Lembranças Isabelle II

1466 Words
Lembranças - Isabelle II Eu não sabia o que me esperava, mais tinha certeza que não seria bom, o olho dele brilhava, e isso era assustador. — Quero que todos saiam. – falou. Todos saíram e eu fiquei sozinha com ele. — Sabia que mesmo grávida, você continua gostosa. – falou e se aproximou. — É uma pena, não poder brincar com você. — Você é um monstro. – falei. — Eu gosto assim, mas agora vou acho melhor você me dizer o que te foi perguntado, porque hoje não terei pena. – falou. — É sério isso, quando foi que você teve pena de seu monstro. – disse. — Hum, está bravinha hoje. – falou. Ele pegou uma espécie de ferro, mas era bastante afiado, como se fosse uma espada, chegou bem perto, e passou pela minha perna deixando uma marca de sangue, que aos poucos se fechou. — Olha acho que terei que fazer mais profundo. – disse e passou mais uma vez, e eu gritei. — Está pronta, para contar? — Eu nunca vou te contar nada, seu bastardo, você é só um b****a, querendo a aprovação do pai, só que ele não é seu pai. – falei sei que o atingi, mas nunca imaginei o que faria. — Você não sabe de nada, mas eu vou tirar de você esse fardo de criar um filho– falou, não entendi o que ele queria dizer, até que ele fez. Liam enfiou o ferro em mim, pelas minhas costelas, eu não consegui gritar, e foi exatamente nesse momento que eu pensei em contar, pelo meu filho, mais não precisei, a ultima coisa que eu ouvi, foi um grito, acho que foi de Eric, fechei meus olhos e não abre mais. Em meus sonhos eu ouvia uma voz linda, uma criança, que me chamava, ele dizia, "mamãe volta pra mim", eu não sabia se era sonho, ou uma espécie de lembrança. Abri meus olhos, e vi a claridade, não enxerguei nada, mais não estava mais no chão, era uma cama macia e cheirosa, eu não estava amarrada, e nem com dor, e isso era bom. — Belle, finalmente você acordou. – falou Eric. — Eric, onde eu estou? O que ouve? – perguntei. — Está na minha casa, eu te tirei de lá, eu não sabia o que aquele desgraçado fazia. – disse e começou a chorar. — Eu não te culpo por isso, mais se estou aqui foi por sua causa, mais isso não tem importância, é você que sempre está do meu lado, que sempre me ajuda, e que cuida de mim, quando os outros me abandonaram você tem toda a minha gratidão e lealdade. – falei. — Eu nunca me perdoarei por isso. – falou. — Eric, eu não tenho barriga, o que aconteceu para o meu bebe. – perguntei. — Calma, ele está bem, está em aula. – falou, como assim aula, um bebe em aula. — Eu não entendo. – falei. — Belle, você ficou em uma espécie de coma por 1 ano, e o Enzo, teve um crescimento acelerado até completar 1 ano de idade, ele é uma criança de 2 anos. – falou. — Não, não... – comecei a chorar, tinha perdido a infância do meu bebe. — Isabelle calma, ele sempre está aqui pra te ver, contei tudo a ele. – falou. — Eric, eu quero levantar você me ajuda? – perguntei. Ele me ajudou a levantar, era estranha a sensação, muito tempo deitada, me sentia fraca e tonta. — Eu quero tomar banho, e esperar meu filho, mas eu não vou conseguir sozinha. – falei. — Eu vou chamar alguém. – disse e me bateu um desespero. — Não, não me deixa, você pode me ajudar, só não me deixa sozinha. – falei desesperada. — Tudo bem, fica calma. – falou. Estava de camisola longa, Eric encostou no meu ombro, e eu senti um arrepio, ele desceu para o zíper que ficava na lateral do meu corpo, e o desceu, com isso minha camisola caiu, expondo meus s***s, eu estava de calcinha. Eu me segurava na pia, ele pegou em minha cintura, e com as costas da mão desceu até o cós da minha calcinha, e a desceu, fiquei completamente nua, em sua frente, e não estava com vergonha, sentia um sentimento que não consegui definir. Ele me pegou no colo e me levou para a banheira, me