William Dickerson Decidi ficar um tempo com o meu filho no escritório depois do café e tenho mostrado a ele um pouco do que faço. Claro, são as coisas mais leves e mais burocráticas como: ler e-mails, falar com pessoas, ver planilhas, entrar no sistema e por aí vai. Agora, com ele sentado no meu colo, recebo uma ligação de Julian, e repenso um pouco se atendo logo. — Pode falar! — Falo antes que ele desligue e ligue outra vez. — Temos pistas de Teodoro Fischer. — A frase até me deixa paralisado. — Não brinca! — Eu até congelo agora. — Vamos mesmo pesgar esse filho da putä? — Filho da putä? — Théo, repete me olhando. — O que é isso? — Já vai ensinar o moleque? — Julian, gargalha adorando a situação. — Quando vai dar uma arma a ele? — E ele continua tirando sarro. — Não repita isso.

