O Rio de Janeiro amanhecia envolto em um calor suave de fim de tarde quando Laura se acomodou na varanda do apartamento, o céu estava pintado em tons de laranja e rosa, refletindo no mar distante, de onde estava, ela conseguia ouvir o barulho abafado da cidade, carros passando, pessoas conversando, vida acontecendo. Mas dentro dela havia apenas silêncio. A barriga já estava grande o suficiente para tornar cada movimento mais lento, oito meses tinham virado nove quase sem que ela percebesse, agora, faltava pouco. Muito pouco. Laura passou a mão devagar pela barriga, sentindo o bebê se mexer. — Calma… — murmurou com um sorriso triste. — Eu sei… eu também estou com medo. Nos últimos meses, ela havia aprendido a ser forte de uma forma que jamais imaginou, as reuniões nas empresas, as dec