colocando lá, a água estava morna, mas não impediu que eu me arrepiasse toda. — Está fria, posso esquentar mais água. – falou. — Não, está ótimo, você não precisa fazer isso. – falei. — Eu sou o culpado por todo o seu sofrimento, quis proteger meu irmão e te feri, farei tudo o que puder, para me desculpar, nem que leve toda a eternidade. – falou. — Você me salvou na hora certa, e cuidou do meu filho, isso já é o suficiente. – falei e toquei sua mão. — Agora me ajuda a sair, se não vou congelar. Eric me pegou pelo braço, e me ajudou a vestir um roupão, e em seguida me levou para o quarto novamente, já me sentia mais forte, mas não quis contar, gostava do cuidado dele comigo. Ele me deixou na cama, eu levantei e fui até uma gaveta, e peguei uma lingerie lilás e vesti, em seguida escolhi um vestido, no armário.  Parecia que eu morava lá, Eric continuava sentado me olhando, e eu não me importava, fui até um espelho, e tive uma crise de choro, meu corpo não era mais o mesmo, ele continha algumas cicatrizes, mais a que me fez desmoronar, foi a da barriga, o buraco que liam tinha feito, eu chorei, e novamente fui amparada por Eric. — Eu estou aqui pequena e prometo não sair, vou te proteger. – falou e me abraçou. Finalmente o medo passou e eu pude vestir o vestido, estava abatida, mas ainda era bonita, ouvi um barulho no andar de baixo. — Ele chegou– Eric disse— Vem, vem conhecê-lo. Pegou a minha mão e descemos, eu ia ver meu filho pela primeira vez, não sei o que estava sentindo, era um misto de alegria, euforia, tristeza por não estar com ele, e culpa por ele estar aqui. Chegamos na sala, e eu parei, Eric se afastou de mim indo encontrá-lo, ele ainda não tinha me visto, então eu o observei, ele era simplesmente a cara de Dimitri, lembrar dele me causou uma onda de ódio que eu jamais havia sentido, mais essa não era o momento pra isso. — Oi campeão, como foi a escola hoje? – perguntou Eric, parecendo mesmo interessado. — Foi boa, eu aprendi um feitiço novo, quem sabe se eu fizer na mamãe, ela volta. – falou e eu comecei a chorar novamente, eu não estava com ele, mas ele me amava. — Eu tenho uma surpresa pra você campeão. – falou. — O que papai? – perguntou meu pequeno. Papai, como assim, Enzo chamou Eric de papai, mais porquê? — Belle, vem aqui. – falou, e eu desci o restante dos degraus. Eu olhei para o meu pequeno, e ele me olhou, fui tomada por um sentimento mais forte do que tudo o que já tinha sentido. — Meu filho. – falei. — Mamãe. – gritou e correu em minha direção, e me abraçou, e ficamos ali, naquele abraço por uns minutos. — Como você cresceu meu amor, você é tão lindo. – falei. — Não chora mamãe, eu te amo. – falou. — Eu sinto muito meu amor. – falei. — Não se desculpe mamãe, o papai cuidou de nós. – falou. Como eu estava atrasada, meu filho de 1 anos já agia como uma de 4, e eu tinha perdido toda a evolução, olhei para Eric, que me olhou de volta, e ele entendeu. — Não se preocupe, ele já foi examinado, e o crescimento acelerado, já parou. – falou me tranquilizando. — Eu nunca mais vou te deixar. – falei. Assim que terminei de falar isso, um guarda entrou. — O Rei exige a presença de sua esposa, príncipe Eric. – falou. Não ia tudo começar novamente. — Eu não vou. – falei imediatamente. — Não é um pedido Rainha, na sua falta levarei seu filho. – falou. — Isso nunca, eu vou. – falei e vi a expressão de Eric, não se preocupe Eric, não há nada mais que eles possam fazer comigo, que já não tenham feito. E eu sai seguindo aquele homem, não demonstrei mais estava com medo, porem faria o que fosse preciso para mantê-los protegidos. Não fui levada a um salão nem nada disso, e ele me deixou de frente a uma porta, tive medo, mas fui firme, e quando abri era ...
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