoleceu, devagar, como se não esperasse aquilo vindo de mim. — Lara… — É sério, pai. — interrompi. — Você merece rir de novo. Merece sentir outra vez. Mesmo que seja por uma mulher de trança, tatuada, cheia de palavrão na boca e com cheiro de cigar

