đź““ Narrado por Lobo A van rasgava a avenida, os pneus gritando contra o asfalto molhado. As luzes vermelhas piscavam no retrovisor, sirenes comendo o ar atrás da gente. O cheiro de pĂłlvora e fumaça ainda grudava na roupa. CascĂŁo forçava o volante, o motor berrando como fera acossada. — Tá vindo duas na cola, chefe! — ele gritou. — MantĂ©m a linha. — respondi, voz fria. — Se desviar, entrega a posição. Klinger tremia de adrenalina no banco de trás, o fuzil ainda quente nas mĂŁos. Paulo Luiz sangrava um corte no braço, mas nem sentia. A tensĂŁo dentro da van era densa, elĂ©trica, viva. As ruas passavam rápido, borradas pela chuva. Mas quando viramos na Ăşltima esquina do setor industrial o plano rachou. O carro preto da polĂcia apareceu no meio da pista. Parado. Luzes piscando. Blo

